Arquivado em 01/2011

Aprovada incorporação das empresas do Comperj

31 de janeiro de 2011 / 20:44

Em Assembleia Geral Extraordinária realizada nesta segunda-feira (31/01), os acionistas da Petrobras aprovaram as propostas de incorporação à Petrobras das empresas Comperj Petroquímicos Básicos S.A. (UPB) e Comperj Pet S.A. (PET), que integram a atual estrutura societária do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), sob a forma de subsidiárias integrais da Petrobras.

Foi também aprovada proposta de reforma do Estatuto Social, com alterações e exclusões de artigos, parágrafos e incisos, tendo como objetivo, entre outros, a sua atualização após a operação de capitalização, quando a Companhia teve o seu capital social subscrito aumentado.

Incorporação de subsidiárias

Com a incorporação, a UPB, cuja finalidade é a produção de insumos petroquímicos, em Itaboraí (RJ), passará a ser uma Unidade de Operação da Petrobras, alinhando-se à estratégia da Companhia, no segmento de refino, de aumentar a capacidade de processamento, visando ao equilíbrio com o crescimento de sua produção de petróleo e ao atendimento das demandas do mercado em volume e qualidade de produtos.

Já a incorporação da PET, cujo objetivo é a produção de resina de polietileno, vai proporcionar simplificação da estrutura societária do Comperj, redução de custos e realocação de investimentos no projeto.

A incorporação é resultado de alterações nas perspectivas inicialmente previstas para o projeto, diante de eventos de natureza econômica, mercadológica e de custos, o que levou a uma nova configuração do empreendimento, transformando o complexo em um programa constituído de três etapas e com um novo cronograma.

Capital Social

Entre as alterações estatutárias aprovadas está a do art.4º, estabelecendo que o capital social da Companhia passa a ser de R$ 205.357.103.148,30 dividido em 13.044.4 96.930 ações nominativas escriturais, sem valor nominal. Deste total, 7.442.454.142 são de ações ordinárias e 5.602.042.788 ações preferenciais.

Foi também aprovada a exclusão dos parágrafos 1º, 2º e 3º do artigo 4º do Estatuto Social, de forma a retirar o limite de capital autorizado para ações ordinárias e preferenciais de emissão da Companhia que, nos termos da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976 (Lei das Sociedades por Ações), permitiria, em determinadas circunstâncias, o aumento do capital social da Companhia, independentemente de reforma estatutária, por deliberação do Conselho de Administração.

A redação do novo parágrafo 1º, no artigo 4º do Estatuto, estabelece que os aumentos de capital, mediante a emissão de ações, serão submetidos previamente à deliberação da Assembleia Geral. Também foi aprovada a exclusão do inciso IX do artigo 28 do Estatuto, que previa a competência para o Conselho de Administração deliberar sobre aumento de capital dentro do limite autorizado.

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Convênio de cooperação viabiliza transporte de equipamentos para o Comperj

/ 17:16

A Petrobras assinou, nesta segunda-feira (31/01), em cerimônia realizada no Centro de Integração do Comperj, em São Gonçalo (RJ), Convênio de Cooperação com a Prefeitura Municipal de São Gonçalo para a implantação da infraestrutura necessária (dragagem, píer e seu retroporto e via de acesso) para transporte de equipamentos especiais para o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

Na ocasião, também foi assinado Protocolo de Intenções entre a Petrobras, o Governo do Estado do Rio de Janeiro e a Prefeitura Municipal de São Gonçalo para desenvolvimento do Projeto Porto Praia da Beira, a partir da infraestrutura construída pela Petrobras. Participaram da cerimônia o governador Sérgio Cabral, a prefeita de São Gonçalo, Aparecida Panisset, e o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa.

Um dos principais empreendimentos da história da Petrobras, o Comperj marca a retomada da Companhia no setor petroquímico e vai transformar o perfil socioeconômico de sua região de influência.

