Exportação para a China: respostas ao Estadão

29 de novembro de 2010 / 08:38 Respostas à Imprensa Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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Leia a matéria China lidera a importação de petróleo do Brasil, publicada nesta segunda-feira (29/11) pelo jornal O Estado de S. Paulo. Confira, abaixo, as respostas encaminhadas pela Petrobras ao veículo.

Pergunta: Pelos dados do Mdic, a China é hoje o principal destino das exportações brasileiras de petróleo. O que mostram os dados da Petrobrás. Por que há diferenças?

Resposta: A China não foi o principal destino final das cargas de petróleo exportadas pela Petrobras no período de janeiro a outubro de 2010. Os Estados Unidos continuam sendo o principal destino das nossas vendas. A diferença entre o número da Petrobras e do Mdic se deve ao critério utilizado. O número da Petrobras é baseado nas vendas e o do Mdic toma como base as exportações. É importante ressaltar que quase metade das vendas para os EUA é entregue a partir da tancagem de Santa Lucia, e sob a ótica do Mdic esta parcela aparece como exportação para o Caribe. Considerando as vendas de janeiro a outubro/10, as vendas para os EUA representam 43% e China 28% das exportações de petróleo.

Pergunta: O forte aumento das importações para a China (125%, em volume) está ligado ao contrato fechado com o banco de desenvolvimento chinês? Quantos barris estão sendo exportados esse ano por causa do contrato (150 mil)? Quantos serão o ano que vem? (Só gostaria de ressaltar que sei que o empréstimo não é pago em petróleo, apenas garante fornecimento do óleo, que é pago a preços de mercado)

Resposta: O aumento das vendas para a China em 2010 está muito ligado ao contrato de fornecimento de petróleo vinculado ao empréstimo concedido pelo CDB, com volume de 150 mil barris por dia para o primeiro ano e 200 mil barris por dia para os 9 anos restantes. O contrato define o volume que a Petrobras deve oferecer à companhia chinesa e os preços são negociados carga a carga, assim, caso não haja acordo de preço, o volume em questão é abatido do contrato sem prejuízo para as partes.

Pergunta: As exportações para a China tendem a seguir crescendo por conta da forte demanda do País?

Resposta: A expectativa é que as exportações de petróleo para o Extremo Oriente em geral e para a China em particular mantenham-se elevadas para o próximo ano.

Pergunta: Quais são os planos da Petrobrás para sua filial na China? Novos contratos de venda? Exploração no país asiático?

Resposta: O mercado do Extremo Oriente é um importante destino das exportações de petróleo nacional e a Petrobras está cada vez mais focada em oportunidades comerciais nessa região. Além do contrato vinculado ao empréstimo do CDB, temos outros contratos de longo prazo na região, além de vendas spot em bases regulares.

Pergunta: Os chineses já compraram participação em outras empresas do setor. Os chineses tendem a participar mais do setor de petróleo no Brasil?

Resposta: Recomendamos que dados mais efetivos sejam obtidos junto ao E&P (referentes a eventuais parcerias) e à ANP (projetos sem a participação da Petrobras).

5 respostas para “Exportação para a China: respostas ao Estadão”

  1. Batista disse:

    Não temos que contentar em exportar nosso oleo cru. Temos que concluir urgente as 5 refinarias e construir as Unidades Petroquimicas necessárias a obtenção dos insumos de segunda geração para alimentar nossa industria petroquimica e passar a ser exportador de insumos com elevado valor agregado.

    • Daniel Bacellar disse:

      Também acho. Mas o fato é que refinarias são obras extremamente complexas cuja operação envolve enormes riscos. São muito mais complexas que usinas de álcool, por exemplo, que fazem um único produto, através de uma única técnica, a partir de um único insumo.

      Refinarias devem ser construídas com cuidado, para que não se transformem em enorme prejuízo financeiro, humano e ambiental. No tempo certo.

  2. Jairo da Costa disse:

    Brasil Colônia
    Nascemos exportando o Pau-Brasil, depois veio o café, o açucar, minério de ferro, o suco de laranja, o boi, a soja, e agora o petróleo.
    Em mais de 500 anos, só mudou o produto, pois a mercadoria é a mesma “matéria prima”. Não se agrega conhecimento, tecnologia, desenvolvimento na venda de materia prima.
    É! Mesmo com o Pré Sal teremos que nós contentar em ser apenas uma colônia dos países desenvolvidos.

    • Daniel Bacellar disse:

      Não vejo por que um exportador de comodities é uma “colônia” dos países desenvolvidos. O fato de que não exportamos tantos bens manufaturados (como suco de laranja, sapatos, automóveis, caminhões, ônibus e aviões, todos produtos de nossa pauta de exportações) como gostaríamos, não nos torna dependentes.

      Nossa situação é bem melhor, em termos relativos de independência dos países ‘desenvolvidos’ que a do Chile, por exemplo, que depende de importação para grande parte do consumo de sua população (apesar de ter uma economia tida como equilibrada).

    • Everton disse:

      Prezado Jairo,

      concordo com vc. Mas as coisas estão mudando. O Brasil ficou mais de 30 anos sem construir uma refinaria sequer e ainda as existentes estavam sendo sucateadas. Este quadro está mudando, com a construção de 5 novas refinarias, aquisição e construção de petroquimicas e também de fábricas para biodiesel. A visão de uma empresa estatal depende muito da visão de quem as governa, e atualmente esta visão tem sido muito mais ampla do que o Brasil Colônia de anos atrás, ok.

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