A Petrobras informa que os novos dados obtidos com a perfuração do poço 4-SPS-86B (4-BRSA-971-SPS), que testa o prospecto designado como Carcará, reforçam a importância desta descoberta de petróleo de boa qualidade realizada no bloco BM-S-8 em águas ultraprofundas, no pré-sal da Bacia de Santos.
O poço comprovou, até o momento, uma coluna contínua de 171 metros de petróleo em reservatórios de excelente qualidade. Foram retiradas novas amostragens de petróleo de cerca de 32º API de reservatórios situados até 5.910 metros, que também atestam a continuidade da descoberta já comunicada ao mercado pelo Consórcio em 20/03.
O poço está localizado a 232 km do litoral do Estado de São Paulo, em profundidade de água de 2.027 metros. Atualmente, o poço está sendo perfurado, ainda dentro da zona de petróleo, a 5.926 metros de profundidade, buscando determinar o limite inferior dos reservatórios e identificar a espessura total das zonas de interesse.
O Consórcio dará continuidade às atividades e investimentos necessários para a avaliação da área, conforme o Plano de Avaliação aprovado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
A Petrobras é operadora do consórcio (66%) em parceria com a Petrogal Brasil (14%), Barra Energia do Brasil Petróleo e Gás Ltda. (10%) e Queiroz Galvão Exploração e Produção S.A. (10%).
Foi realizado na última quarta-feira (30/05), no Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças, o I Encontro IBEF-Rio de Combustíveis. O evento contou com a participação do presidente da Petrobras Distribuidora, José Lima Neto, e do gerente executivo de Marketing e Comercialização da área de Abastecimento da Petrobras, José Raimundo Pereira.
Participando do painel “Visão das Empresas”, José Lima Neto destacou a eficiência do setor de distribuição no país, que representa 5% do PIB e vem crescendo de forma consistente nos últimos anos, é intensivo em mão de obra – com cerca de 38 mil postos de serviços – e tem que lidar com grandes desafios.
“O Brasil tem uma complexidade logística sem paralelo, do ponto de vista do abastecimento de combustíveis. Além da dispersão geográfica de um país continental, as regiões que tradicionalmente cresciam menos e apresentam maiores gargalos de infraestrutura, como Norte, Centro-Oeste e Nordeste, vêm crescendo acima das demais”, analisou Lima Neto.
“Por outro lado, hoje a frota flex já representa cerca de 50% do total e o consumidor tem cada vez mais poder de decidir que combustível vai usar, na hora em que entra no posto. As distribuidoras precisam se adaptar a mudanças bruscas de demanda”, concluiu o presidente de Petrobras Distribuidora.
Por sua vez, o gerente executivo da Petrobras analisou as perspectivas e desafios para atender o mercado consumidor em constante crescimento nos últimos anos. Pereira informou que, entre 2009 e 2011, houve um aumento de 47% no consumo de gasolina A (sem adição de etanol) e 19% no consumo de diesel, motivado pela chegada de milhões de carros ao mercado e melhoria das condições econômicas da população.
Na análise do gerente executivo, a atuação integrada da Petrobras, de órgãos reguladores, distribuidoras e operadores logísticos é a chave para garantir o suprimento da crescente demanda nacional. “Para isso, a Petrobras tem realizado uma gestão integrada, trazendo distribuidoras e produtores para trabalharem juntos com o mesmo objetivo”, afirmou o executivo.
Segundo Pereira, a Petrobras, como agente central dessa cadeia, tem uma responsabilidade do tamanho de sua história e estrutura. “Porém, precisaremos do apoio de todos os agentes nesse processo, para transformar todo esse investimento em benefícios à sociedade e ao meio ambiente”, analisou.
Em cerimônia de premiação da 4ª edição do Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) Brasil, na última quarta-feira (30/5), no Palácio do Planalto, em Brasília, foram reconhecidos quatro projetos apoiados pela Petrobras entre as 20 organizações que apresentaram as melhores práticas para o alcance dos objetivos do Milênio. Três são projetos sociais contemplados pelo Programa Petrobras Desenvolvimento & Cidadania e um integra o Programa Petrobras Ambiental. Nesta edição, o prêmio recebeu o total de 1.638 inscrições.