O Comperj tem o início de operação da sua primeira fase previsto para o final de 2013, com capacidade de processamento de 165 mil barris de petróleo por dia. Na segunda fase, prevista para 2018, será atingida capacidade total de 330 mil barris de petróleo por dia. As Unidades Petroquímicas têm início de operação previsto para 2017 e produzirão produtos petroquímicos básicos (eteno, propeno, benzeno, p-xileno e butadieno) e produtos petroquímicos associados (estireno, etilenoglicol, polietilenos, polipropileno, entre outros). Serão produzidos, pela Refinaria, diesel, GLP, querosene, nafta, óleo combustível, coque e enxofre a fim de suprir o mercado nacional e fornecer matéria-prima para as Unidades Petroquímicas.

As obras de terraplenagem foram concluídas e as obras de construção e montagem das principais unidades de refino foram iniciadas, com destaque para as unidades de Destilação Atmosférica e à Vácuo, Coqueamento Retardado e Hidrocraqueamento.

Geração de empregos – Estima-se que o Comperj vai gerar um total de mais de 200 mil empregos diretos, indiretos e por “efeito-renda”, durante os cinco anos da obra e após a entrada em operação; todos em escala nacional. Para atender a essa demanda, a Petrobras, em parceria com as prefeituras, implantou o Centro de Integração, abrangendo todos os municípios do entorno do Complexo Petroquímico (Itaboraí, São Gonçalo, Cachoeiras de Macacu, Casimiro de Abreu, Guapimirim, Niterói, Maricá, Magé, Rio Bonito, Silva Jardim e Tanguá). O objetivo é capacitar cerca de 30 mil profissionais da região, em 60 tipos de cursos gratuitos. Desse total, 82% serão em nível básico, 17% em nível técnico e 1% em nível superior.

Além de promover a capacitação de fornecedores locais, a qualificação profissional e o empreendedorismo na região de entorno, a Petrobras contempla os municípios da área de influência do Comperj com apoio a projetos sociais, de educação ambiental e de valorização da cultura local.

Para o planejamento, detalhamento e coordenação de ações e investimentos voltados a saneamento, transporte, habitação e serviços sociais básicos, foi firmado Acordo de Cooperação entre a Petrobras, o Ministério das Cidades, BNDES e a Caixa Econômica Federal, com a interveniência do Ministério de Minas e Energia, para viabilizar a atuação articulada desses órgãos na região.

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Usiminas vence licitação para fornecer 13 mil toneladas de aço para o Promef

/ 14:13

A Usiminas ofereceu o melhor preço e venceu a mais recente licitação para a compra de 13 mil toneladas de chapas de aço destinadas à construção de navios que integram o Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef).

O aço será utilizado pelo Estaleiro Ilha S/A (EISA), localizado no Rio de Janeiro (RJ), que está construindo quatro navios petroleiros Panamax para o transporte de óleo cru e produtos escuros.

Os dois primeiros serão lançados ao mar em 2012 e os demais estão previstos para 2013, confirmando o renascimento da indústria naval brasileira por meio das encomendas da Transpetro.

Participaram da licitação doze usinas siderúrgicas de cinco países. Com o resultado, a Usiminas já tem contratadas 66 mil toneladas de aço a serem utilizadas na construção dos navios do Promef. Este montante representa cerca de 40% do total de chapas compradas para o programa até o momento, que somam 168 mil toneladas.

“Nosso desejo é que todo o aço necessário à construção dos navios do Promef seja comprado no Brasil. E assim faremos, sempre que o preço for competitivo, ou seja, compatível com o praticado no mercado mundial”, afirma o presidente da Transpetro, Sergio Machado.

A construção dos 49 navios destinados à frota da Transpetro vai consumir, no total, 680 mil toneladas de aço. A empresa continuará realizando tomadas internacionais de preço a fim de obter sempre as melhores condições comerciais para os estaleiros participantes do Promef. Tendo em vista o peso do aço no custo de um navio (20% a 30%), a estratégia é fundamental para estimular a competitividade da indústria naval brasileira.

