Fórum discutiu economia sustentável na Amazônia

29 de novembro de 2010 / 16:51 Informes Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

A+ A-

Patrocinado pela Petrobras, o Fórum Amazônia Sustentável promoveu, nos dias 25 e 26 de novembro, em Belém, um debate sobre riscos e oportunidades para a Amazônia na próxima década. Cerca de 300 representantes de organizações civis, governo e empresários participaram do debate.

O evento abriu espaço para o diálogo entre atores sociais envolvidos com as questões da sustentabilidade amazônica sobre estratégias para o desenvolvimento sustentável e para a preservação ambiental da Amazônia. O objetivo foi nivelar os diferentes atores amazônicos em torno de temas como fontes energéticas, infraestrutura e políticas públicas, além da definição da agenda ambiental para 2011.

A discussão foi avaliada pelos participantes como válida e importante, pois a Amazônia é uma das regiões brasileiras mais ricas em recursos naturais e ao mesmo tempo possui alguns dos piores indicativos sociais do Brasil. Mas esse cenário está mudando. “Estamos entrando em um novo ciclo econômico”, afirmou o pesquisador do Imazon, Adalberto Veríssimo, um dos coordenadores do evento. Para ele, a Região Amazônica vive o início de um novo ciclo de desenvolvimento.

“O modelo que considerava a floresta como um obstáculo para o crescimento econômico da região está ultrapassado”, disse Veríssimo, ponderando que a consolidação de alternativas sustentáveis precisa de investimentos permanentes. “Não podemos voltar ao modelo antigo, do desmatamento, que não deu certo. Temos que olhar um novo modelo e dar escala a ele”, afirmou.

Presente ao encontro, o senador eleito pelo Acre e ex-governador, Jorge Viana, considerou que a economia deverá ser uma questão central para a Amazônia, mas ressaltou que a região deve fundamentar sua base em uma “economia florestal”, onde o uso sustentável da floresta seja o modelo vigente. Viana defendeu uma agenda econômica que melhore a vida das pessoas e ajude na redução de emissões (de gases de efeito estufa).

O vice-governador eleito no Pará, Helenilson Pontes (PPS-PA), também acredita numa nova perspectiva econômica para a Amazônia, mas ressalta que deve haver mudanças na ocupação do território amazônico. Segundo ele, o Pará tem uma área desmatada de cerca de 25 milhões de hectares, dos quais 10 milhões de hectares estão abandonados ou não são aproveitados.

Deixe seu comentário

Prezado leitor,

Lembramos que não serão aceitos comentários que tenham conteúdo ou termos ofensivos, nem que sejam desassociados do tema do post. Dúvidas sobre temas diversos devem ser encaminhadas ao Fale Conosco do site.

 caracteres restantes