Atividade exploratória como base para crescimento

29 de outubro de 2010 / 18:16 Informes Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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Produção acumulada de 2003 a 2010 foi de 4,77 bilhões de barris de óleo, contra 3,02 bilhões no período de 1995 a 2002

Nos oito anos do governo Lula, foram perfurados 847 poços exploratórios, contra 500 nos oito anos anteriores

A média de investimentos em exploração da Companhia mais que triplicou: passou de US$ 519,3 milhões nos oito anos do governo anterior, para US$ 1,9 bilhão por ano no atual

O crescimento de qualquer empresa integrada de energia, como é o caso da Petrobras, está fortemente relacionado à atividade exploratória e à tecnologia para descobrir e produzir petróleo e gás. O investimento nessas áreas é fundamento básico para garantir o desenvolvimento de toda a cadeia produtiva.

Atuando de acordo com essas premissas, a Petrobras intensificou a aquisição de blocos exploratórios nos leilões da ANP a partir de 2003. Além disso, a Companhia aumentou o número de sondas de perfuração e de poços perfurados. Foram 847 poços exploratórios no período 2003-2010, contra 500 nos oito anos anteriores. A média de investimentos em exploração mais que triplicou. Saltou de US$ 519,3 milhões para US$ 1,9 bilhão por ano.

Nos últimos anos a Petrobras aumentou os investimentos em exploração, visando avaliar as descobertas realizadas, localizar novos reservatórios de petróleo e aumentar a apropriação de reservas em áreas já produtoras. O objetivo foi manter uma relação reserva/produção segura para o futuro da empresa e do abastecimento do País. Como resultado, a Petrobras tem hoje um potencial recuperável de petróleo suficiente para dobrar a produção até 2020. A produção nacional de petróleo passará de aproximadamente 2 milhões de barris por dia em 2010, para aproximadamente 3 milhões 950 mil barris por dia em 2020.

A produção acumulada de óleo entre 2003 e 2010 foi de 4,47 bilhões de barris, contra 3,02 bilhões no período de 1994 a 2003. As reservas de petróleo e gás cresceram, passando de 11 bilhões de barris de óleo equivalente (boe), em dezembro de 2002, para 14,17 bilhões de boe, em dezembro de 2009. Este volume ainda não inclui o petróleo do pré-sal, que deverá dobrar as reservas da Companhia. Os investimentos em pesquisa tecnológica registraram um aumento de 627% nos últimos oito anos.

Todo esse incremento nas atividades exploratórias e de produção de petróleo e gás elevou a demanda por novas plataformas. Os grandes projetos de produção passaram de 20 para 33 (crescimento de 65%), contando com uma parcela de conteúdo nacional mais significativa.

Com um crescimento de 400% nas contratações no país, a política da Petrobras de participação máxima do mercado interno na aquisição de bens e serviços no Brasil elevou o conteúdo nacional mínimo de 57%, em 2003, para 77,34% em 2010. Dentro dos padrões internacionais de qualidade, prazo e custo, as aquisições no mercado nacional passaram de US$ 5,2 bilhões em 2003, para US$ 25,9 bilhões em 2009.

Descobertas do passado garantem produção atual

Nas décadas de 80 e 90, a Petrobras descobriu três campos gigantes em águas ultraprofundas da Bacia de Campos (Albacora, em 1984; Marlim, em 1985, e Roncador em 1996). Esses campos, como acontece no mundo inteiro, tiveram que passar pelas diversas fases de avaliação e desenvolvimento da produção. Isso demanda dez ou mais anos de trabalho a partir da descoberta. Pelas suas dimensões e novas descobertas nas mesmas áreas, esses campos continuam em fase de desenvolvimento da produção e são responsáveis pelo aumento do volume produzido a cada ano.

Foram esses campos que contribuíram, e ainda contribuem, para o maior aumento da produção, quando começaram a entrar em operação as grandes plataformas em Albacora, Marlim e Roncador. O campo gigante de Roncador, descoberto em 1996, recebeu, em 2002, o navio-plataforma FPSO-Brasil. Em 2007, foram instaladas as plataformas P-52 e P-54. A contribuição efetiva desses campos para o aumento da produção ocorreu principalmente nos últimos dez anos, em função de novas tecnologias exploratórias que permitiram avaliações mais precisas dos reservatórios.

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