A Responsabilidade Social da Petrobras recebeu uma placa de agradecimento pela parceria oficial da Petrobras ao projeto do Prêmio ODM, por meio de seu gerente executivo, Armando Tripodi. O evento contou com a presença da presidenta da República, Dilma Rousseff, do ministro chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, e de gerentes da Responsabilidade Social da companhia, entre outros.
A presidenta Dilma Rousseff destacou a contribuição dos projetos para melhoria de vida de muitos brasileiros. “O governo tem de fazer o seu papel, e procuramos fazer, mas precisamos, sim, da mobilização de toda a sociedade, empresas e instituições para darmos mais qualidade de vida ao povo brasileiro. O prêmio demonstra o esforço de melhorar qualitativamente e quantitativamente a vida de muitas de pessoas”, declarou.
Os oito objetivos do milênio foram definidos durante reunião da Cúpula do Milênio, realizada em Nova York em 2000, por líderes de 189 nações, com a meta de tornar o mundo mais solidário e justo até 2015. Os objetivos do milênio são: acabar com a fome e a miséria; educação básica de qualidade para todos; igualdade entre sexos e valorização da mulher; redução da mortalidade infantil; melhorar a saúde das gestantes; combater a Aids, a malária e outras doenças; qualidade de vida e respeito ao meio ambiente; ter todo o mundo trabalhando pelo desenvolvimento.
O prêmio ODM Brasil é promovido pela Secretaria Geral da Presidência da República, pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e pelo Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade. A Petrobras renova seu apoio para o alcance dos objetivos do milênio no país através da adesão ao Memorando de Entendimento firmado com o Governo Federal e o PNUD. O memorando estabelece um marco de cooperação no combate às desigualdades e na formulação e implementação do Projeto Movimento ODM Brasil 2015.
Iniciativas vencedoras apoiadas pela Petrobras
Projeto Sustentabilidade Camponesa: Diversificação Produtiva na Região Fumageira: desenvolvido pela Cooperativa Mista dos Fumicultores do Brasil, em Santa Cruz do Sul (RS), tem o objetivo de oferecer alternativas de geração de renda para pequenos e médios agricultores que dependiam da monocultura do tabaco. Além da capacitação para o cultivo de plantas e para a produção de biocombustíveis, estão sendo construídas mini-agroindústrias de processamento de derivados de cana, unidades de produção de adubo orgânico, mini-laboratório e viveiro de mudas.
Projeto social Comércio Ribeirinho da Cidadania e Solidário: Executado pela Associação dos produtores rurais de Carauari, comunidade ribeirinha distante sete dias de barco de Manaus (AM). Viabilizou o escoamento e comercialização de toneladas de produtos sustentáveis (agrícolas e extrativistas) por meio de transporte de barco para 15 entrepostos. A solução da logística e a melhoria da qualidade das mercadorias, com base nos princípios de proteção ao meio ambiente, aumentou a geração de renda e promoveu a cidadania na região do Médio Juruá, beneficiando 600 famílias e 3.000 pessoas.
Rede de Catadores Cata-Bahia: Desenvolvida pelo Centro de Estudos Socioambientais em Salvador (BA) com objetivo de organizar e fortalecer cooperativas de catadores de material reciclável em dez municípios. Até agosto de 2012, mais 800 cooperados devem ser beneficiados pelo projeto.
Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (Rebimar): Desenvolvido pela Associação MarBrasil no litoral do Paraná, promove a utilização de recifes artificiais para auxiliar a recuperação da biodiversidade marinha e dos estoques pesqueiros, garantindo a sustentabilidade dos recursos para o pescador artesanal.
Nesta quarta-feira (30/05), comemora-se o Dia do Geólogo. Para celebrar a data, o blog Fatos e Dados apresenta o vídeo “Movidos pela Geologia”, da série “Por Dentro da Tecnologia”, em que profissionais renomados e jovens geólogos falam do amor pela profissão e da sofisticada tecnologia utilizada atualmente. Assista ao vídeo e saiba mais sobre esse trabalho!
A presidente da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, apresentou nesta terça-feira (29/5), no Rio de Janeiro (RJ), os desafios da Companhia para aumentar a produção de petróleo nos próximos anos. Em evento promovido pela Associação Brasileira de Geólogos de Petróleo (ABGP), em homenagem ao Dia do Geólogo, comemorado em 30/5, a presidente da Petrobras previu que já nos próximos três a quatro anos, o pré-sal proporcionará saltos expressivos na produção da Companhia.
