Arquivado em 30.11.2010

Sondas de perfuração: carta à Veja

30 de novembro de 2010 / 14:57

Sobre a insinuação de que a Petrobras não é uma empresa transparente feita na matéria “Sete Brasil, a nova empresa da Petrobras “, publicada em 25 de novembro no site Veja.com, a Companhia reafirma que continua seguindo seus princípios de transparência e governança pelos quais já foi premiada diversas vezes. Foi eleita uma das cinco empresas mais transparentes pela edição 2010 do ranking “As Empresas Mais Transparentes do Ibovespa”, divulgado dia 18 de agosto pela consultoria Management & Excellence. Além disso, o aperfeiçoamento contínuo das práticas de governança corporativa e a adoção de padrões internacionais de transparência levaram a Petrobras a receber, mais uma vez, a nota máxima no critério “Transparência” do Índice Dow Jones de Sustentabilidade World (DJSI), conquistado em 2010 pelo quinto ano consecutivo. Trata-se do mais importante índice mundial de sustentabilidade e que é usado como parâmetro para análise dos investidores social e ambientalmente responsáveis.

Veja também as perguntas enviadas pelo veículo e a resposta encaminhada pela Petrobras.

Perguntas: Gostaria de saber o seguinte:

A nova empresa abrirá capital no ano que vem?
Quais fundos estão envolvidos nela?
A holding será controlada no Brasil mesmo ou fora daqui?
Qual será o nome da empresa?
A criação dessa empresa com apenas 10% de capital da Petrobras é uma forma de reduzir gastos com atividades que não são essenciais para a estatal?

Resposta: Para garantir êxito e eficácia nos resultados de seu projeto para construção e disponibilização de sondas para o pré-sal, a Petrobras está implementando duas alternativas, em paralelo.

A primeira trata-se da forma padrão de contratação, através de licitação, para que fretadores e operadores de sondas (nacionais e estrangeiros) contratem a construção dessas plataformas junto a estaleiros brasileiros e as fretem para uso da Petrobras assim que estas estiverem finalizadas, através de contratos de afretamento de 10 anos de prazo.

A segunda forma prevê a utilização de uma nova companhia, a ser proprietária de todas as sondas a serem fretadas à Petrobras, através dos mesmos tipos de contrato. Essa companhia, em processo de constituição, será formada majoritariamente por investidores brasileiros, tais como fundos de pensão, fundos de equity e fundos de investimento. De forma a atender a reivindicação desses investidores, a Petrobras deve ter pequena participação no capital da nova empresa, entre 5% e 10%. Poderá, assim, colaborar com os sócios através da sua experiência, mas não exercerá nenhum tipo de controle: seus direitos e deveres serão proporcionais à sua participação no capital da empresa.

A empresa será uma companhia operacional, com empregados, executivos e colaboradores próprios e não contará com empregados cedidos pela Petrobras. A companhia deverá se associar a operadores de sondas, especializados e experientes, que, juntos, irão explorar economicamente a operação das sondas através dos contratos de afretamento e serviços com a Petrobras.

Caso de a segunda alternativa apresente-se como a mais viável, a empresa terá, dentre outras responsabilidades, que contratar a construção das sondas, fiscalizar as obras, contratar os financiamentos, contratar seguros e selecionar seu futuro associado-operador. Quanto aos recursos de terceiros, não está descartada a hipótese de serem obtidos no mercado de capitais, mas tal decisão ficará na alçada da direção da empresa.

Como é de conhecimento geral, a licitação em curso pela busca de estaleiros brasileiros está sendo feita através de uma subsidiária integral da própria Petrobras e a possibilidade de o processo licitatório ser transferido e/ou cedido para alguma outra empresa a ser indicada pela Petrobras está prevista no edital da licitação desde o seu início.

A alternativa de viabilização do projeto através da estruturação financeira traria diversos ganhos para a Petrobras, dentre os quais:

1) evita a consolidação dos investimentos e dívidas no balanço da Petrobras
2) não gera qualquer direito de regresso contra a Petrobras
3) mantém todos os benefícios do modelo tradicional, na medida em que a Petrobras não será proprietária e nem operadora das sondas
4) viabiliza taxas de afretamento economicamente mais atrativas para a Petrobras, inclusive menores do que as taxas de mercado
5) minimiza os desembolsos de caixa da Petrobras
6) viabiliza de forma economicamente eficiente a construção de sondas no Brasil

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Campanha pelo fim da violência contra as mulheres

/ 13:26

A Petrobras Distribuidora promove, até 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, a campanha “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres”, em apoio à iniciativa da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM).

