Arquivado em 06/2011

Cia Deborah Colker: Dançando no Filo

Em mais um post da série que mostra os bastidores do  Festival Internacional de Londrina (Filo), na visão de artistas patrocinados pela Petrobras, a Companhia de Dança Deborah Colker relata suas impressões através do depoimento de duas bailarinas do grupo: Ana Caroline Pagano Lima e Aline Machado.

A companhia levou à Londrina o espetáculo Tatyana, integrante da Mostra Petrobras do evento, que teve sua pré-estreia no Festival de Teatro de Curitiba. O mais novo trabalho de Deborah apresenta uma inovação em sua carreira: dessa vez, a coreógrafa decidiu contar uma história e criou a sua versão dançada para o romance russo Evguêni Oniéguin, escrito no século 19.

“Sou bailarina há mais de 20 anos e nunca tinha participado do Filo, um dos mais importantes festivais do Brasil. Fiquei impressionada com a dimensão atingida pelo festival e sua variedade de espetáculos, estilos, público, palcos espalhados na cidade.

O frio não impediu que as pessoas apreciassem o que estava sendo oferecido pelos artistas, muito pelo contrário. A casa cheia fez com que a platéia se tornasse mais calorosa e receptiva, dando um retorno incrível aos que ali se apresentavam.

Particularmente me senti super bem acolhida; a equipe, o teatro, os técnicos, o hotel, o restaurante, a camareira, tudo e todos sempre à disposição nos dando todo apoio e agradando ao máximo cada um dos membros da Cia. de Dança Deborah Colker.

O lugar onde fizemos nossa primeira aula de balé era incrível. Um lago lindo, um parque inspirador, uma sala dentro deste ambiente mais que saudável, perfeito, para quem tinha chegado de viagem de madrugada e precisava de ar puro para se recuperar e se preparar para um dia intenso de ensaios e apresentação no final.

O teatro tem uma plateia bem grande, mas o palco e sua área externa, em relação a coxias e espaço para cenários, é bem pequeno, o que nos obrigou a realizar algumas mudanças coreográficas.

Mas nada impediu que nosso trabalho fosse completo e da melhor forma possível. O artista tem essa obrigação também: se adaptar ao espaço oferecido. Sempre é possível. Mudanças são comuns. Cada palco necessita uma nova organização cênica. Faz parte do nosso trabalho.

O primeiro dia foi longo. Reorganizar o espetáculo no novo ambiente. Para os bailarinos foi mais tranquilo. Os técnicos que passaram um pouquinho mais de aperto. O intervalo que normalmente é de 20 minutos teve que se prolongar, pois quando apenas colocavam a árvore (objeto cênico do primeiro ato do espetáculo Tatyana) ao lado ou atrás do palco, por causa do pouco espaço, os técnicos tinham que desmontá-la para ser retirada de cena e, então, preparar o palco para o segundo ato.

Mas tudo correu super bem. Saímos satisfeitos e realizados. Tão felizes que muitos resolveram comemorar e se divertir no show de Arnaldo Antunes. Eu não fui. Estava muito cansada e preferi descansar junto ao meu marido e companheiro de trabalho, Jose Antonio Ramos Alvarez, também bailarino da Cia.

Os bailarinos que foram ao show adoraram e contaram que fizeram uma linda roda de dança e que muitos que ali se encontravam, juntaram-se a eles. Fiquei só imaginando. Uma alegria contagiante e energia interminável.

O segundo dia foi um pouco mais difícil. O frio chegou mais forte e para quem trabalha com o corpo isso é algo que realmente complica. Fomos direto para o teatro, onde fizemos aula de balé (o que acontece sempre), malhação, alongamento e ensaios.

A Cia. de Dança Deborah Colker tem um repertório próprio e vasto. Estamos sempre trabalhando mais de uma coreografia. Mesmo dançando Tatyana, aproveitamos nossas horas de trabalho para cuidar dos outros espetáculos também. São sempre 8 horas por dia independentemente de espetáculos ou não. Assim, no segundo dia, antes de realizar as correções da apresentação do dia anterior, ensaiamos partes do espetáculo Nó.

O frio estava realmente castigando, e a equipe do festival trouxe cappuccino antes do espetáculo para ajudar no aquecimento. Foi perfeito!

Mais uma vez tudo correu bem e saímos leves com o sucesso na participação deste evento. Toda essa troca de experiências e todo esse conjunto de informações, movimentos e sensações vividos aqui por cada um de nós ficará para sempre marcado. Não tem escapatória. Nos acompanhará tornando nossa vivência mais madura e especial.

