Transpetro e Estaleiro Rio Tietê assinam contrato para construção de nova frota hidroviária

23 de novembro de 2010 / 16:17 Informes Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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A Transpetro e o Estaleiro Rio Tietê assinaram nesta terça-feira (23/11), em Ribeirão Preto (SP), o contrato para a construção de 80 barcaças e 20 empurradores que formarão comboios para o transporte de etanol através da Hidrovia Tietê-Paraná. O novo estaleiro será construído em Araçatuba (SP).

Em agosto, o Estaleiro Rio Tietê venceu a licitação para construir a nova frota hidroviária a ser operada pela Transpetro. As barcaças e empurradores custarão US$ 239,1 milhões e começarão a ser entregues a partir do último trimestre de 2011. A operação da frota está prevista para começar em 2013, alinhada com o prazo para os novos terminais que serão instalados ao longo da hidrovia. Cada comboio será formado de quatro barcaças e de um empurrador, com capacidade para transportar 7,6 milhões de litros. Quando totalmente operacional, o volume anual transportado deverá chegar a 4 bilhões de litros.

A assinatura do contrato ocorreu durante a cerimônia de início das obras do Sistema Integrado de Transporte de Etanol da PMCC (empresa da Petrobras e Camargo Corrêa), em Ribeirão Preto, com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Assinaram o contrato para a construção dos comboios o presidente da Transpetro, Sergio Machado, e os diretores do Estaleiro Rio Tietê, Fábio Vasconcelos e Rodrigo Andrade. “O transporte de etanol pela hidrovia representa uma maior eficiência logística, gerando ganhos ambientais e econômicos”, afirmou Machado.

A operação dos comboios pela Transpetro integra o Promef Hidrovia, novo projeto da estatal inspirado nos moldes do Promef (Programa de Modernização e Expansão da Frota), que fez ressurgir a indústria naval brasileira com a encomenda de 49 navios petroleiros a estaleiros nacionais. O Sistema Integrado de Transporte de Etanol da PMCC inclui, além da operação na Hidrovia, a construção de novos dutos, centros coletores e terminais.

A geração de empregos é uma das características do Promef Hidrovia. Serão em torno de 500 empregos diretos e 2.000 indiretos durante a construção do estaleiro, pelo consórcio vencedor. No pico das obras, os empregos diretos chegarão a 700. A operação do estaleiro demandará 300 trabalhadores em média, com a geração de mais 1.200 empregos indiretos. Já os comboios gerarão 400 empregos diretos e 1.600 indiretos na operação.

A construção da nova frota hidroviária da Transpetro seguirá as premissas fundamentais do Promef: fabricação no Brasil, conteúdo nacional de 70% e competitividade internacional dos estaleiros, após a curva de aprendizado. A licitação foi aberta a estaleiros já instalados e também a unidades que seriam instaladas para a disputa, os chamados ‘estaleiros virtuais’, como é o caso do Rio Tietê.

A Hidrovia Tietê-Paraná levará o etanol produzido nas regiões Centro-Oeste e Sudeste para a Refinaria de Paulínia (Replan) e, de lá, por dutos, atingirá diversos terminais, incluindo os de São Sebastião (SP) e de Ilha D’Água (RJ), de onde será possível exportar o produto. A redução de custo de logística permitida pelo modal hidroviário possibilitará ao etanol brasileiro disputar mercados internacionais de forma mais competitiva.

“Esse contrato de construção para a nova frota hidroviária da Transpetro é um significativo avanço na logística para o etanol, gerando uma enorme eficiência energética e ganhos para o meio ambiente”, afirmou o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli.

O transporte do etanol pela hidrovia substituirá o equivalente a 40 mil viagens de caminhão por ano, com ganhos ambientais, econômicos e de segurança. O transporte hidroviário emite um quarto do CO2 e consome vinte vezes menos do combustível utilizado pelo rodoviário para uma mesma carga e distância.

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