Arquivado em 27.01.2011

Conclusão da emissão em títulos de dívida

27 de janeiro de 2011 / 19:06

A Petrobras comunica que concluiu nesta quinta-feira (27/01), através da sua subsidiária integral Petrobras International Finance Company (“PifCo”), a oferta de títulos no mercado de capitais internacional (Global Notes), no valor de US$ 6 bilhões e vencimentos de 05, 10 e 30 anos. A operação foi precificada no dia 20 de janeiro de 2011 e os títulos constituem obrigações não garantidas e não subordinadas da PifCo, com garantia da Petrobras. Confira no site de Relacionamento com Investidores as principais informações da emissão.

A emissão foi a maior colocação de dívida por uma empresa brasileira no mercado internacional de capitais, com demanda aproximada de 2,5 vezes superior ao volume final, e participação de mais de 463 investidores dos Estados Unidos, Europa, Ásia e América Latina, sendo a maioria dedicada ao mercado de renda fixa de empresas com grau de investimento.

Os recursos captados serão utilizados para o financiamento dos investimentos previstos no Plano de Negócios 2010-2014, sendo mantidos a estrutura adequada de capital e o grau de alavancagem financeira em linha com as metas da Companhia.

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Nota de esclarecimento sobre Cherne II

/ 17:42

A Petrobras informa que a operação da plataforma Cherne II (PCH-2) está paralisada enquanto são apuradas as causas do incêndio ocorrido na noite de 19 de janeiro no módulo de bombas de transferência de óleo. Não houve qualquer dano à integridade física das pessoas que trabalhavam na plataforma, nem ao meio ambiente.

A Petrobras trabalha agora para restabelecer as condições de operação da área afetada e já solicitou à Marinha uma nova perícia. Esse procedimento deverá ser feito por equipe de vistoriadores e inspetores navais a partir do dia 01 de fevereiro, quando a plataforma estará pronta para retomar suas operações.

Logo após o incêndio, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a Marinha do Brasil foram notificadas da ocorrência. Ao mesmo tempo, o incidente foi comunicado ao Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense, Sindipetro.

No dia 20, oficiais da Marinha fizeram uma vistoria a bordo da unidade. No dia 21, a convite da Petrobras, a direção do Sindipetro NF esteve reunida na Base Imbetiba, em Macaé, com o corpo gerencial da Unidade de Operações da Bacia de Campos.

A Companhia constituiu uma comissão, para apurar as causas do acidente, que conta com a participação de técnicos de várias especialidades, de representantes da CIPA e do Sindipetro NF.

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Mercado de energia: respostas ao Jornal do Brasil

/ 11:02

Leia a matéria “Combustão verde e amarela” (Parte 1 e Parte 2), publicada nesta quinta-feira (27/01) pelo Jornal do Brasil digital e confira, abaixo, as respostas da Petrobras ao veículo.

Pergunta: Em pouco mais de uma década a PB passou de 27 a 3º posição no ranking (PFC Energy), qual foi o fator decisivo para essa virada?

Resposta: Esse período foi marcado por grandes realizações, tais como a descoberta do petróleo na camada do pré-sal, a capitalização da Companhia e a aprovação, por parte do Congresso, do novo marco regulatório para exploração e produção nas áreas do pré-sal e em áreas estratégicas. Os testes preliminares realizados em quatro áreas do pré-sal (três na Bacia de Santos e uma na Bacia de Campos) permitiram estimar volumes potencialmente recuperáveis entre 10,6 bilhões e 16,3 bilhões de barris equivalentes – BOE (petróleo e gás), o que pode futuramente dobrar as reservas brasileiras de petróleo e gás que atualmente são da ordem de 15,9 bilhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás) de acordo com o critério SPE. Em dezembro de 2010, a companhia comunicou a declaração de comercialidade dos campos de Lula e Cernambi, que juntos têm 8,3 bilhões de barris de óleo equivalente.

A oferta pública de ações da Companhia concluída em novembro do ano passado resultou em um aumento de capital de R$ 120 bilhões 249 milhões.