Acabou… Da vontade de continuar, de não perder um segundo, de ver todos os espetáculos, de participar de todos os debates e aprender mais e mais. Passa rápido e a gente nem vê. Chegamos e já estamos indo de volta pra casa. Com certeza com o coração enriquecido de arte, de alegria, de amor.

O Brasil merece e precisa de eventos desse nível.

Obrigada Filo.

Obrigada Londrina.

Obrigada a todos os artistas e à Petrobras que torna tudo isso possível!”

Ana Caroline Pagano Lima

“Este é o meu quinto ano como bailarina da Cia. de Dança Deborah Colker e, embora nesta trajetória tenha dançado em diversos teatros e para os mais ecléticos públicos, poucas experiências são tão gratificantes quanto participar de festivais como o Filo. A organização do festival foi, desde a nossa chegada, muito atenciosa a fim de prover tudo o que a Cia. precisasse e só tenho a agradecer, em nome de todos, pela atenção. Melhor ainda é saber que se trata de um festival brasileiro de nível internacional, que consegue agraciar o público paranaense com uma programação da maior qualidade. Foi a primeira vez que vim ao Filo e espero, desde já, voltar quanto mais vezes eu puder!

O Cine Teatro Ouro Verde é, além de lindo, dotado de uma boa infra estrutura e funcionários capacitados. Apesar das dimensões do palco e das coxias estarem um pouco aquém das que o cenário de Tatyana necessita, nossa equipe técnica conseguiu com êxito solucionar o desafio. Era preciso desmontar parte do cenário do primeiro ato para que se pudesse colocá-lo na coxia e dar prosseguimento ao espetáculo, e a equipe está de parabéns, pois conseguiram essa proeza em apenas 30 minutos, estendendo somente um pouco o intervalo entre os dois atos. Nossa estreia no sábado, dia 25, foi maravilhosa e da mesma maneira se deu o espetáculo de domingo. A receptividade do público foi tão boa que, ao sairmos do teatro, havia muitos espectadores entusiasmados e curiosos por conversar conosco, seja para tecer seus comentários ou para perguntar alguns detalhes do balé. E no sábado depois do espetáculo ainda pudemos nos divertir no show do cantor Arnaldo Antunes, parte também do festival.

Outra surpresa boa foi saber que nossa participação foi parte integrante da Mostra Petrobras que reuniu, além da nossa Cia., mais quatro importantes grupos de teatro patrocinados por esta que é, sem dúvidas, a maior patrocinadora de cultura no nosso país. Parabéns ao Filo e à Petrobras tanto pela iniciativa, quanto por unir cinco grandes representantes da arte brasileira num mesmo festival que, com toda certeza, só tem a prosperar cada vez mais. E que esta parceria de sucesso se repita, pois como sempre, o público é quem tem a ganhar.”

Aline Machado

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1 comentário 30 de junho de 2011 / 20:16

Plataforma P-56 rumo à Bacia de Campos

A plataforma P-56 deixou ontem (29/06) a Enseada do Bananal, na Baía da Ilha Grande, em Angra dos Reis, rumo à locação no Campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos (RJ). A previsão de chegada é a próxima terça-feira (05/07) e o início da produção está previsto para agosto. A P-56 é um investimento de aproximadamente US$ 1,5 bilhão e sua construção gerou 4 mil empregos diretos e 12 mil indiretos no país. A unidade foi liberada para o campo após uma série de testes.

A P-56 foi batizada pela deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP) no último dia 6, no estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis (RJ), em cerimônia com a presença da Presidenta da República Dilma Rousseff.

Será a quinta plataforma na região de Marlim Sul. Do tipo semissubmersível, ficará ancorada em área com profundidade de 1.670 metros, interligada a 21 poços, dos quais 10 serão produtores de petróleo e 11 injetores de água. Idêntica à plataforma P-51, a nova unidade de produção integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e é considerada um marco na indústria naval brasileira, uma vez que consolida a capacidade do país de construir plataformas desse porte em seu território. A construção da P-56 alcançou o conteúdo nacional de 72,9% relativo ao topside (módulos integrados), e teve seu casco totalmente construído no Brasil, demonstrando o fortalecimento da indústria local a partir das encomendas da Petrobras.

