Acervo de Carlos Scliar será digitalizado
A obra (e a coleção pessoal) de um dos maiores gravuristas brasileiros sairá do litoral do Rio de Janeiro para estar inteiramente disponível na internet. O projeto de digitalização do acervo de Carlos Scliar, patrocinado por meio do Programa Petrobras Cultural, está em andamento e vai apresentar ao grande público documentos raros.
Correspondências com Carlos Drummond de Andrade, Jorge Amado e Mario de Andrade são alguns exemplos. Também consta do acervo o material do Clube de Gravura (criado pelo artista), único e procurado por pesquisadores e expositores de todo o Brasil. Há ainda o trabalho mais importante de Carlos Scliar: os “Cadernos de Guerra”, desenhos feitos pelo então cabo de artilharia da Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial.
O acervo é composto pelas obras e arquivo pessoal de Scliar, além da coleção reunida pelo gaúcho, que conta com trabalhos de artistas renomados como Di Cavalcanti, Pancetti, Anna Letycia, Glauco Rodrigues, Tarsila do Amaral, Cildo Meirelles, Arthur Barrio, Aldo Bonadei, entre outros.
Também fazem parte deste conjunto histórico-cultural: 150 telas, 100 matrizes de linóleo e xilogravura, 10.000 fotografias, 1.000 gravuras, 100 matrizes de linóleo e xilogravuras, 1.000 catálogos de seus trabalhos e 700 de diversos, 4.000 recortes de notícias de imprensa desde a década de 30, 500 desenhos, além de uma significativa biblioteca, especializada em artes plásticas, de aproximadamente 7.000 livros. Tudo será catalogado e digitalizado.
O Instituto Cultural Scliar procura, além de zelar pela guarda deste patrimônio, manter o público em contato com a obra e a vida do artista através de visitas guiadas e oficinas de arte, abrangendo vários segmentos: escolas, pesquisadores e artistas. Localiza-se na casa onde Scliar morou por mais de 40 anos, no Canal do Itajuru, em Cabo Frio (RJ), cuja área foi rebatizada de Orla Scliar. As cinzas do gravurista foram jogadas no canal.
O projeto contempla também a criação de um novo site e de um laboratório de preservação e formação de mão de obra local. Assim, o Instituto que leva o nome do artista será um agente multiplicador em Conservação de Bens Culturais na Região dos Lagos do Rio de Janeiro.
Adicionar comentário 22 de fevereiro de 2012 / 09:47