Além disso, a mudança do marco regulatório, proposta pelo governo, aprovada pelo Congresso e sancionada no fim do ano passado, que substitui o modelo de concessão pelo mecanismo de partilha da produção, determina que a Petrobras seja a operadora única dos blocos de exploração do pré-sal e terá uma participação de 30% dos consórcios que forem formados, o que atribui à Companhia um papel extremamente importante no cenário nacional e internacional quanto à sua capacidade futura de produção e reservas. Esses e outros fatores foram determinantes para este salto.

Pergunta: Como a PB administra seus projetos, quando interesses de governo são contrários aos dos demais acionistas?

Resposta: Com diversos prêmios acumulados na área de governança, e transparência reconhecida internacionalmente, a Petrobras faz uso dos mais avançados instrumentos de gestão empresarial. Por ser uma companhia de capital aberto, está sujeita às regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&FBovespa). No exterior, cumpre as normas da Securities and Exchange Commission (SEC) e da New York Stock Exchange (NYSE), nos Estados Unidos; do Latibex da Bolsa de Madri, na Espanha; da Bolsa de Comércio de Buenos Aires e da Comisión Nacional de Valores (CNV), na Argentina. A companhia segue procedimentos de gestão compatíveis com as normas dos mercados em que atua, de modo a garantir a adoção de padrões internacionais de transparência. Dessa forma, reforça sua credibilidade no mercado e aprimora o relacionamento com seus públicos de interesse: acionistas, investidores, clientes, fornecedores, empregados e sociedade, entre outros. Seu Conselho de Administração é composto por membros eleitos em Assembléia Geral Ordinária e conta com representantes do acionista controlador, dos acionistas minoritários titulares de ações ordinárias e dos acionistas titulares de ações preferenciais. O Conselho visa promover a prosperidade de longo prazo do negócio, por meio de uma postura ativa e independente e considerando sempre o interesse de todos os acionistas. Este objetivo deve ser alcançado através da supervisão dos atos de gestão da Diretoria Executiva e fixação das diretrizes estratégicas da Companhia.

Pergunta: Quais as ações que estão sendo tomadas para a valorização da marca internacionalmente?

Resposta: A Companhia visa a integrar os três pilares de sua estratégia corporativa: crescimento, rentabilidade e responsabilidade social. As ações efetivas da Petrobras baseadas nesses pilares e a comunicação dessas atividades influencia na formação de opiniões e percepções dos públicos. Um exemplo é que o percentual de matérias positivas sobre a Petrobras em relação ao total de reportagens veiculadas no exterior sobre a empresa fica em torno de 80%. Em outubro do ano passado, a Petrobras, pela quarta vez consecutiva, foi eleita a empresa mais respeitada do setor de energia e petróleo, conforme levantamento do Reputation Institute. A Companhia superou por três pontos a norueguesa Stait Oil, segunda colocada. No ranking global, a Petrobras ficou em 43º lugar e o Google ficou em primeiro lugar. De acordo com análise feita em 2010 pela Consultoria BrandAnalytics, o valor da marca Petrobras é de R$ 19,27 bilhões.

Pergunta: Qual o impacto que o acidente no Golfo do México trouxe à Petrobras? Ele fez com que as empresas do ramo repensassem questões de segurança?

Resposta: A Petrobras sempre executou robusta política de boas práticas e de elevado rigor técnico nos aspectos relacionados a equipamentos e à capacitação de pessoal. A empresa atua obedecendo a rigorosos procedimentos operacionais, principalmente aqueles que se referem à segurança operacional. Isso faz parte de sua cultura e foi construído ao longo de sua história. Esta política se aplica a todos os segmentos e cenários onde atua.

As exigências das autoridades governamentais e órgãos reguladores se tornarão, sem dúvida, mais rígidas. A necessidade de adequação da atividade petrolífera às novas regulamentações, em matéria de segurança e gerenciamento de riscos, poderá resultar em custos mais elevados devido à necessidade de revisão dos critérios técnicos empregados pelas companhias petrolíferas neste tipo de atividade, assim como os dispêndios com contratos de seguro de plataformas também deverão se tornar mais onerosos.

Pergunta: A visão da Petrobras é ser uma empresa brasileira com negócios no exterior ou uma multinacional sediada no Brasil?