O contrato de construção da plataforma foi assinado em outubro de 2007 entre a Petrobras e o FSTP, consórcio integrado pelas empresas Keppel FELS e Technip. Construída de forma modular, a P-56 é composta pelo deckbox (base do convés), casco e módulos. A empresa Kepppel FELS construiu, no estaleiro BrasFELS, os quatro módulos de processos e de utilidades. Já os dois módulos de geração foram feitos pela Rolls Royce, em parceria com a UTC Engenharia, no canteiro desta empresa, em Niterói. A Nuovo Pignone (General Eletric) fez os dois módulos de compressão no canteiro Porto Novo Rio, no Rio de Janeiro (RJ). O deckbox também foi construído no BrasFELS, onde foi feita a integração dos módulos.

O casco da nova plataforma é 100% brasileiro. Construído no BrasFELS, resultou da união dos blocos de aço fabricados pelo estaleiro e pela Nuclep, em Itaguaí. A união do casco com o topside, processo chamado de deck mating, uma das atividades mais complexas, ocorreu sem qualquer imprevisto, em outubro de 2010.

Dados da P-56

Localização: Campo de Marlim Sul, a 120 km da costa;

Produção de petróleo: 100 mil barris de petróleo por dia;

Compressão de gás: 6 milhões de m3 por dia;

Geração elétrica: 100 MW;

Profundidade de ancoragem: 1.670 m;

Comprimento: 125 m, largura 110 m e altura 137m;

Acomodações: 200 pessoas;

Peso Total: 54.658 ton;

Poços produtores: 10;

Poços injetores:11;

Risers: 79;

Escoamento de petróleo: oleoduto p/ P-38 (aprox. 20 km);

Escoamento de gás natural: gasoduto p/ P-51 (aprox.15 km)

6 comentários / 18:48

Transpetro lança ao mar o quarto navio do Promef

A Transpetro lançou ao mar nesta quinta-feira (30/06), no Estaleiro Mauá, em Niterói, o quarto navio do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef). O navio de produtos foi batizado de Rômulo Almeida, em homenagem ao político, economista e professor baiano que participou, nos anos 1950, da criação da Petrobras. Na cerimônia, foi realizado também o batimento de quilha do quarto navio de produtos contratado junto ao Mauá.

Além do Rômulo Almeida, já foram lançados ao mar os navios de produtos Celso Furtado e Sérgio Buarque de Holanda, pelo Mauá, e o suezmax João Cândido, pelo Estaleiro Atlântico Sul (EAS). A embarcação lançada hoje teve como madrinha a empregada da Transpetro Maria Carolina Gomes Pereira Vilas Boas.

O lançamento ao mar do navio Rômulo Almeida é mais uma prova da vitalidade do Promef, que fez ressurgir a indústria naval brasileira. Depois de uma crise de décadas, o Brasil tem hoje a quarta maior carteira de encomendas de navios petroleiros do mundo”, disse o presidente da Transpetro, Sergio Machado.

Com 183 metros de comprimento – o equivalente a um prédio de 60 andares – e 48,3 mil toneladas, o navio Rômulo Almeida será usado para o transporte de derivados claros de petróleo, como gasolina e diesel. A embarcação terá um índice de nacionalização de 72%, acima do patamar mínimo estabelecido para o Promef, que é de 65%.

O lançamento ao mar é o penúltimo marco na construção de um navio, antes da entrega ao armador para operação. Após o lançamento, a embarcação passa pelos acabamentos finais e pela prova de mar, que verifica seu desempenho em uma viagem de curta distância.

Até o fim de 2011, dois outros navios do Promef serão lançados ao mar e três serão entregues à Transpetro para o início de operação. Até 2015, estarão concluídos os 49 navios do programa. Com isso, a frota da empresa, hoje com 53 navios, superará o número de 110 embarcações.

O Promef mobiliza hoje seis estaleiros, quatro deles já em operação: Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Pernambuco, e Mauá, Estaleiro Ilha SA (Eisa), e Superpesa, todos no Rio. Os estaleiros Promar, em Pernambuco, e Rio Tietê, em São Paulo, iniciam em breve as obras de implementação. Este último construirá os comboios para transporte de etanol pela Hidrovia Tietê-Paraná.

Além de possuir a quarta maior carteira mundial de petroleiros, o Brasil atingiu este ano a quinta posição no ranking das maiores encomendas de navios em geral, ultrapassando Índia e Vietnã. Os estaleiros brasileiros empregam hoje mais de 60 mil pessoas.

Um dos principais projetos estruturantes do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o Promef já contratou 41 embarcações em suas duas primeiras fases, com investimento total de R$ 9,6 bilhões. A licitação para os últimos oito navios está sendo concluída.