“Hoje, o desafio é lidar com a depleção (esgotamento natural) dos campos bem como interligar novos poços às unidades para produção de mais óleo. Um dos grandes desafios que tenho imposto ao diretor de E&P é o aumento da eficiência operacional para que possamos ganhar esta ‘guerra’ que é o aumento da produção”, afirmou a executiva.
Graça Foster apresentou para a plateia, formada por profissionais do setor, o crescimento na produção da Petrobras ao longo dos últimos anos, o que a tornou uma das cinco maiores produtoras do mundo. A Companhia incrementou a produção em 73% entre 2000 e 2011, saltando de 1,3 milhão de barris de óleo equivalente (boe) por dia para 2,2 milhões de boe/dia, enquanto o crescimento da produção mundial foi de 12%, passando de 75,2 milhões de boe/dia para 84,5 milhões de boe/dia no mesmo período.
“É um cenário que nos encoraja. Vamos ter um Plano de Negócios realista, ainda que com a nossa audácia natural”, anunciou Graça Foster.
Outro dado apresentado pela presidente foi a incorporação de reservas. Em 2000, a Companhia tinha reservas de 9,65 bilhões de barris de óleo equivalente (boe), pelo padrão SPE (Society of Petroleum Engineers), passando para 15,71 bilhões de boe em 2011, um crescimento de 63%. No mesmo período, as reservas mundiais cresceram 38%.
Lembrou, por fim, a presidente que a Petrobras admitiu 14% dos geólogos e 76% dos geofísicos formados no Brasil entre 2008 e 2010, sendo que 56% dos geólogos e 58% dos geofísicos estão empregados há menos de nove anos de Companhia. “São estes profissionais que sustentam o desafio do crescimento futuro”, destacou.
A Petrobras efetuará, na próxima quinta-feira (31/05), o pagamento da 1ª parcela da distribuição antecipada de remuneração aos acionistas referente ao exercício de 2012. O pagamento será sob a forma de juros sobre o capital próprio, no valor de R$ 0,20 por ação ordinária ou preferencial e com base na posição acionária de 11/05, conforme fato relevante divulgado ao mercado em 27/04.
Os juros sobre o capital próprio deverão ser descontados da remuneração que vier a ser distribuída no encerramento do exercício social de 2012, conforme previsto nos termos dos decretos nº 2.673/98 e 3.381/00.
Sobre o valor de R$ 0,20 dos juros sobre o capital próprio incidirá a taxa de 15% de imposto de renda, exceto para o pagamento de acionistas imunes e isentos.
A Liquigás Distribuidora – empresa do Sistema Petrobras que atua no envase e distribuição de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) – realiza no Brasil os testes do LEV, o novo botijão de gás feito a partir de materiais, como fibra de vidro termoplástico e polietileno de alta densidade, que se destaca por seu design inovador, pela leveza e modernidade.
Depois de ter obtido aprovação internacional, a novidade chega ao mercado brasileiro. Para isso, a companhia importou cerca de seis mil vasilhames do LEV, com capacidades de 5 kg e 9 kg de GLP. Os botijões estão sendo utilizados para teste de mercado nas regiões metropolitanas de São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro. Sete revendedores Liquigás realizaram a distribuição do LEV para consumidores finais, durante 90 dias, com o objetivo de avaliar sua aceitação. A expectativa é que 12 mil consumidores avaliem o novo vasilhame.
“Com o LEV, a Liquigás reforça mais uma vez seu pioneirismo e posicionamento de empresa inovadora, capaz de oferecer variedade de produtos, conveniência e qualidade aos seus consumidores finais”, destaca o Presidente da Liquigás, Antonio Rubens Silva Silvino.
O novo botijão possui internamente um invólucro de aço, reforçado com fibra Twintex (fibra de vidro com termoplástico), e externamente é revestido com uma cobertura rígida de polietileno de alta densidade, elaborada com material reciclável. Essa configuração da embalagem, já certificada pela TÜV Rheinland, órgão acreditado pelo INMETRO, faz com que esse vasilhame seja aproximadamente 20% mais leve do que o tradicional botijão de aço, e tenha um acabamento mais bonito e elegante, com linhas mais harmônicas, e novas cores.
“Sucesso nos mercados americano, europeu e asiático, o LEV se destina a todos os consumidores finais de GLP, principalmente os residenciais, e também para consumidores específicos, para os quais o peso, o material e as dimensões do vasilhame fazem a diferença, como os usuários de trailers e embarcações”, afirma o Diretor de GLP Envasado da Liquigás, Paolo Ditta.
