Presidente Lula lança ao mar o 3º navio do Promef

19 de novembro de 2010 / 12:54 Informes Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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O terceiro navio do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef) foi lançado ao mar nesta sexta-feira (19/11), no Estaleiro Mauá, em Niterói (RJ), com a presença do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. Trata-se de uma embarcação para transporte de produtos derivados claros de petróleo, com capacidade para 48,3 mil toneladas de porte bruto e 183 metros de comprimento, equivalente a dois campos de futebol.

O navio foi batizado Sérgio Buarque de Holanda, em homenagem ao historiador, jornalista e crítico literário, autor do clássico “Raízes do Brasil”. A biofarmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes, cuja luta para combater a violência doméstica contra as mulheres deu origem à lei que leva seu nome,  foi a madrinha da embarcação. No dia 25 de novembro, próxima quinta-feira, é celebrado o Dia Internacional da Não-Violência contra as Mulheres.

A solenidade seguiu o cronograma de lançamentos previstos para este ano, que se iniciou no último dia 7 de maio, no Estaleiro Atlântico Sul (PE), com o Suezmax João Cândido, e no próprio Estaleiro Mauá, no dia 24 de junho, com o navio de produtos Celso Furtado. O Estado do Rio, maior e mais tradicional polo naval do país, já conta com 16 navios encomendados pelo Promef, com R$ 2,2 bilhões em investimentos. O programa vai criar pelo menos 50 mil empregos no Estado, sendo 10 mil diretos e 40 mil indiretos.

Graças ao Promef, um dos principais projetos estruturantes do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), os estaleiros nacionais se modernizaram e novas unidades de produção, como o Atlântico Sul, surgiram no país. Após 13 anos sem lançar um único navio de grande porte, o ano de 2010 marca o renascimento do setor, com demanda crescente e novos investimentos.

Durante entrevista coletiva, na quinta-feira (18/11), o presidente da Transpetro, Sergio Machado, falou sobre os desafios e importância do programa para a indústria brasileira “Temos um grande programa de navios para ser cumprido e isto significa o renascimento da indústria naval brasileira em bases sólidas. Nos propusemos a ter navios competitivos em nível mundial e assim o primeiro passo foi modernizar os estaleiros. Este foi o nosso grande desafio. O primeiro navio que fizemos no estaleiro Mauá levou nove meses para ficar pronto e o que lançaremos amanhã, apenas cinco meses, mostrando o desenvolvimento da tecnologia da construção.” O presidente destacou o fato de esta curva de aprendizado contribuir significativamente para a redução do custo das embarcações.

Depois de ser a segunda maior fabricante mundial nos anos 1970, a indústria naval brasileira foi praticamente extinta nos anos 1990, até ressurgir nesta década. Hoje, com o Promef, o Brasil já possui a quarta maior carteira de navios petroleiros do mundo.

O programa de construção naval da Transpetro já gerou mais de 15 mil empregos diretos. Este número chegará a 40 mil. Em suas duas primeiras fases, o programa prevê a construção de 49 navios no Brasil, dos quais 46 já foram contratados, com investimento de R$ 10 bilhões. “Nós vimos nos preparando para este momento de crescimento da economia brasileira. A produção de petróleo vai aumentar então precisamos ampliar a capacidade logística. Temos necessidade de navios para transportar o petróleo do pré-sal. O processo de exploração e crescimento estará em curso e buscamos atendê-lo.” observou, Sérgio Machado.

Criado em 2004, o Promef é um dos principais programas de política industrial brasileira. Foi gerado a fim de fazer renascer a indústria naval em bases modernas e competitivas.

O programa foi desenvolvido com base em três premissas:

- Construir os navios no Brasil,

- Alcançar um nível mínimo de nacionalização (65% na primeira fase, 70% na segunda)

- Oferecer condições para os estaleiros conquistarem competitividade, com a prática de preços e prazos internacionais.

Na busca das melhores soluções, a Transpetro promoveu estudos sobre os diferentes setores da cadeia produtiva da indústria naval e realizou rodadas de reuniões e encontros com os mais diferentes segmentos da sociedade – desde representantes do governo a empresários das indústrias naval e de navipeças, passando pela comunidade acadêmica, por institutos de desenvolvimento tecnológico, sindicatos de trabalhadores, fabricantes internacionais de navios e entidades de fomento, entre outros.

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