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Videocast Compacto sobe ao palco

30 de janeiro de 2011 / 08:55

Depois de mostrar na internet a diversidade da nova música brasileira em 13 programas, o Compacto, videocast de cultura da Petrobras, foi ao público pela primeira vez. Com um palco dedicado ao projeto dentro do Goiânia Noise – festival de música patrocinado pela Companhia – nomes que passaram pelos episódios na primeira temporada, como Pato Fu, Móveis Coloniais de Acaju, Macaco Bong, John Ulhoa, Vitor Araújo e Superguidis, dividiram os microfones com outras novas apostas da música brasileira. Entre eles os brasilienses Lucy and the Popsonics, os mineiros do Porcas Borboletas e os goianos do Gloom.

Confira como foi esta mistura entre diferentes vertentes musicais!

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Petrobras Distribuidora e Cruz Vermelha em parceria pelas vítimas das chuvas

29 de janeiro de 2011 / 08:37

Em parceria com a Cruz Vermelha de Santa Catarina, os postos da Rede Petrobras estão engajados na ajuda às vítimas das chuvas no estado. No total, 19 postos estão recebendo doações em nove municípios. Entre os produtos solicitados estão artigos de higiene pessoal, açúcar, café, óleo de cozinha, velas e produtos de limpeza.

As enchentes em Santa Catarina provocaram a saída de mais de 15 mil pessoas de suas casas e deixaram 4,3 mil imóveis danificados. No estado 28 cidades decretaram situação de emergência, e foram registrados prejuízos em 49 municípios. A Defesa Civil estima que mais de 680 mil pessoas tenham sido afetadas pelas enchentes.

Municípios e postos que estão recebendo donativos em Santa Catarina:

Caçador

Posto Bortoli – Rua Altamiro Guimarães, 29 – Santelmo

Posto Cury – AV. Barão do Rio Branco, 175 – Centro

Posto Rio do Peixe – ROD. SC 451 KM 350 – Figueira

Capinzal

Posto Bordignon – Acesso Cidade Alta, 2397 – São Cristóvão

Criciúma

Posto Central – Rua Rui Barbossa 184 – Centro

Balneário Camboriú

Posto Neco – Av. do Estado 4100 – Centro

Posto PHD – Av. do Estado 5000 – Centro

Blumenau

Posto Sete – Rua Almirante Barroso, 972 – Centro

Florianópolis

Posto Ilha – Av. Hercílio Luz – Centro

Posto Raio de Sol – ROD SC 401 – Canasvieiras

Posto Angeloni Capoeiras – Av. Ivo Silveira – Capoeiras

Posto Golden – Rod. Maurício Sirotsky Sobrinho – Jurerê

Posto Cacupé – Rod. Virgilio Várzea – Saco Grande

Posto Real – Av. Madre Benvenuta – Trindade

Itajaí

Posto Cidade do Posto – Rua Silva – Centro

Posto Universitário – Rua Modesto Fernandes Vieiras – Dom Bosco

Joinville

Posto Magnum – Rua Marques de Olinda – Glória

Posto Getúlio – Av. Getúlio Vargas – Bucarein

Lages

Posto Raid – Av. Dom Pedro – Vila Nova

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Conheça o primeiro banco de provas de motores marítimos do hemisfério Sul

28 de janeiro de 2011 / 13:51

Com a criação do Bunker I , o primeiro banco de provas que realiza no Brasil, desde março passado, testes com lubrificantes navais e com óleos pesados, o País passou a ter tecnologia de ponta para ampliar a pesquisa em combustíveis e assegurar a certificação de óleos lubrificantes. A área de testes do Laboratório de Máquinas Térmicas (LMT) da Coppe e da Escola Politécnica da UFRJ tem como principal objetivo realizar estudos para melhorar o desempenho desses produtos em motores marítimos e reduzir seu potencial de emissões de gases e de material particulado.

“Achamos que era oportuno e importante ter essa capacitação no Brasil”, conta Tadeu Cordeiro, consultor do Cenpes. A Petrobras é a maior produtora e fornecedora de óleo bunker – nome comercial para os óleos combustíveis marítimos – da América do Sul. A empresa abastece cerca de 7200 navios, por ano, nos portos brasileiros. Assista ao vídeo e saiba mais!