Serão distribuidos 450 mil folhetos de conscientização aos motoristas que abastecerem em 150 postos BR de 15 cidades do país.  Transeuntes que circularem em 18 terminais, 84 bases, 12 aeroportos e fábricas de asfalto com operações BR também receberão o material.

Além da divulgação institucional em seus postos, a BR segue com a capacitação de frentistas e promotores de lojas de conveniência em questões de equidade de gênero, como auxílio à luta pelo fim da violência contra as mulheres. A iniciativa envolve oito Unidades Móveis de Treinamento (UMTs) distribuídas por todo o País e é resultado do protocolo assinado com a Secretaria de Políticas para as Mulheres em 2009. Já foram treinados 7.185 colaboradores, de 455 postos de serviços, em 224 cidades de 16 estados. Em 2011, a BR ampliará a frota de UMTs para 17 unidades, o que elevará o total de vagas para 50.000 e os postos capacitados para 3.000, em 924 municípios.

Com o acordo, a SPM ficou responsável pelo conteúdo programático do curso sobre equidade de gênero que faz parte do programa de treinamento desses profissionais. O curso “Combate à violência contra as mulheres” funciona integrado ao Programa Capacidade Máxima, criado pela Petrobras Distribuidora para aperfeiçoar o desempenho dos profissionais dos postos de serviços em todos os níveis.

Cada um dos postos participantes da campanha receberá folhetos que explicam as características da violência doméstica e familiar, mostram a conquista da Lei Maria da Penha (nº 11.340) e informam o telefone da Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180). A lista das cidades que receberão a campanha inclui Rio de Janeiro, Niterói, São Paulo, Campinas, Brasília, Goiânia, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Aracaju, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém e Manaus – além de cinco postos rodoviários.

Conscientização contínua

Durante a solenidade de lançamento, realizada no dia 26 de novembro, o presidente da Petrobras Distribuidora, José Lima de Andrade Neto, lembrou que a BR apóia a campanha desde 2006, e que o trabalho de conscientização realizado nos postos contribui para o crescimento dos atendimentos contabilizados pelo Ligue 180 (acesso gratuito, 24h/dia, em todo território nacional), estimado em 317% somente no último ano. “Temos a felicidade de participar de uma campanha vitoriosa, que amplia a noção de equidade de gêneros e estimula a luta pelo fim da violência contra a mulher”, declarou ele.

A campanha “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres” é realizada em 135 países, desde 1991, e busca estabelecer um vínculo com a causa dos direitos humanos. No Brasil, ela adotou o slogan “Está na Lei! Exija seus direitos. Lei Maria da Penha”, para endossar a legislação sancionada em 7 de Agosto de 2006, que se tornou uma importante ferramenta para o atendimento e proteção das mulheres vitimadas.

Positivas - Como parte das ações da Campanha, serão promovidas para a força de trabalho da Petrobras exibições do filme Positivas, de Susanna Lira, nesta quarta-feira (1/12), Dia Internacional de Combate à AIDS. As sessões serão sempre seguidas de debate com a diretora ou produtora, uma das protagonistas e outros convidados.

Escolhido pelo júri popular como o Melhor Documentário do Festival do Rio 2010, o filme Positivas tem como principal alvo o estigma em torno da AIDS. O documentário apresenta experiências de mulheres que contraíram o HIV de seus maridos ou parceiros fixos, sendo surpreendidas pela notícia da doença em um ambiente até então seguro e moralmente “adequado”.

Sessões:

Edifício Sede (Edise – Auditório Central) – às 13h, exibição e debate sobre o Documentário, seguido de lançamento do livro “Preciso brincar nesta dor”, de Heli Cordeiro, uma das personagens de Positivas. A publicação do livro teve o apoio da Petrobras.

Petros – às 14h30, exibição e debate do Documentário.

Transpetro – às 9h30, exibição e debate do Documentário com a Diretora do Filme e uma das protagonistas.

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