Coletiva discute início de produção de FPSO no pré-sal da Bacia de Santos

28 de outubro de 2010 / 10:07 Entrevistas Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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Nesta quinta-feira (28/10), a partir das 14h, o blog Fatos e Dados vai transmitir, ao vivo, a cerimônia de início de produção do navio-plataforma Cidade de Angra dos Reis – primeiro sistema definitivo de produção instalado na área de Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos.

Durante a coletiva de imprensa sobre  o evento realizada ontem,  o gerente executivo do Pré-sal, José Miranda Formigli, falou sobre a importância deste momento e ressaltou a evolução que vem ocorrendo desde o ano de 2006, ocasião da descoberta de Tupi, e final de 2007, quando houve a percepção por parte da Petrobras da magnitude das descobertas que estavam ocorrendo naquela área.

Confira, abaixo, alguns trechos da coletiva:

Capacidade técnica: “Acreditamos extremamente na capacidade técnica não apenas da Petrobras, como também de toda a cadeia de fornecedores, empresas brasileiras.  Mas também não temos o menor problema de buscar conhecimento fora do país quando ele é necessário. O Pólo pré-sal da Bacia de Santos está dando o primeiro passo de uma longa jornada”.

Aplicação comercial: “Esse sistema nos dá agora a última ferramenta para termos em campo a possibilidade de coletar ainda algumas informações, mas ele, a partir desse momento, já se transforma numa efetiva aplicação comercial de um sistema de produção no pré-sal em águas profundas aqui no Brasil. Continuaremos trabalhando com outros desafios, mas, sem dúvida, acho que damos uma excelente demonstração da capacidade da geologia e da engenharia brasileira na implantação de um sistema em tão pouco tempo, em uma área remota, sem qualquer infraestrutura pré-existente”.

Evolução: “Conseguimos atingir um grande marco significativo, que foi muito bem planejado há dois anos e meio. Eu me sinto privilegiado por ter tido a oportunidade de ter trabalhado numa geração da Petrobras que passou pela implantação dos projetos da Bacia de Campos e que, agora, conseguimos passar pelo início da exploração do pólo pré-sal e que estamos começando a produção dos grandes sistemas do pré-sal. Os empregados da Petrobras têm todo direito de estar extremamente felizes”.

Experiência: “Milhares de pessoas que trabalharam nisso, não apenas empregados da Petrobras, mas de toda a indústria envolvida, são testemunhas do trabalho sério, que, paulatinamente, foi agregando novos conhecimentos e que foi aportando toda a experiência que o Brasil tem com esse tipo de projeto.  Finalmente, conseguimos atingir um prazo, extremamente desafiador desde o início, mas que agora se apresenta bastante concreto, totalmente real”.

Geração de empregos: “Nós temos hoje uma previsão de precisar treinar, por exemplo, 270 mil pessoas nos próximos três, quatro anos, para atender a essa demanda de novos empregos. Obviamente, os empregos existentes continuam havendo. Posso garantir que serão centenas de milhares de empregos de pessoas que vão estar envolvidas direta e indiretamente (nas atividades relacionadas à produção no pré-sal)”.

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