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Conclusão da emissão em títulos de dívida

27 de janeiro de 2011 / 19:06

A Petrobras comunica que concluiu nesta quinta-feira (27/01), através da sua subsidiária integral Petrobras International Finance Company (“PifCo”), a oferta de títulos no mercado de capitais internacional (Global Notes), no valor de US$ 6 bilhões e vencimentos de 05, 10 e 30 anos. A operação foi precificada no dia 20 de janeiro de 2011 e os títulos constituem obrigações não garantidas e não subordinadas da PifCo, com garantia da Petrobras. Confira no site de Relacionamento com Investidores as principais informações da emissão.

A emissão foi a maior colocação de dívida por uma empresa brasileira no mercado internacional de capitais, com demanda aproximada de 2,5 vezes superior ao volume final, e participação de mais de 463 investidores dos Estados Unidos, Europa, Ásia e América Latina, sendo a maioria dedicada ao mercado de renda fixa de empresas com grau de investimento.

Os recursos captados serão utilizados para o financiamento dos investimentos previstos no Plano de Negócios 2010-2014, sendo mantidos a estrutura adequada de capital e o grau de alavancagem financeira em linha com as metas da Companhia.

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Nota de esclarecimento sobre Cherne II

/ 17:42

A Petrobras informa que a operação da plataforma Cherne II (PCH-2) está paralisada enquanto são apuradas as causas do incêndio ocorrido na noite de 19 de janeiro no módulo de bombas de transferência de óleo. Não houve qualquer dano à integridade física das pessoas que trabalhavam na plataforma, nem ao meio ambiente.

A Petrobras trabalha agora para restabelecer as condições de operação da área afetada e já solicitou à Marinha uma nova perícia. Esse procedimento deverá ser feito por equipe de vistoriadores e inspetores navais a partir do dia 01 de fevereiro, quando a plataforma estará pronta para retomar suas operações.

Logo após o incêndio, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a Marinha do Brasil foram notificadas da ocorrência. Ao mesmo tempo, o incidente foi comunicado ao Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense, Sindipetro.

No dia 20, oficiais da Marinha fizeram uma vistoria a bordo da unidade. No dia 21, a convite da Petrobras, a direção do Sindipetro NF esteve reunida na Base Imbetiba, em Macaé, com o corpo gerencial da Unidade de Operações da Bacia de Campos.

A Companhia constituiu uma comissão, para apurar as causas do acidente, que conta com a participação de técnicos de várias especialidades, de representantes da CIPA e do Sindipetro NF.

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Mercado de energia: respostas ao Jornal do Brasil

/ 11:02

Leia a matéria “Combustão verde e amarela” (Parte 1 e Parte 2), publicada nesta quinta-feira (27/01) pelo Jornal do Brasil digital e confira, abaixo, as respostas da Petrobras ao veículo.

Pergunta: Em pouco mais de uma década a PB passou de 27 a 3º posição no ranking (PFC Energy), qual foi o fator decisivo para essa virada?

Resposta: Esse período foi marcado por grandes realizações, tais como a descoberta do petróleo na camada do pré-sal, a capitalização da Companhia e a aprovação, por parte do Congresso, do novo marco regulatório para exploração e produção nas áreas do pré-sal e em áreas estratégicas. Os testes preliminares realizados em quatro áreas do pré-sal (três na Bacia de Santos e uma na Bacia de Campos) permitiram estimar volumes potencialmente recuperáveis entre 10,6 bilhões e 16,3 bilhões de barris equivalentes – BOE (petróleo e gás), o que pode futuramente dobrar as reservas brasileiras de petróleo e gás que atualmente são da ordem de 15,9 bilhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás) de acordo com o critério SPE. Em dezembro de 2010, a companhia comunicou a declaração de comercialidade dos campos de Lula e Cernambi, que juntos têm 8,3 bilhões de barris de óleo equivalente.

A oferta pública de ações da Companhia concluída em novembro do ano passado resultou em um aumento de capital de R$ 120 bilhões 249 milhões.

