Governança da Petrobras: respostas ao jornal Valor Econômico

21 de outubro de 2010 / 09:26 Respostas à Imprensa Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

A+ A-

O jornal Valor Econômico desta quinta-feira (21/10) publicou a reportagem “Acionistas reagem a Gabrielli em campanha” (página 1página 2). Veja abaixo a resposta da Petrobras aos questionamentos recebidos.

Pergunta: Hoje (19/10), por conta de uma carta publicada na Folha de S. Paulo, e também por conta dos recentes posicionamentos do presidente da empresa, o Gabrielli, faremos uma matéria para ser publicada amanhã discutindo a atuação dele na campanha de Dilma, do ponto de vista da governança corporativa.

1) O Sr. Gabrielli não estaria numa posição de conflito de interesses para defender os planos da Dilma e do atual governo do PT?
2) Como é o processo de eleição e condução do presidente da estatal? Quem indica o nome do presidente?
3) Ele entende que deve participar do debate eleitoral? Por que?
4) A companhia, em suas regras de governança, tem alguma recomendação para que a administração se mantenha isenta quanto ao debate político?
5) Gabrielli acredita que ele ou a Petrobras têm algum papel específico na campanha presidencial? Qual seria esse papel?
6) Ao falar sobre o passado da Petrobras e os interesses do governo anterior, cuja gestão terminou em 2002, Gabrielli entende estar alinhado com o dever de administrador de agir no melhor interesse da companhia? Por que?
7) O que, na visão da empresa, que diz buscar o maior alinhamento possível às melhores práticas de governança pregadas pela BM&FBovespa, é a forma correta de Gabrielli se posicionar em períodos eleitorais?

Resposta: O presidente da Petrobras não participou de “debate eleitoral”. Ele se manifestou com o intuito de discutir o futuro da empresa, que é sua atribuição, independentemente do período eleitoral. Ao comparar a gestão da Petrobras dos últimos oito anos com a gestão da diretoria dos anos anteriores, o presidente Gabrielli defendeu, como sempre o fez, o modelo de negócios que considera mais adequado para a Petrobras, com mais eficiência e resultados. Desde que assumiu suas funções, o presidente Gabrielli sempre se posicionou da mesma maneira, e sempre publicamente.

Em relação às operações da Petrobras na Bolívia (citadas na carta de leitor), é importante esclarecer que, durante o período em que foram controladas pela Petrobras, as atividades das refinarias bolivianas produziram um lucro acumulado de US$ 139 milhões, dos quais US$ 126 milhões distribuídos aos acionistas sob a forma de dividendos. Com a venda das ações por US$ 112 milhões (valor apresentado pela própria Petrobras após análise de consultoria externa independente), a Petrobras encerrou as suas atividades de refino na Bolívia com um retorno adequado do capital investido. Operação transparente e amplamente divulgada à época, as refinarias foram vendidas à YPFB pelo valor justo do fluxo de caixa descontado e portanto não representaram perdas para a Companhia.

Deixe seu comentário

Prezado leitor,

Lembramos que não serão aceitos comentários que tenham conteúdo ou termos ofensivos, nem que sejam desassociados do tema do post. Dúvidas sobre temas diversos devem ser encaminhadas ao Fale Conosco do site.

 caracteres restantes