Refinaria Landulpho Alves completa 60 anos

29 de setembro de 2010 / 11:10 Informes Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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O presidente da República, Luiz Inácio da Silva e o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, visitaram nesta quarta-feira (29/9) a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, em comemoração aos 60 anos da unidade, completados no último dia 17.

Uma das primeiras unidades de refino do Brasil, a RLAM tem capacidade para processar até 323 mil barris de petróleo por dia e é a segunda maior refinaria da Companhia em capacidade instalada e complexidade.

Ouça aqui os discursos do presidente da República, Luiz Inácio da Silva e do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo.

Em suas instalações funciona a maior unidade de craqueamento catalítico (fracionamento do petróleo com o uso de catalisadores) de resíduos da América Latina, a U-39. Além disso, a refinaria conta com uma fábrica de asfalto, parques de armazenamento para petróleo e derivados, estações de carregamento rodoviário, uma estação de medição para produtos acabados, uma central termelétrica, uma estação de tratamentos de efluentes industriais e um sistema de tratamento de águas.

Diariamente, a unidade coloca no mercado dezenas de derivados, incluindo gasolina, diesel, GLP (gás de cozinha), nafta, óleos lubrificantes, parafinas, n-parafinas, solventes e querosene de aviação. Os produtos abastecem principalmente os estados da Bahia e Sergipe, mas são também enviados para clientes do sul e sudeste do país, além de exportados para países como Estados Unidos e Argentina.

Em constante modernização, a refinaria se prepara para colocar em operação novas unidades industriais que vão permitir produzir combustíveis menos poluentes. Com estes investimentos, a Petrobras trabalha para adequar a unidade às novas exigências da Agência Nacional de Petróleo (ANP) em relação ao teor de enxofre da gasolina e do diesel.

Responsabilidade social e ambiental

Como Unidade de Operações do Sistema Petrobras, a RLAM atua em sintonia com a missão, a visão e os valores expressos na estratégia corporativa da Companhia. Através do Sistema de Gestão em Saúde, Meio Ambiente e Segurança, mantém índices de segurança compatíveis com os de refinarias de padrão internacional. Além disso, conta com modernos equipamentos de segurança e seus empregados são continuamente treinados para atuar no combate a emergências.

Para proteger a Baía de Todos os Santos, dispõe de um Sistema de Tratamento de Efluentes Líquidos e, desde 2004, opera um Sistema de Resfriamento à Base de Água Doce, ambos com o objetivo de evitar a contaminação do mar por derivados de petróleo. A unidade investe ainda no gerenciamento e disposição dos resíduos sólidos e no controle das suas emissões gasosas, além de promover programas de monitoramento ambiental, recuperação de áreas degradadas e educação ambiental.

A Refinaria patrocina projetos sociais voltados para as comunidades vizinhas às suas instalações, como o Programa de Criança, que oferece educação complementar a meninos e meninas de São Francisco do Conde e Madre de Deus, e o Jovem Aprendiz, voltado para a qualificação profissional de jovens carentes. Além disso, ações de relacionamento como o Programa de Visitas e o Comitê Comunitário Consultivo visam promover um diálogo ético e transparente com as comunidades do seu entorno.

História

A Refinaria Landulpho Alves começou a ser construída ainda no fim dos anos 40, antes mesmo da criação da Petrobras. Na época, o debate sobre o melhor modelo para exploração, produção e refino do petróleo no país mobilizava a atenção da opinião pública. Com o crescimento da produção de óleo no município de Candeias, na Bahia, o Conselho Nacional do Petróleo (CNP), um órgão federal, decidiu investir na região. O local escolhido foi o terreno da antiga fazenda Porto Barreto, em Mataripe, às margens da Baía de Todos os Santos. Para trabalhar no empreendimento pioneiro, vieram profissionais de todo o Brasil e também do exterior: Estados Unidos, Inglaterra, França, Alemanha, Polônia e Itália. Em 17 de setembro de 1950, a unidade entrava em operação, com capacidade instalada de 2,5 mil barris por dia. Sua implantação marcou o início de um novo ciclo de desenvolvimento para a Bahia e para o Brasil.

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