Além disso, a mudança do marco regulatório, proposta pelo governo, aprovada pelo Congresso e sancionada no fim do ano passado, que substitui o modelo de concessão pelo mecanismo de partilha da produção, determina que a Petrobras seja a operadora única dos blocos de exploração do pré-sal e terá uma participação de 30% dos consórcios que forem formados, o que atribui à Companhia um papel extremamente importante no cenário nacional e internacional quanto à sua capacidade futura de produção e reservas. Esses e outros fatores foram determinantes para este salto.

Pergunta: Como a PB administra seus projetos, quando interesses de governo são contrários aos dos demais acionistas?

Resposta: Com diversos prêmios acumulados na área de governança, e transparência reconhecida internacionalmente, a Petrobras faz uso dos mais avançados instrumentos de gestão empresarial. Por ser uma companhia de capital aberto, está sujeita às regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&FBovespa). No exterior, cumpre as normas da Securities and Exchange Commission (SEC) e da New York Stock Exchange (NYSE), nos Estados Unidos; do Latibex da Bolsa de Madri, na Espanha; da Bolsa de Comércio de Buenos Aires e da Comisión Nacional de Valores (CNV), na Argentina. A companhia segue procedimentos de gestão compatíveis com as normas dos mercados em que atua, de modo a garantir a adoção de padrões internacionais de transparência. Dessa forma, reforça sua credibilidade no mercado e aprimora o relacionamento com seus públicos de interesse: acionistas, investidores, clientes, fornecedores, empregados e sociedade, entre outros. Seu Conselho de Administração é composto por membros eleitos em Assembléia Geral Ordinária e conta com representantes do acionista controlador, dos acionistas minoritários titulares de ações ordinárias e dos acionistas titulares de ações preferenciais. O Conselho visa promover a prosperidade de longo prazo do negócio, por meio de uma postura ativa e independente e considerando sempre o interesse de todos os acionistas. Este objetivo deve ser alcançado através da supervisão dos atos de gestão da Diretoria Executiva e fixação das diretrizes estratégicas da Companhia.

Pergunta: Quais as ações que estão sendo tomadas para a valorização da marca internacionalmente?

Resposta: A Companhia visa a integrar os três pilares de sua estratégia corporativa: crescimento, rentabilidade e responsabilidade social. As ações efetivas da Petrobras baseadas nesses pilares e a comunicação dessas atividades influencia na formação de opiniões e percepções dos públicos. Um exemplo é que o percentual de matérias positivas sobre a Petrobras em relação ao total de reportagens veiculadas no exterior sobre a empresa fica em torno de 80%. Em outubro do ano passado, a Petrobras, pela quarta vez consecutiva, foi eleita a empresa mais respeitada do setor de energia e petróleo, conforme levantamento do Reputation Institute. A Companhia superou por três pontos a norueguesa Stait Oil, segunda colocada. No ranking global, a Petrobras ficou em 43º lugar e o Google ficou em primeiro lugar. De acordo com análise feita em 2010 pela Consultoria BrandAnalytics, o valor da marca Petrobras é de R$ 19,27 bilhões.

Pergunta: Qual o impacto que o acidente no Golfo do México trouxe à Petrobras? Ele fez com que as empresas do ramo repensassem questões de segurança?

Resposta: A Petrobras sempre executou robusta política de boas práticas e de elevado rigor técnico nos aspectos relacionados a equipamentos e à capacitação de pessoal. A empresa atua obedecendo a rigorosos procedimentos operacionais, principalmente aqueles que se referem à segurança operacional. Isso faz parte de sua cultura e foi construído ao longo de sua história. Esta política se aplica a todos os segmentos e cenários onde atua.

As exigências das autoridades governamentais e órgãos reguladores se tornarão, sem dúvida, mais rígidas. A necessidade de adequação da atividade petrolífera às novas regulamentações, em matéria de segurança e gerenciamento de riscos, poderá resultar em custos mais elevados devido à necessidade de revisão dos critérios técnicos empregados pelas companhias petrolíferas neste tipo de atividade, assim como os dispêndios com contratos de seguro de plataformas também deverão se tornar mais onerosos.

Pergunta: A visão da Petrobras é ser uma empresa brasileira com negócios no exterior ou uma multinacional sediada no Brasil?