Rômulo Almeida

Nascido em Salvador no dia 18 de agosto de 1914, Rômulo Barreto de Almeida teve uma trajetória profissional repleta de contribuições ao desenvolvimento socioeconômico e cultural do Brasil. Formou-se pela Faculdade de Direito da Bahia, mas dedicou sua vida ao planejamento econômico e teve relevante contribuição na criação de grandes empresas e instituições brasileiras, como a Petrobras e o Banco do Nordeste, no período em que participou da assessoria econômica do segundo governo Getúlio Vargas.

Ocupou cargos de destaque em governos e empresas e foi professor em importantes instituições de ensino, como a Escola de Comando e Estado Maior da Aeronáutica e a Escola Brasileira de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas (Ebap/FGV). Foi casado com Francisca Aguiar Almeida, com quem teve três filhos.

2 comentários / 17:42

Rio Bonito lança Agenda 21 do município

Na última quarta-feira (29/06), foi lançada a Agenda 21 local de Rio Bonito, com o apoio da Petrobras e da Prefeitura Municipal. A Agenda 21 Comperj, projeto de responsabilidade socioambiental da Companhia em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e a Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro busca contribuir para o desenvolvimento sustentável nos 14 municípios do entorno do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em construção na cidade de Itaboraí.

A iniciativa é considerada uma nova forma de relacionamento com a região de influência do empreendimento, identificando preocupações e potencialidades locais. O resultado é um Plano Local de Desenvolvimento Sustentável (PLDS) para cada município, englobando diversos temas como educação, cultura, meio ambiente, habitação, saúde, saneamento básico, transporte e segurança.

No evento, o presidente da Fundação Departamento de Recursos Mineiras do Rio de Janeiro (DRM-RJ), Flávio Erthal, entregou, oficialmente, ao prefeito de Rio Bonito, José Luiz Alves Antunes, o mapeamento de risco da cidade.

“Rio Bonito é parte do segundo bloco de mapeamento de risco do estado. Trata-se de um completo instrumento para se buscar soluções, em pontos detectados, a fim de evitar riscos para casas e pessoas. Na Agenda 21, há uma cartilha do DRM-RJ explicando de que forma se dá o nosso trabalho”, ressaltou Erthal.

Para o prefeito José Luiz Alves Antunes, a Agenda 21 é o comprometimento, a responsabilidade e a conscientização de todos em prol do desenvolvimento autossustentável da cidade.

“O poder público trabalha com as premissas da Agenda. A qualidade de vida de hoje e do futuro é importante para toda a população. Em parceria com a Petrobras estamos comprometidos com a geração de emprego e a questão ambiental”, disse.

O representante da Comunicação Institucional da Petrobras e coordenador do projeto Agenda 21 Comperj, Ricardo Frosini, ressaltou que a Agenda 21 é de extrema importância para Rio Bonito, uma cidade que vem crescendo, principalmente, por meio do comércio, indústria e serviços, destacando-se cada vez mais na região. “É preciso planejar tal crescimento e não há instrumento melhor para isso do que a Agenda 21, em que todos os setores sociais participam de sua elaboração e implementação. São 24 temas pertinentes ao município, todos tratados tendo como pilares o crescimento econômico com proteção ambiental e inclusão social. Ter a Agenda 21 local como guia é um excelente caminho para que essa oportunidade de transformação social seja efetivamente aproveitada”.

De acordo com a secretária Municipal de Meio Ambiente e uma das coordenadoras da Agenda 21 local, Carmen Motta, vários itens da Agenda 21 já fazem parte das ações do governo local. “Vamos dar continuidade ao trabalho. Somos 30 voluntários dispostos a colaborar com o desenvolvimento autossustentável da cidade. A minha proposta é que possamos nos reunir mensalmente – a partir da primeira quarta-feira de agosto -, para ampliarmos o investimento na cidade, buscando recursos junto à Petrobras e ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea)”, destacou Carmen Motta.

A construção da Agenda 21 Local aconteceu em cinco etapas. Na primeira, foi realizado um trabalho de sensibilização e mobilização dos quatro setores, convidando toda a sociedade para participar de sua construção. Na segunda, foi realizado um Levantamento das Percepções Setoriais (LPS), identificando preocupações e potencialidades, e indicando as ações necessárias em cada um dos capítulos da Agenda 21. Para a continuidade dos trabalhos em âmbito municipal, cada setor escolheu representantes para formar o Fórum Local e consolidar os resultados setoriais. Uma vez lançado o PLDS, o objetivo é que ele se torne um guia tanto para políticas públicas quanto para outros tipos de ação no município.

