29ª Bienal de São Paulo, na visão de Marcus Faustini

11 de dezembro de 2010 / 08:33 Opinião Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

A+ A-

O segundo post da série que apresenta as impressões de convidados patrocinados pela Petrobras sobre a 29ª Bienal de São Paulo traz a opinião do  coordenador do Apalpe e autor do livro Guia Afetivo da Periferia, Marcus Faustini, que fala sobre o processo de recepção das obras de arte, no contexto do evento. A mostra, que termina neste domingo (12/12) também conta com patrocínio da Companhia.

“Um domingo de sol em São Paulo e uma grande diversidade de pessoas com sorrisos desejantes de futuro visitando e se relacionando com  as obras. Esta é a forma que guardei na memória minha passagem pela Bienal. Como uma rede com várias entradas e saídas, a curadoria espalhou no galpão as obras e promoveu diversas possibilidades de recepção. Alguns podem dizer que este procedimento afeta a concentração como ideia central de recepção de uma obra. Acontece que, além da obra, a recepção veio para o centro também – e isto é bom!

A negociação entre as partes envolvidas na ação artística ganha vigor quando a recepção entra no jogo. E foi assim, entre várias recepções, que fiquei encantado com a obra do Mexicano Macotela que troca tempo com presidiários e transforma as trocas em expressão plástica. Por exemplo, enquanto o artista visita um familiar de um preso, este faz um mapa de afetos da cela com suas unhas. A obra é a expressão dessa negociação. Só mesmo quando temos diversidade de recepção, a negociação vira expressão.”

Conheça também a visão de Luiz Guilherme Vergara e de pessoas ligadas à arte e à cultura que vistaram a Bienal a convite da Petrobras.

Deixe seu comentário

Prezado leitor,

Lembramos que não serão aceitos comentários que tenham conteúdo ou termos ofensivos, nem que sejam desassociados do tema do post. Dúvidas sobre temas diversos devem ser encaminhadas ao Fale Conosco do site.

 caracteres restantes