Resposta: A visão da Petrobras é ser uma das cinco maiores empresas integradas de energia do mundo e a preferida pelos nossos públicos de interesse.

Isso significa atuar de forma segura e rentável, com responsabilidade social e ambiental, nos mercados nacional e internacional, fornecendo produtos e serviços adequados às necessidades dos clientes e contribuindo para o desenvolvimento do Brasil e dos países onde atua. A Petrobras é movida pelo desafio de prover a energia capaz de impulsionar o desenvolvimento e garantir o futuro da sociedade com competência, ética, cordialidade e respeito à diversidade.

Pergunta: Qual o valor de mercado que a Petrobras pretende atingir com a capitalização em curso?

Resposta: A companhia não tem entre seus objetivos atingir um valor de mercado predeterminado. A capitalização, como respondido anteriormente, teve entre seus objetivos: obter novos recursos (aumento de liquidez) para investimentos, robustecendo a companhia, melhorar a estrutura de capital (desalavancagem), possibilitando novos financiamentos e realizar o pagamento da Cessão Onerosa. No entanto, salientamos que a mesma já foi concluída e resultou em um aumento de capital de R$ 85 bilhões 108 milhões para R$205 bilhões 357 milhões. Foi a maior oferta de ações em escala mundial.

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Petrobras Argentina: respostas ao Valor

/ 08:29

Leia a matéria “Estratégia para Argentina não mudou” (Parte 1, Parte 2, Parte 3), publicada nesta quinta-feira (27/01) pelo Valor Econômico, e as respostas encaminhadas pela Petrobras ao jornal.

Pergunta: O que explica a queda na produção de petróleo e gás da Petrobras na Argentina, nos últimos cinco anos?

Resposta: Em relação à variação na produção de petróleo e gás da Petrobras informada pelo jornalista, a mesma considera a participação que a Petrobras Energia SA (atual Petrobras Argentina SA) possuía em ativos fora da Argentina, de maneira que devem ser consideradas mudanças ocorridas no portfólio de E&P no exterior nos últimos anos.

Considerando-se somente a produção própria da Petrobras na Argentina, nos últimos 5 anos, a produção de óleo se reduziu em 23,0%, em função da tendência de declínio natural da produção dada a elevada maturidade dos campos. Entretanto, a produção de gás no período cresceu 10,3%, com aumento de produção na província de Neuquén, revertendo assim a tendência de declínio natural da produção.

Pergunta: Esse é um processo que tende a se acentuar nos próximos anos ou pode ser revertido no curto prazo?

Resposta: Com investimentos previstos em cerca de US$ 1,6 bilhão na atividade de E&P na Argentina nos próximos anos, a expectativa é de reversão da queda natural da produção de óleo e aumento ainda maior da produção de gás principalmente por novos projetos de exploração, de recuperação primária e secundária dos campos em produção, além do importante desenvolvimento de reservas de gás não convencional – tight gas, ou gás de areias impermeáveis; e shale gas, ou gás de folhelho – que se encontram em fase inicial de implementação.

Pergunta:  Há iniciativas importantes (e quais) na área de exploração na Argentina?

Resposta: Dos investimentos previstos, cerca de US$ 300 milhões estão direcionados à exploração em projetos no offshore argentino, com a previsão de perfuração de dois poços nos próximos anos.

Pergunta: Por que a participação da empresa na revenda de combustíveis, especialmente em óleo diesel, caiu tanto?

Resposta: Não houve interesse da Companhia em aumentar seu market share, priorizando investimentos em outros segmentos de negócio.

Pergunta: Com a descoberta do pré-sal e os investimentos exigidos no Brasil, a Petrobras mudou sua estratégia em relação à Argentina?

Resposta: Não, a Petrobras não mudou sua estratégia na Argentina.

Pergunta: A Petrobras admite interesse em vender sua fatia de 27% na distribuidora de energia elétrica Edesur?

Resposta: A Petrobras está constantemente revisando seu portfólio, em consonância com os objetivos e metas estabelecidos no Plano de Negócios da companhia. No momento não há qualquer negociação ou acordo que diga respeito à sua participação na EDESUR.

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