Estiveram presentes todos os 30 representantes dos quatro setores; a secretária Municipal de Educação, Ana Maria Figueiredo; a secretária de Bem Estar Social, Lilian Antunes; o presidente do Consórcio do Leste Fluminense (CONLESTE), Carlos Pereira; a coordenadora técnica do projeto Agenda 21 Comperj, Patrícia Kranz; o presidente da Câmara dos Vereadores de Rio Bonito, Marcos Botelho; o representante do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e o coordenador da Agenda 21 do Estado, Carlos Frederico Castelo Branco, também participaram do evento.

Além de Rio Bonito, Itaboraí, Magé, Cachoeiras de Macacu, Maricá, Saquarema, Guapimirim, São Gonçalo, Tanguá, Casimiro de Abreu e Teresópolis, a Agenda 21 abrange os municípios fluminenses de Silva Jardim, Nova Friburgo e Niterói, que também irão lançar suas respectivas Agendas até agosto. Outras informações sobre o projeto e as Agendas Locais estão no site oficial.

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Plataforma de EAD do projeto Surdo Cidadão disponibiliza vídeos em libras

Patrocinado pelo programa Petrobras Desenvolvimento e Cidadania, o projeto Surdo Cidadão disponibiliza uma plataforma de Educação a Distância (EAD), voltada para surdos, seus familiares e ouvintes em geral. O objetivo da iniciativa, realizada pelo Instituto Consultor Social (ICS), é oferecer, gratuitamente, 2.500 vagas para cursos a distância, por meio de 12 vídeos em Libras, com os temas Mundo do Trabalho, Empreendedorismo, Saúde, Direitos Civis e Acessibilidade. O conteúdo pode ser acessado pelo site do ICS.

O vídeo sobre O mundo do trabalho, por exemplo, ensina ao surdo como se portar em uma entrevista de emprego. No tema Direitos Civis, é explicado como solicitar um talão de cheques. Já o vídeo sobre Acessibilidade traduz o código do consumidor para a Linguagem Brasileira de Sinais (Libras), linguagem reconhecida por lei, desde 2002, como idioma oficial dos surdos.

O projeto surdo cidadão promove, desde outubro de 2010, oficinas com um dia de duração, paralelas à preparação do lançamento da plataforma EAD. Além de divulgar a abertura dos cursos de ensino a distância, os cursos promovem a formação de liderança entre os surdos e deficientes auditivos. Já foram realizadas oficinas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Distrito Federal e Pernambuco. Estão previstos novos cursos no Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Marcelo Lemos, presidente do Instituto Consultor Social (e também surdo), explica que o Brasil tem hoje cerca de seis milhões de surdos e pessoas com deficiência, que representam 3,2% da população do país, que pagam impostos, votam, mas tem seus direitos à informação prejudicados por falta de sinalização em libras nas escolas, teatros, cinemas, em meios de transporte, entre outros locais.

“O surdo está comprometido a deixar de ser um cidadão de segunda classe, pouco visto e reconhecido socialmente. A procura da independência socioeconômica é o primeiro passo para este reconhecimento. Considero a formação de novas lideranças essencial para isso,” diz o presidente do Instituto.

A iniciativa foi selecionada pelo programa Petrobras Desenvolvimento e Cidadania, por se encaixar no tema Pessoas com deficiências, um dos temas transversais do programa.

As inscrições para o EAD podem ser feitas no menu principal Surdo Cidadão, no portal www.consultorsocial.org.br. O único pré-requisito é o conhecimento da linguagem de libras.

4 comentários 29 de junho de 2011 / 12:16

Petrobras inicia Teste de Longa Duração (TLD) de Aruanã na Bacia de Campos

A Petrobras informa que começou a produzir petróleo na área de Aruanã, no pós-sal da porção sul da Bacia de Campos, através do poço 1-RJS-661, localizado no bloco C-M-401. O FPSO Cidade de Rio das Ostras, que opera no local, produzirá até 12 mil barris de óleo por dia, limitado à capacidade dos equipamentos utilizados.

O teste do poço 1-RJS-661 faz parte do Plano de Avaliação da Descoberta (PAD), aprovado junto à ANP para o posterior desenvolvimento da área. O bloco exploratório C-M-401 está localizado entre os campos de Pampo e Espardarte, entre 350 e 1.500 metros de profundidade de água. Os testes de formação, realizados após a perfuração do 1-RJS-661, em março de 2009, apontaram a ocorrência de óleo de 27 °API e volumes recuperáveis em torno de 280 milhões de barris de óleo.