Resposta: A visão da Petrobras é ser uma das cinco maiores empresas integradas de energia do mundo e a preferida pelos nossos públicos de interesse.

Isso significa atuar de forma segura e rentável, com responsabilidade social e ambiental, nos mercados nacional e internacional, fornecendo produtos e serviços adequados às necessidades dos clientes e contribuindo para o desenvolvimento do Brasil e dos países onde atua. A Petrobras é movida pelo desafio de prover a energia capaz de impulsionar o desenvolvimento e garantir o futuro da sociedade com competência, ética, cordialidade e respeito à diversidade.

Pergunta: Qual o valor de mercado que a Petrobras pretende atingir com a capitalização em curso?

Resposta: A companhia não tem entre seus objetivos atingir um valor de mercado predeterminado. A capitalização, como respondido anteriormente, teve entre seus objetivos: obter novos recursos (aumento de liquidez) para investimentos, robustecendo a companhia, melhorar a estrutura de capital (desalavancagem), possibilitando novos financiamentos e realizar o pagamento da Cessão Onerosa. No entanto, salientamos que a mesma já foi concluída e resultou em um aumento de capital de R$ 85 bilhões 108 milhões para R$205 bilhões 357 milhões. Foi a maior oferta de ações em escala mundial.

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Petrobras Argentina: respostas ao Valor

/ 08:29

Leia a matéria “Estratégia para Argentina não mudou” (Parte 1, Parte 2, Parte 3), publicada nesta quinta-feira (27/01) pelo Valor Econômico, e as respostas encaminhadas pela Petrobras ao jornal.

Pergunta: O que explica a queda na produção de petróleo e gás da Petrobras na Argentina, nos últimos cinco anos?

Resposta: Em relação à variação na produção de petróleo e gás da Petrobras informada pelo jornalista, a mesma considera a participação que a Petrobras Energia SA (atual Petrobras Argentina SA) possuía em ativos fora da Argentina, de maneira que devem ser consideradas mudanças ocorridas no portfólio de E&P no exterior nos últimos anos.

Considerando-se somente a produção própria da Petrobras na Argentina, nos últimos 5 anos, a produção de óleo se reduziu em 23,0%, em função da tendência de declínio natural da produção dada a elevada maturidade dos campos. Entretanto, a produção de gás no período cresceu 10,3%, com aumento de produção na província de Neuquén, revertendo assim a tendência de declínio natural da produção.

Pergunta: Esse é um processo que tende a se acentuar nos próximos anos ou pode ser revertido no curto prazo?

Resposta: Com investimentos previstos em cerca de US$ 1,6 bilhão na atividade de E&P na Argentina nos próximos anos, a expectativa é de reversão da queda natural da produção de óleo e aumento ainda maior da produção de gás principalmente por novos projetos de exploração, de recuperação primária e secundária dos campos em produção, além do importante desenvolvimento de reservas de gás não convencional – tight gas, ou gás de areias impermeáveis; e shale gas, ou gás de folhelho – que se encontram em fase inicial de implementação.

Pergunta:  Há iniciativas importantes (e quais) na área de exploração na Argentina?

Resposta: Dos investimentos previstos, cerca de US$ 300 milhões estão direcionados à exploração em projetos no offshore argentino, com a previsão de perfuração de dois poços nos próximos anos.

Pergunta: Por que a participação da empresa na revenda de combustíveis, especialmente em óleo diesel, caiu tanto?

Resposta: Não houve interesse da Companhia em aumentar seu market share, priorizando investimentos em outros segmentos de negócio.

Pergunta: Com a descoberta do pré-sal e os investimentos exigidos no Brasil, a Petrobras mudou sua estratégia em relação à Argentina?

Resposta: Não, a Petrobras não mudou sua estratégia na Argentina.

Pergunta: A Petrobras admite interesse em vender sua fatia de 27% na distribuidora de energia elétrica Edesur?

Resposta: A Petrobras está constantemente revisando seu portfólio, em consonância com os objetivos e metas estabelecidos no Plano de Negócios da companhia. No momento não há qualquer negociação ou acordo que diga respeito à sua participação na EDESUR.

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