Preço da gasolina: resposta ao Globo

2 de outubro de 2010 / 10:46 Respostas à Imprensa Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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Leia a matéria “Gasolina ‘capitaliza’ Petrobras: combustível deveria custar 12% menos no Brasil” (versão on-line), publicada no jornal O Globo deste sábado (2/10). Confira abaixo a resposta encaminhada pela Petrobras ao veículo.

Pergunta: Pelos cálculos feitos pelo CBIE com exclusividade para mim, a gasolina vendida pela Petrobras nas refinarias, sem impostos está 70,8% mais cara do que a vendida no mercado americano. Já o diesel está 43,5% e o GLP 21% A Petrobras de outubro de 2008 até setembro deste ano já teria tido um ganho da ordem de R$ 25,9 bilhões por conta de não ter repassado para os preços internos as quedas dos preços internacionais. A diferença atual é dessa ordem mesmo? Os ganhos são nesse montante? No início do ano a Petrobras admitiu que não reduzia os preços internos porque além de sua política ser de longo prazo, estava recuperando as perdas de receita que teve anos atrás quando os preços do petróleo dispararam lá fora e ela não repassou para os preços itnerno.

Resposta: A Petrobras, em sua atual política de preços, optou por praticar valores de paridade aos preços competitivos dos seus concorrentes internacionais a médio e longo prazo para os seus principais produtos: a gasolina, o óleo diesel e o GLP, avaliados considerando-se o produto colocado nas diversas regiões do Brasil. Variações – para cima ou para baixo – não são repassadas imediatamente, caso contrário a Petrobras teria que fazer ajustes diariamente. Dessa forma, os preços se mantém alinhados aos nossos principais concorrentes no longo prazo e o consumidor brasileiro fica protegido da extrema volatilidade do mercado internacional de derivados, que reflete muitas vezes conflitos geopolíticos, fatores climáticos ou movimentos especulativos, além do balanço de oferta e demanda, com componentes sazonais que variam entre as diversas regiões produtoras.

A Companhia pratica reajustes quando entende que o valor do produto no mercado internacional estacionou em determinado patamar. O último reajuste da gasolina e do diesel aconteceu em 09 de junho de 2009 e representou uma redução média nos preços das refinarias de 4,5% e 15%, respectivamente. Naquela data o preço do petróleo no mercado internacional estava em torno de US$ 70 por barril e o câmbio num patamar de R$ 1,95/US$. Entretanto, os preços finais ao consumidor não refletiram essa redução, pois o reajuste foi compensado pelo aumento da CIDE determinado pelo Governo na mesma data. No caso da gasolina, a redução foi integralmente compensada por igual aumento na CIDE, enquanto que no diesel, esta compensação foi parcial.

A comparação entre preços de derivados entre países deve considerar as diferenças entre as políticas macroeconômicas e modelos de comercialização e respectivas estruturas (diferentes custos logísticos, diferentes cargas tributárias, eventuais subsídios), disponibilidade de produto e sazonalidades regionais, adição de biocombustíveis, entre outros aspectos.

Reafirmamos que a política de preços adotada pela PETROBRAS de não repassar para o consumidor brasileiro as flutuações de curto prazo que continuam ocorrendo no mundo, tem se mostrado competitiva ao garantir uma adequada remuneração com a venda dos derivados, gerando os recursos para seu programa de investimentos.

Isso reforça os compromissos da Companhia de praticar preços competitivos e de contribuir para o desenvolvimento econômico e social do país.

Reiteramos mais uma vez que a Política de Governança Corporativa da Petrobras garante a proteção dos interesses de todos os acionistas e demais públicos envolvidos com a empresa.

Adicionalmente, informamos que Petrobras considera adequados os preços praticados atualmente em suas refinarias para a gasolina A, diesel e GLP e que os números apresentados pela repórter, sob a ótica da PETROBRAS não refletem adequadamente os preços competitivos. Como exemplo, podemos citar que a diferença entre preços sem tributos da gasolina e do diesel na porta das refinarias no Golfo Americano e Petrobras em junho passado (última data disponível no site da EIA), registrou cerca de 10% e 16 % acima, respectivamente. Entendemos que esses patamares em relação ao atuais não apresentam diferenças significativas, tendo em vista que as condições de mercado estarem semelhantes.

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