O TLD de Aruanã terá aproximadamente seis meses de duração. As informações obtidas durante o teste subsidiarão os estudos para uma melhor caracterização da rocha-reservatório, dos fluidos e do potencial produtivo das acumulações de petróleo no bloco.

1 comentário 28 de junho de 2011 / 15:35

Entre as empresas preferidas dos universitários

A Petrobras é escolhida pela oitava vez consecutiva como uma das 10 empresas preferidas entre universitários e recém-formados brasileiros. Na edição 2011 da pesquisa, realizada pela Cia de Talentos, a Companhia manteve o 2º lugar no ranking, mesmo resultado alcançado em 2010. Entre os anos de 2005 e 2009 a Petrobras figurou na primeira posição do ranking.

A cerimônia foi realizada na noite da última segunda-feira (27/06), no Teatro Alfa, em São Paulo, e contou com a presença do gerente geral da Regional São Paulo-Sul dos Serviços Compartilhados da Petrobras, Orlando Simões de Almeida. O executivo destacou as grandes possibilidades de desenvolvimentos e desafios proporcionados pela Companhia, não apenas para a Geração Y – que hoje representa cerca de 20% do efetivo da Petrobras – mas também para profissionais de diversas formações e gerações que estão no mercado de trabalho atualmente.

Com objetivo de mapear as aspirações dos jovens brasileiros, a pesquisa realizada desde 2002 pela Cia de Talentos – consultoria em recursos humanos especializada neste público – contou com a participação de estudantes universitários e recém-formados de todo o Brasil. No mês de abril 2011, foram entrevistados mais de 40 mil jovens brasileiros que apontaram as 10 empresas de seus sonhos.

A pesquisa apontou que os fatores que motivaram as escolhas destas organizações foram a possibilidade de desenvolvimento profissional, desafios constantes, boa imagem no mercado, ambiente de trabalho e carreira internacional, nesta ordem. Portanto, remuneração deixa de ser um fator chave de retenção de novos talentos, de acordo com o estudo.

Confira as 10 empresas preferidas entre universitários e recém-formados brasileiros:

1. Google

2. Petrobras

3. Unilever

4. Vale

5. Natura

6. Itau

7. Nestle

8. Ambev

9. Odebrecht

10. Rede Globo

5 comentários / 14:00

Nova descoberta no pré-sal da Bacia de Campos

O consórcio Petrobras, Repsol Sinopec e Statoil anunciam a descoberta de dois níveis de petróleo de boa qualidade no poço exploratório 1-REPF-11A-RJS, informalmente conhecido como Gávea.

O poço, localizado a 190 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, foi perfurado pelo navio sonda de última geração Stena Drillmax I, em águas de 2.708 metros e atingiu a profundidade final de 6.851 metros.

O consórcio está analisando os resultados obtidos no poço, antes de continuar com o processo de exploração e avaliação da área.

A Repsol Sinopec é a operadora do consórcio, com 35% de participação, tendo como parceiras a Statoil, com 35% e a Petrobras, com 30%.

A companhia e suas parceiras informaram às autoridades brasileiras a existência de indícios de hidrocarbonetos no poço exploratório Gávea em março de 2011, para o primeiro nível, e em abril do mesmo ano, para o segundo nível.

A Repsol Sinopec é a operadora do consórcio, com 35% de participação, tendo como parceiras a Statoil, com 35% e a Petrobras, com 30%.

4 comentários / 11:50

Grupo Galpão no Filo 2011

Na continuação da série que conta um pouco sobre os bastidores  do Filo, na visão de artistas patrocinados pela Petrobras, o Fatos e Dados traz, neste domingo (26/06), o depoimento do fundador do grupo Galpão, Eduardo Moreira:

“Partimos para a segunda viagem do mais recente espetáculo – ‘Tio Vânia (aos que vierem depois de nós)’ dirigido por Yara de Novaes. Depois da estreia no Festival de Curitiba no princípio de abril e de uma temporada coroada de sucesso no Galpão Cine Horto, em que o teatro de duzentos lugares ficou muito pequeno para atender ao público que vinha assistir ao espetáculo, agora é a vez de voltar ao estado do Paraná, a fim de participarmos de um dos festivais mais tradicionais do calendário teatral do país – o Filo, Festival Internacional de Teatro de Londrina.

