3 de novembro de 2010 / 12:19
A Petrobras, na qualidade de operadora dos Blocos BMS-11 e BMS-9, esclarece que a nota divulgada na terça-feira (2/11) pela BG Group (BG) sobre estimativas de volumes de óleo equivalente recuperável em Tupi, Iracema e Guará no pré-sal da Bacia de Santos não constitui uma divulgação dos consórcios responsáveis pela operação dos blocos. As informações são de responsabilidade da BG e foram respaldadas por relatório de empresa de consultoria contratada unicamente pela BG.
A Petrobras julga relevante a conclusão dos poços que estão em perfuração na área do Plano de Avaliação de Tupi para a divulgação de informações adicionais sobre volumes recuperáveis em Tupi e Iracema. Na área do Plano de Avaliação de Guará, a Petrobras considera importante a perfuração de novos poços de delimitação e a realização de um Teste de Longa Duração para a revisão da estimativa de volume anunciada.
Sendo assim, a Companhia reitera as estimativas já divulgadas de 5 a 8 bilhões de barris de óleo equivalente recuperável em Tupi e Iracema (Bloco BM-S-11) e de 1,1 a 2 bilhões de barris de óleo equivalente recuperável em Guará (Bloco BM-S-9).
A Companhia informou à BG Group a necessidade de cumprimento das regras estabelecidas no Contrato de Operações Conjuntas (Joint Operations Agreement).
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Leia a matéria “Bacia de Campos deve garantir mais de 1 bilhão de barris do pré-sal à Petrobrás” (versão on-line), publicada nesta quarta-feira (3/11) pelo jornal O Estado de São Paulo. Confira também, abaixo, as informações encaminhadas pela Petrobras ao veículo.
Repórter: Precisava de uma ajuda de vocês: estava pensando, há algum tempo, em preparar uma matéria sobre esse projeto varredura que o Gabrielli citou na última quinta-feira. Estou com um relatório do Emerson Leite aqui, que diz que a descoberta de pré-sal abaixo de campos produtores como Marlim, Barracuda, é um “game changer” para a Petrobras, porque garante receita rápida e de grande rentabilidade, já que não precisa de plataforma.
1)Quais as descobertas já identificadas em ring fences? Qual o volume de barris de cada uma, pré-sal ou pós-sal?
2)Quantos poços foram perfurados por esse programa varredura? Qual a expectativa para os próximos anos?
3)Há um programa específico para a busca de pré-sal em ring fences?
4)Qual o investimento no programa?
5)Qual a importância da descoberta de novos reservatórios em áreas já em produção?
6)Alguma estimativa de quantos barris podem ser encontrados nessa linha?
Petrobras: Seguem informações para te ajudar na matéria. A área de Exploração da Petrobras tem atuado estrategicamente em diferentes frentes, desde bacias sedimentares maduras até áreas de novas fronteiras exploratórias. Nestas últimas, cujo resultado mais recente foi a relevante descoberta do pré-sal na costa sudeste do Brasil, a Exploração tem intensificado a busca por novos volumes de petróleo e gás em diversas bacias sedimentares brasileiras.
Nas áreas maduras, o foco tem sido otimizar as infraestruturas de produção existentes, ou em fase de implantação, para incrementar a produção diária de petróleo e gás da companhia por meio da descoberta de novos volumes, no curto prazo. Neste contexto, a Exploração desenvolveu um programa denominado “Varredura”, cuja finalidade é rever os modelos geológicos das bacias produtoras, com o trabalho de equipes multifuncionais e aplicação de novos conceitos e técnicas, visando à identificação de novas oportunidades exploratórias nesse ambiente operacional de produção.
Tal projeto teve início pelas bacias de Campos e Espírito Santo, já com importantes resultados incorporados nos projetos de produção das Unidades de Operações (UOs), e com várias oportunidades incorporadas na carteira exploratória, que serão perfuradas em sequência.
Dentre as oportunidades exploratórias já perfuradas, tivemos, até o momento, sete sucessos, com destaques para Carimbé, Tracajá e Nautilus, em reservatórios do pré-sal, na região das acumulações de Barracuda-Caratinga. O volume recuperável descoberto nessas três áreas supera 500 milhões de boe.
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