Leia a matéria “TCU quer parar obras que Lula mandou seguir”, publicada pelo jornal Folha de S. Paulo nesta quarta-feira (10/11). Confira também a resposta encaminhada pela Petrobras ao veículo.
Repórter: o TCU encaminhou hoje relatório recomendando que 5 contratos de obras na Repar e 4 contratos de obras na RNEST não recebam recursos em 2011 por causa de irregularidades graves constatadas. Segundo o TCU, há sobrepreço de R$ 1,4 bi e R$ 1,3 bi respectivamente nestes contratos. No ano passado estas duas refinarias já foram objeto da mesma recomendação em outros contratos e a maioria deles se mantém com a mesma indicação de não receber recursos, ou seja, sem que as irregularidades apontadas tenham sido sanadas.
Gostaríamos de um posicionamento da empresa sobre o tema.
Petrobras: A Petrobras nega que haja irregularidades nas obras das refinarias Presidente Getúlio Vargas (Repar) e Abreu e Lima (Rnest). A Companhia já demonstrou ao Tribunal de Contas da União (TCU) que não há sobrepreço, mas sim divergência de parâmetros. Os critérios utilizados pelo TCU não se aplicam a obras como uma refinaria de petróleo, mais complexa e com especificidades próprias.
Na elaboração de seus editais, a Petrobras observa rigorosamente os termos do Decreto nº 2.745/98 que trata do Procedimento Licitatório Simplificado e que conferiu à Companhia agilidade para desenvolver seus projetos com eficiência, economia e rentabilidade.
A Petrobras reitera que o critério de aceitabilidade de preços questionado pelo Tribunal está alinhado com as normas técnicas nacionais e internacionais sobre o tema. Além disso, na formação de preços, a Companhia também considera aspectos relativos a itens de segurança, meio ambiente, saúde e responsabilidade social. Estes requisitos trazem importantes resultados, como baixo índice de acidentes nas obras.
A Petrobras colabora constantemente com os órgãos de controle e, quando há diferenças, procura esclarecê-las – o que vem sendo feito de forma sistemática no caso dessas obras.
A Petrobras subiu do sexto para o quarto lugar no ranking das 250 principais empresas globais de energia, divulgado pela agência Platts, uma das líderes mundiais em informações sobre energia e commodities. A Petrobras é a única empresa latino-americana listada entre as dez primeiras.
Segundo a agência, o bom resultado da Companhia deve-se às descobertas no pré-sal, definidas como “uma das maiores descobertas de petróleo das últimas décadas”, e pelas perspectivas de fortalecimento da atuação da Petrobras nas atividades de exploração e produção de petróleo no País.
A subida da Petrobras no ranking acompanhou o desempenho de outras empresas dos “BRICs”. Dentre as vinte primeiras companhias do ranking, onze são da Rússia, China ou Índia, além da brasileira. No ano passado, eram apenas seis.
O resultado no ranking posiciona a Petrobras como uma das cinco maiores empresas integradas de energia do mundo, como almejado pela perspectiva de longo prazo da Companhia, expressa em seu Plano Estratégico.
Sobre a Platts
A Platts é uma das principais fornecedoras globais de dados sobre energia e commodities. As notícias, preços e análises em tempo real atendem aos mercados de petróleo, gás natural, eletricidade, emissões, energia nuclear, carvão, petroquímica e metais em mais de 150 países.
O ranking das 250 principais empresas globais de energia pontua as companhias com melhor desempenho mundial segundo uma combinação de ativos, receitas, lucros e retornos sobre o capital investido, usando dados do Capital IQ, um banco de dados compilado e mantido pela Standard & Poor’s.
A Petrobras participou nesta terça-feira (9/11), no Rio de Janeiro (RJ), do XIII Congresso Brasileiro de Energia.
Durante a abertura do evento, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, destacou a atuação da empresa em fontes energéticas alternativas ao petróleo. A Companhia apresenta hoje capacidade de geração de energia elétrica de 7,2 GW, o equivalente à parte brasileira da usina de Itaipu.
Gabrielli frisou que em 2007, quando a Petrobras assinou termo de compromisso com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a capacidade de geração era de 2,1 GW, e o acordo obrigava a companhia a atingir 6,6 GW no segundo semestre de 2010, patamar superado. A Petrobras possui 13 térmicas a gás, quatro bicombustíveis, sete a óleo, 15 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e quatro projetos de energia eólica.
Outro ponto abordado foi o aumento e flexibilização da oferta de gás natural. “Houve um investimento gigantesco em infraestrutura para produção e distribuição de gás. Nossa malha de gasodutos era de 5,6 mil quilômetros em 2003 e é de 9,6 mil quilômetros em 2010”, comparou.
A capacidade de entrega de gás passou de 36 milhões de metros cúbicos/dia em 2003 para 62 milhões de metros cúbicos/dia em 2010. “No segundo semestre produzimos em média 73 milhões de metros cúbicos/dia com picos de 84 milhões de metros cúbicos/dia. Avançamos enormemente na flexibilidade da oferta de gás, o que permite que haja planejamento de longo prazo que atenda às necessidades do sistema elétrico”, afirmou Gabrielli, citando ainda os terminais de regaseificação em Pecém (CE) e no Rio de Janeiro e os investimentos previstos no Plano de Negócios da companhia até 2014 para a área de Gás e Energia, de US$ 17,8 bilhões. “Somos um grande produtor de energia elétrica”, completou.
O executivo ressaltou ainda que o fato da Petrobras produzir petróleo a partir do pré-sal não tira a responsabilidade de produzir biocombustíveis. A Petrobras é hoje a quinta produtora de biodiesel no país e está entre os maiores produtores de etanol.
Veja o segundo bloco do nono Compacto, videocast de cultura da Petrobras, que mostra o bate-papo do músico, compositor e produtor John Ulhoa com a cantora e compositora Érika Machado.
Entre um papo e outro, Fernanda e Érika cantam a ótima “Tão Longe”, do álbum “Bem Me Quer Mal Me Quer”, o mais recente trabalho de Érika, patrocinado pela Petrobras. A canção é abraçada por John Ulhoa – que produziu o disco – e Daniel Saavedra, ambos na guitarra, Cecília Silveira, na voz e no violão, Thiago Braga, no baixo, e Lenis Pereira, na bateria.