Projeto Ilhas do Rio gera conhecimento, preservação e educação ambiental

11 de janeiro de 2012 / 14:38 Meio Ambiente e Sociedade Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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A cidade do Rio de Janeiro ganhou recentemente sua primeira Unidade de Conservação de Proteção Integral: o Monumento Natural do Arquipélago das Ilhas Cagarras, que podem ser vistas da orla carioca. O Projeto Ilhas do Rio atua na consolidação desse processo de preservação. Patrocinado pela Petrobras, ele tem o objetivo de levantar todo o conhecimento do ecossistema local, contando com ações de pesquisa científica, educação ambiental e mobilização social.

As informações levantadas serão disponibilizadas para a comunidade em geral, a fim de subsidiar as decisões para a preservação das Ilhas Cagarras, que ficam a 5km da praia de Ipanema. O projeto também vai capacitar as principais colônias de pescadores em atividade no local e os segmentos do setor turístico, a fim de garantir o desenvolvimento econômico sustentável da região e o melhor atendimento aos turistas e visitantes.

Além disso, o Projeto Ilhas do Rio oferece ações de educação ambiental com crianças, jovens e adultos de diversos segmentos da sociedade sobre o conhecimento biológico levantado. Com uma série de informações do projeto, o Centro de Visitantes, localizado no Posto 6 da praia de Copacabana, é aberto ao público de terça a domingo, com palestras gratuitas nos finais de semana. Para mais informações, veja no site oficial.

Ilhas Cagarras

O ecossistema terrestre das ilhas possui uma rica vegetação, porém é considerado frágil e sujeito à introdução de espécies exóticas. A região é de grande valor também para reprodução e manutenção das populações de aves marinhas do Rio de Janeiro.

Já no ambiente aquático, o golfinho-flíper (Tursiops truncatus) utiliza o Arquipélago das Cagarras para alimentação, descanso e criação de filhotes. Diversas espécies de peixes recifais ocorrem na área, porém apresentam uma composição específica e densidades populacionais que sugerem uma situação de forte impacto por pressão pesqueira e práticas predatórias. Muitos invertebrados marinhos também são registrados nos costões rochosos, dentre os quais se destacam esponjas, corais e equinodermos.

11 respostas para “Projeto Ilhas do Rio gera conhecimento, preservação e educação ambiental”

  1. edson disse:

    Bom dia como faço para me tornar um voluntario do projeto, no momento faço curso de mergulho profissional no senai rio, e gostaria de participar do projeto.

    • Fatos e Dados disse:

      Prezado Edson,
      Para esclarecer sau dúvida, sugerimos que entre em contato diretamente com a equipe responsável pelo projeto.
      Cordialmente,
      a equipe

  2. adriano ferreira disse:

    devido ao fluxo de pessoas na ilha,gostaria de saber como vces fazem o mapeamento das ilhas cagarras,para sua segurança e preservaçao da respetiva ilha????????

    • Fatos e Dados disse:

      Prezado Adriano,
      Sugerimos que entre em contato diretamente com a equipe do projeto por meio do site.
      Cordialmente,
      a equipe

  3. adriano ferreira disse:

    como se faz o mapeamento do arquipelago da ilhas cagarras?

  4. ModeloBrasil © disse:

    Fantástica iniciativa!

  5. Leonardo disse:

    Parabéns!!! Excelente iniciativa, essas ilhas, muitas vezes esquecidas pela maioria dos cariocas, são um belo patrimônio natural da cidade e do Brasil, e esse projeto vai valorizá-las ainda mais e conscientizar sobre a necessidade de preservação do ecossistema local.

  6. Otto Sobral disse:

    Prezados senhores,

    Voces falam de preservação e não tomam uma posição com relação aos descartes de lixo e sedimentos lançados ao largo do fabuloso arquipélago.

    Existe hoje um parecer do Ministério Público quanto aos diversos tipos de agressão.

    Que posição esta organização ou até mesmo o Projeto Ilhas do Rio tomou até o presente momento em defesa da Unidade de Conservação Cagarras?

    Falar de pesca predatória ou redes prezas em pedra é bem menos impactante que a sujeira lançada pelos navios draga.

    Pensem nisso.

    Absurdo esta omissão!

    Otto Sobral

    • Fatos e Dados disse:

      Prezado Sr. Otto Sobral,

      A Petrobras tem uma política de responsabilidade social e ambiental estruturada que se reflete em seus produtos e processos, e também no apoio voluntário a projetos sociais, culturais, esportivos e ambientais, como o Ilhas do Rio.

