Sondas de perfuração: respostas à Folha de SP

25 de novembro de 2010 / 11:14 Respostas à Imprensa Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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Leia a matéria “Petrobras cria empresa para operar sondas” (versão on-line) publicada, nesta quinta-feira (25/11), pelo jornal Folha de S. Paulo. Confira, abaixo, as respostas da Companhia ao veículo.

Jornal: Como te disse, vi a entrevista do Barbassa ao Valor e gostaria de mais informações sobre essa empresa que será constituída para a construção:

Pergunta 1) Quando e como será criada essa empresa?

Pergunta 2) Qual será a participação da Petrobras nessa companhia?

Pergunta 3) Como ela irá funcionar? Será como uma SPE?

Pergunta 4) Qual é o objetivo de separar a empresa que vai cuidar da licitação das sondas? O que a Petrobras ganha com isso?

Pergunta 5) Como serão levantados os recursos para a criação da empresa? Serão captados em Bolsa?

Pergunta 6) Essa empresa será responsável pelo financiamento? Ela será a tomadora de recursos, por exemplo, do BNDES?

Resposta: Para garantir êxito e eficácia nos resultados de seu projeto para construção e disponibilização de sondas para o pré-sal, a Petrobras está implementando duas alternativas, em paralelo.

A primeira trata-se da forma padrão de contratação, através de licitação, para que fretadores e operadores de sondas (nacionais e estrangeiros) contratem a construção dessas plataformas junto a estaleiros brasileiros e as fretem para uso da Petrobras assim que estas estiverem finalizadas, através de contratos de afretamento de 10 anos de prazo.

A segunda forma prevê a utilização de uma nova companhia, a ser proprietária de todas as sondas a serem fretadas à Petrobras, através dos mesmos tipos de contrato. Essa companhia, em processo de constituição, será formada majoritariamente por investidores brasileiros, tais como fundos de pensão, fundos de equity e fundos de investimento. De forma a atender a reivindicação desses investidores, a Petrobras deve ter pequena participação no capital da nova empresa, entre 5% e 10%. Poderá, assim, colaborar com os sócios através da sua experiência, mas não exercerá nenhum tipo de controle: seus direitos e deveres serão proporcionais à sua participação no capital da empresa.

A empresa será uma companhia operacional, com empregados, executivos e colaboradores próprios e não contará com empregados cedidos pela Petrobras. A companhia deverá se associar a operadores de sondas, especializados e experientes, que, juntos, irão explorar economicamente a operação das sondas através dos contratos de afretamento e serviços com a Petrobras.

Caso de a segunda alternativa apresente-se como a mais viável, a empresa terá, dentre outras responsabilidades, que contratar a construção das sondas, fiscalizar as obras, contratar os financiamentos, contratar seguros e selecionar seu futuro associado-operador. Quanto aos recursos de terceiros, não está descartada a hipótese de serem obtidos no mercado de capitais, mas tal decisão ficará na alçada da direção da empresa.

Como é de conhecimento geral, a licitação em curso pela busca de estaleiros brasileiros está sendo feita através de uma subsidiária integral da própria Petrobras e a possibilidade de o processo licitatório ser transferido e/ou cedido para alguma outra empresa a ser indicada pela Petrobras está prevista no edital da licitação desde o seu início.

A alternativa de viabilização do projeto através da estruturação financeira traria diversos ganhos para a Petrobras, dentre os quais:

1) evita a consolidação dos investimentos e dívidas no balanço da Petrobras

2) não gera qualquer direito de regresso contra a Petrobras

3) mantém todos os benefícios do modelo tradicional, na medida em que a Petrobras não será proprietária e nem operadora das sondas

4) viabiliza taxas de afretamento economicamente mais atrativas para a Petrobras, inclusive menores do que as taxas de mercado

5) minimiza os desembolsos de caixa da Petrobras

6) viabiliza de forma economicamente eficiente a construção de sondas no Brasil.

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