Mostra de Cinema e Direitos Humanos percorre 20 capitais brasileiras

8 de novembro de 2010 / 20:14 Meio Ambiente e Sociedade Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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Com exibições gratuitas, a 5ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul, leva, a partir desta segunda-feira (8/11), 41 títulos a 20 capitais brasileiras. Realizado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, com produção da Cinemateca Brasileira e patrocínio da Petrobras, o evento é dedicado a obras que abordam questões referentes aos direitos humanos, produzidas recentemente nos países sul-americanos. Nesta edição, que vai até 19 de dezembro, há filmes de Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.

No cardápio da mostra uma homenagem ao ator argentino Ricardo Darín, que vem a São Paulo para apresentar a sessão de “Abutres”, longa de Pablo Trapero inédito comercialmente no Brasil; a Retrospectiva Histórica “Direito à Memória e à Verdade”, que reúne títulos clássicos da cinematografia sul-americana; e a Contemporâneos, que exibirá diversas obras premiadas internacionalmente e ainda não exibidas no país.

Temas, como o direito à terra, à inclusão social, da pessoa com deficiência, da população carcerária, da população afrodescendente, da cidadania LGBT, dos povos indígenas, da diversidade religiosa, da pessoa idosa e da criança e do adolescente são alguns dos abordados pelos filmes selecionados. Em todas as cidades serão realizadas sessões com audiodescrição e closed caption, garantindo o acesso aos deficientes visuais e auditivos.

Homenagem a Ricardo Darín – Com trabalho reconhecido no cinema mundial, sobretudo em filmes em que a temática dos Direitos Humanos está presente, Ricardo Darín, um dos mais populares atores do cinema argentino, ganha uma homenagem dentro da Mostra. Serão exibidos “O Filho da Noiva” (de Juan José Campanella, 2001), “Kamchatka” (dirigido por Marcelo Piñeyro em 2002), “XXY” (de Lúcia Puenzo, 2006) e “Abutres” (Pablo Trapero, 2010).

Sucesso popular que consagrou o ator argentino internacionalmente, o longa-metragem “O Filho da Noiva”, indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro, aborda, principalmente, o envelhecimento e as relações intergeracionais. No filme, o personagem principal, vivido por Darín, sofre um enfarto e, a partir daí, reconstrói a visão que tem de sua vida e do relacionamento com seus pais.

Em “Abutres” o ator vive um advogado em busca de vítimas de acidentes de trânsito para tirar a maior indenização possível das seguradoras e ficar com uma gorda comissão.

Co-estrelado por Cecília Roth e também indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro, “Kamchatka” aborda as lembranças de uma criança durante a ditadura argentina da década de 1970, quando sua família é obrigada a esconder-se para não ser presa.

Completa a homenagem o vencedor da Semana da Crítica do Festival de Cannes “XXY”. No longa de Lúcia Puenzo (filha de Luís Puenzo, diretor de “A História Oficial”, título presente na Retrospectiva Histórica da Mostra), o enredo conta a história de um adolescente intersexual que, devido a uma doença genética, apresenta características de ambos os sexos.

Retrospectiva Histórica – Direito à Memória e à Verdade

A seção reúne títulos que retratam fatos e consequências de ditaduras militares que assolaram a América do Sul em décadas recentes. Na programação A Batalha do Chile II – O Golpe de Estado, de Patricio Guzmán; A História Oficial, de Luis Puenzo (Argentina); Hércules 56, de Silvio Da-Rin (Brasil); O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hamburguer (Brasil); Pra Frente, Brasil, de Roberto Farias (Brasil); e Vlado, 30 Anos Depois, de João Batista de Andrade (Brasil).

Contemporâneos – a mostra traz produções recentes ao Brasil, como “Mundo Alas” (Argentina, 2009), de León Gieco, Fernando Molnar e Sebastián Schindel. O road movie conta a história de uma banda de artistas com necessidades especiais numa turnê pela Argentina. Ao longo dos ensaios, shows e entre uma parada e outra, os músicos, bailarinos e pintores da banda se comunicam e expressam suas visões de mundo sob diferentes formas. O filme apresenta um universo em que a superação das limitações e a integração entre pessoas se mostram possíveis, e a igualdade na diferença torna-se realidade.

Outro destaque é o documentário “Perdão, Mister Fiel”, de Jorge Oliveira (Brasil, 2009). A partir do relato da história de Manoel Fiel Filho, trabalhador metalúrgico que foi torturado e morto, em 1976, durante a ditadura no Brasil, o longa retrata as violações aos Direitos Humanos ocorridas durante os regimes ditatoriais na América do Sul nos anos 1960 e 70. A seção reúne ainda diversas obras inéditas no país e uma série de curtas-metragens de sucesso no circuito de festivais distribuídos em 14 programas de exibição.

A 5ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul conta com apoio do Ministério das Relações Exteriores, da TV Brasil e da Sociedade Amigos da Cinemateca. As obras mais votadas pelo público são contempladas com o Prêmio Aquisição TV Brasil nas categorias longa, média e curta-metragem. A programação tem curadoria do cineasta e curador Francisco Cesar Filho.

Agenda: Aracaju (10-16/12), Belém (25-28/11 e 2-5/12), Belo Horizonte (13-19/12), Brasília (16-23/11), Cuiabá (10-18/11), Curitiba (17-23/11), Fortaleza (8-14/11), Goiânia (3-9/12), João Pessoa (11-18/11), Maceió (29/11-9/12), Manaus (29/11-5/12), Natal (18-25/11), Porto Alegre (23-28/11), Recife (6-12/12), Rio Branco (6-12/12), Rio de Janeiro (30/11-5/12), Salvador (3-9/12), São Luís (29/11-5/12), São Paulo (19-25/11) e Teresina (11-17/11).

Mais informações e a programação completa estão disponíveis no site www.cinedireitoshumanos.org.br.

 

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