      Sabemos que este projeto tem grande importância ao contribuir para a preservação dos ecossistemas das Ilhas Cagarras, no Rio de Janeiro. Porém, acreditamos que, isoladamente, não será possível resolver todos os problemas ambientais daquela região. Somente a atuação conjunta de diversos atores sociais será capaz de reverter o processo de degradação ambiental desse importante arquipélago.

      Acreditamos que a Petrobras está fazendo a sua parte. Outras iniciativas são necessárias e bem-vindas.

      Caso queira mais informações sobre o projeto, acesse o site http://www.ilhasdorio.org.br.

      Demais informações sobre o Programa Petrobras Ambiental poderão ser obtidas no site.
      Cordialmente,
      a equipe

  7. Otto Sobral disse:

    Prezados Senhores Fernando, Sylvia e Fabiana Bicudo,

    Obrigado pela atenção.

    Preciso que me entendam e, com certeza gostaria da ajuda de vocês e do Grupo, já que presidi o Grupo de trabalho na questão Bota – Fora.

    Existe algo que pode fazer a diferença caro Fernando. Um trabalho amplo em termos de Unidade de Conservação e manejo.

    Somente nos círculos que desenhei a algum tempo quando se iniciou a problemática dos descartes, existem 189 pequenos sítios de pesca, destes em torno de 112 entre as Ilhas Cagarras e a Ilha Redonda / Rasa, precisamente identificados de grande interesse de nossa Colônia de Pescadores.

    Os sítios de pesca como definiram os Técnicos do Ministério Público, para nós pescadores são pequenos ecossistemas onde se concentram uma ou mais espécies marinhas, podendo haver conforme o caso mais de um sítio em um mesmo parcel ou formação rochosa, onde também podemos observar que quando existem mais de um grupo em uma mesma formação, suas áreas de moradia ou passagem diferem por modificações daquela formação por fatores diversos.

    Vários estudos poderiam ser feitos para mostrar a importância do equilíbrio de forma macro/micro nestas regiões, mostrando onde estes grupos ainda permanecem e onde eles deixaram de habitar por modificação naquele ecossistema. Após o mapeamento físico, diferenciando o habitat de cada espécie, poderíamos analisar e identificar seu funcionamento, criando assim uma tese para o manejo mais correto dessas áreas no entorno da unidade de conservação, contemplando a todos que a utilizam de forma justa e sem preconceito por essa ou aquela categoria ou modalidade de pesca. Não esqueçam que utilizamos estes locais bem antes da implantação da Unidade de Conservação e possuímos interesse em continuar utilizando e contribuindo para a sustentabilidade da pesca artesanal a qual os pescadores de mergulho profissional estão legalmente incluídos na categoria da pesca artesanal de fato e de direito. É muito importante frisar que a Colônia de Pescadores Z-7 tem interesse nas áreas de pesca entre as Ilhas das Cagarras, Redonda e Rasa, visto que, são de grande importância para a sobrevivência da pesca artesanal e muito utilizadas por pescadores filiados, portanto, qualquer manejo deverá contemplar todas as modalidades de pesca que utilizam estas áreas ou adotar medidas compensatórias quando for o caso para cada atividade excluída, enumerando seus atores.

    Seria importante observar como o pó ou poeira cinza, que se estende pelo fundo marinho proveniente dos sucessivos descartes de material alienígena ao meio, afeta ou influencia estas regiões em seus diferentes níveis de profundidade. Observem que até a gruta da Ilha Redonda está afetada por esta matéria cinza. A algum tempo atrás entrávamos na gruta e a água permanecia límpida apesar de nossos movimentos em seu interior. Como está agora? Exemplifiquei esta gruta por estar em plano elevado em relação aos descartes e mais protegida por situação física, assim podemos obter fatores concretos para análise, visto que, não sabemos quais são os elementos identificados em cada dragagem e descarte.

    Observando as correntes e identificando estes elementos por distância e espaço físico ocupado por cada ator, poderíamos também identificar a ação contaminante dos interceptores de Ipanema, Barra da Tijuca e Niterói este jogado dentro da Baía de Guanabara, todos eles lançados perto de muitas formações rochosas importantes para a pesca artesanal.

    Atenciosamente,

    Otto Sobral.

  8. Cagu disse:

    PARABÉNS AO PROJETO E A PETROBRAS!

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