O festival teve sua primeira edição em 1968 e consolidou-se como um dos principais pólos de irradiação cultural fora do eixo Rio – São Paulo. Tendo uma programação com um acento fortemente internacional, o Filo foi e continua sendo um importante fomentador do diálogo do teatro brasileiro com, por exemplo, os grupos latino-americanos, tão pouco conhecidos no resto do país. Além disso, o festival tem sido de fundamental importância para a criação e a divulgação do trabalho de importantes grupos da cena de Londrina e de toda a Região Oeste do Paraná. Só para citar dois exemplos – a importância do Grupo Armazém, criado na década de oitenta na cidade e hoje sediado no Rio de Janeiro e o Encontro Internacional de Teatro Antropológico (ISTA) sediado na cidade por conta do Filo na década de noventa.

O Galpão faz a sua quarta participação no festival. A primeira foi na década de oitenta com os espetáculos de rua ‘A comédia da Esposa Muda’ e ‘Corra enquanto é tempo’. Era o tempo em que o grupo ainda viajava com a veraneio que viria a ser o cenário do espetáculo ‘Romeu e Julieta’. Naquela época rompíamos o país de cabo a rabo, levando cenários e elenco na nossa intrépida veraneio. Assim aconteceu em 1988, em que fizemos uma viagem de mais de 20 horas entre Belo Horizonte a Londrina.

A segunda participação do Galpão no Filo foi já no início dos anos 2000 com ‘Um trem chamado desejo’. Na mesma primeira década do século vinte e um apresentamos ‘Pequenos Milagres’, que teve a direção e dramaturgia dos londrinenses Paulo de Moraes e Maurício Arruda de Mendonça. E, agora, com “Tio Vânia” voltamos a nos apresentar no Filo. Se as duas peças da nossa primeira participação foram apresentadas nas ruas da cidade, as outras três participações tiveram como palco o teatro Ouro Verde, um antigo cinema transformado em teatro, situado no calçadão na área central da cidade.

Esta edição de 2011 é dividida em três segmentos – a mostra Petrobras, a programação nacional e a internacional. Na mostra Petrobras apresentam-se cinco grupos significativos da cena nacional, todos contando com o patrocínio da Petrobras – Débora Colker, Cia dos Atores, Clowns de Shakespeare, Armazém e Galpão. Na mostra nacional, além de Grupos de Londrina e Maringá, trabalhos de São Paulo, Rio, Curitiba, Porto Alegre, Caxias, Campinas, Recife, Fortaleza e Natal. Já na mostra internacional dois continentes, estão representados: América do Sul (Argentina, Chile e Uruguai) e Europa (Espanha, Bélgica, Finlândia, Alemanha, Portugal, Suíça e Itália).

Depois de uma longa viagem aérea com escala em São Paulo, chegamos ao hotel. O tempo é o suficiente para deixar as malas no quarto, sair para jantar e ainda pegar a última apresentação do espetáculo ‘Murro em ponta de faca’ de Augusto Boal com direção do nosso querido mestre e embaixador Paulo José. O espetáculo é uma simpática e merecida homenagem ao saudoso Augusto Boal, um dos homens de teatro mais importantes da segunda metade do século XX e que trabalhou muitos anos com Paulo no ‘Teatro de Arena’. Os atores do espetáculo, todos muito bem em cena, são paranaenses e fizeram todo o processo de ensaios no pequeno teatro construído na casa do Paulo, na estrada da Gávea, no Rio. A noite termina numa casa de shows com um grupo de músicos tocando jazz.

O dia seguinte nos reserva novos encontros. O primeiro com outro ator e diretor também muito importante na trajetória do Galpão – Cacá Carvalho. Ele Participa do festival com o espetáculo ‘O hóspede Secreto’, uma criação da “Casa Laboratório para artes do Teatro”, que faz uma reflexão sobre o ofício do ator. Infelizmente não foi possível assisti-lo.

Outro encontro surpreendente foi com o ator e diretor Salvatore Tramacere, do ‘Cantieri Treatrali Koreja’, da cidade de Lecce, na Itália. Ele nos conhece em 1989, quando estivemos na cidade italiana de apresentando os mesmos dois espetáculos com os quais participamos pela primeira vez do Filo. Foi, aliás, essa turnê de quase três meses na Itália e na França , que nos permitiu comprar o imóvel que é até hoje nossa sede em Belo Horizonte. O Koreja participa do festival com o espetáculo ‘Il calapranzi’ (‘O Serviço’).

A tarde é dedicada a ensaios no Teatro Ouro Verde. É preciso fazer um reconhecimento de um espaço que é bem mais amplo que a sala do Galpão Cine Horto. O Ouro Verde tem quase oitocentos lugares e o paredão em forma de auditório de cinema cria uma espécie de um eco, que nos causa um certo estranhamento. Outra questão a ser resolvida é a melhor maneira de fechar a caixa teatral sem trazer interferências indesejadas no desenho de luz. Feito isso em mais de cinco horas de ensaios, estreamos. A casa estava lotada, com a presença maciça de público jovem e vibrante. Da vizinha Maringá, veio um ônibus com quase cinquenta alunos do curso de Artes Cênicas da universidade local.

No dia seguinte fomos até a Casa de Cultura da Universidade de Londrina para um simpático debate não só sobre nosso espetáculo, mas também sobre a história e a trajetória do Galpão. Na platéia, quase cem alunos ávidos por saber mais sobre o processo de montagem e os caminhos e os principais dilemas enfrentados por nós nesses quase trinta anos de Galpão.

Na segunda apresentação, novamente o teatro tomado por um público extremamente receptivo e ávido pelo teatro. Ao final, encontro com Maurício Arruda de Mendonça, poeta e dramaturgo, que foi parceiro na criação da dramaturgia do espetáculo “Pequenos Milagres”. Junto com ele, o também poeta e criador da revista ‘Serrote’, Marcos Loskan.

Madrugada de sábado, poucas horas de sono. É hora de tomar o rumo do aeroporto. A ‘cidade vermelha’ vai ficando para trás, deixando na memória mais uma série de encontros proporcionados pelo Filo.”

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Adicionar comentário 27 de junho de 2011 / 10:46

Petrobras apoia Parada LGBT e reconhece isonomia de direito de casais homossexuais

Neste domingo (26/6) será realizada mais uma edição da Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros), a maior do gênero no mundo, segundo os organizadores. O tema deste ano será “Amai-vos uns aos outros: basta de homofobia!” – 10 anos da Lei Estadual 10948/01. Rumo ao PLC 122″ (Projeto de Lei da Câmara, que propõe a criminalização da homofobia). A Petrobras patrocina o evento desde 2007.

Empresa pioneira em iniciativas de respeito à diversidade, a Petrobras reconhece, desde 2007, o direito a benefícios previdenciários de casais de mesmo sexo. No mesmo ano, a cobertura do Programa de Assistência Multidisciplinar de Saúde foi estendida a parceiros do mesmo sexo. Hoje, mais de 100 funcionários, entre homens e mulheres, usufruem o direito de incluir os seus companheiros no plano de saúde da Companhia. Essas ações são acompanhadas pela Comissão de Diversidade da Petrobras.

Em ambos os casos o critério adotado pela Companhia é o mesmo para a admissão de companheiros heterossexuais. A forma de comprovação do vínculo se dá por meio da apresentação de documentos como as declarações de União Estável registrada em cartório e do imposto de renda em que conste o companheiro, ou a companheira, como dependente do beneficiário titular. Esses dados são reportados no Relatório de Sustentabilidade e também na carteira do Índice Dow Jones.

Todas essas iniciativas e princípios também fazem parte do Programa Pró Equidade de Gênero da Petrobras, coordenado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres que, em 2010, foi reconhecida pelos esforços de implementação de políticas neste sentido, recebendo pela terceira vez consecutiva o Selo Pró Equidade de Gênero. Este programa inclui, entre suas ações, o combate à homofobia, que está relacionado à agenda de direitos humanos da comunidade LGBT no Brasil.

A Petrobras amplia sua atuação nesta área através do patrocínio a projetos para a promoção da equidade de gênero e para a defesa da diversidade sexual. São exemplos iniciativas como os projetos Centro de Formação Juvenil para o Turismo Patativa do Assaré, do Grupo de Resistência Asa Branca (GRAB), e CACTO – Centro de Cultura, Arte, Comunicação e Tecnologia, da Fábrica de Imagens, contemplados na Seleção Pública 2010 do Programa Petrobras Desenvolvimento & Cidadania. Os projetos têm foco na promoção dos direitos humanos e questões de gênero, diversidade sexual e juventude, atuando na capacitação profissional de jovens para a área de turismo e comunicação.

O apoio à Parada LGBT está consonante com um dos dez valores descritos no Planejamento Estratégico da Petrobras: a valorização da diversidade humana e cultural nas relações com as pessoas e instituições, garantindo os princípios de respeito às diferenças, de não discriminação e de igualdade de oportunidade.

90 comentários 26 de junho de 2011 / 09:12

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