O LEV – marca desenvolvida para a Liquigás – também possui alças ergonômicas que facilitam o transporte e o manuseio pelo consumidor. A válvula de acoplamento é igual à do tradicional botijão de 13 kg, o que permite o uso dos reguladores presentes no mercado.
O projeto do LEV no Brasil está sendo dirigido pela Liquigás. Trata-se de uma parceria da companhia com as empresas AMTROL ALFA, a maior fabricante de botijões do mundo (responsável pelo desenvolvimento do produto em Portugal), e a Braskem, a maior petroquímica das Américas em capacidade de resinas termoplásticas e fornecedora das resinas para os botijões deste piloto. Há ainda um estudo entre as três parceiras de testes para a fabricação do novo botijão no Brasil.
Sobre a Liquigás
A Liquigás, subsidiária da Petrobras Distribuidora S.A., é líder no mercado de botijões de gás de até 13 kg e uma das maiores distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo do Brasil. Além de gás para uso doméstico, em embalagens de 5, 8, 13, 20 e 45 kg, fornece produtos e serviços na modalidade a granel para indústria, comércio, agricultura, aviários, condomínios, hotéis, entre outros. Investe constantemente em tecnologia e busca de inovações para garantir ao consumidor final um produto de qualidade, com responsabilidade social e ambiental. Possui uma rede com mais de 4.000 revendedores e atende aproximadamente 9 milhões de residências, além de 20.000 clientes abastecidos com GLP a granel. A empresa conta atualmente com 3.250 funcionários.
Em homenagem ao Dia da Mata Atlântica, celebrado neste domingo (27/5), o projeto “Cílios nos Olhos D’Água – Renasce o Verde” divulga o resultado obtido em um ano de trabalho realizado no Parque Estadual da Serra da Concórdia e no Parque Municipal do Açude da Concórdia, ambos em Valença, no sul do estado do Rio de Janeiro. Com o apoio de voluntários e de trabalhadores rurais contratados, já foram plantadas 60 mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica e da mata ciliar da região.
Patrocinado pela Petrobras, através do Programa Petrobras Ambiental, o projeto criado em 2011 tem as metas de recompor a vegetação natural em 50 hectares em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Áreas de Proteção Ambiental (APAs) dos parques. Outro objetivo é criar viveiros para 110 mil mudas, evitando a erosão que devasta a terra, assoreia os rios e pode resultar em deslizamentos e enchentes. As APPs e APAs abrangem a vegetação que beira os canais fluviais – conhecida como mata ciliar -, os topos dos morros e as encostas íngremes. Ao todo, já foram capacitadas 90 pessoas de comunidades locais para a coleta de sementes e manutenção dos viveiros.
O Rio Paraíba do Sul, o principal do estado, é responsável por 80% do abastecimento na região metropolitana do Rio e é um dos que se beneficia diretamente da preservação das áreas dos dois parques. A recomposição vegetal visa também a criação de corredores ecológicos entre as áreas protegidas.
O projeto está alinhado aos objetivos do milênio apontados pela Organização das Nações Unidas (ONU), entre os quais estão a mitigação da fome e da pobreza, a inclusão social e a geração de renda e emprego em conjunto com o desenvolvimento sustentável.
Na fronteira do Noroeste de Mato Grosso, o projeto Pacto das Águas desenvolve ações voltadas para a conservação da Floresta Amazônica, junto aos povos indígenas Rikbaktsa, Zoró e seringueiros da Reserva Extrativista Guariba Roosevelt. O projeto é patrocinado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Ambiental, e tem como foco a diminuição dos gases do efeito estufa e a manutenção da qualidade de vida dos povos da região, garantindo a segurança alimentar, saúde, geração de renda e formas de organização social.
Um dos principais objetivos é o apoio para o manejo, beneficiamento e comercialização da castanha-do-brasil e do látex da seringueira, com investimento em ações de capacitação e intercâmbio de experiências direcionadas a agentes ambientais indígenas, representantes das associações, lideranças das comunidades, professores, técnicos e grupos de jovens e mulheres.
Cerca de 200 toneladas de castanha foram produzidas entre 2007 e 2009. De 2007 até agora, foram produzidas 22 toneladas de borracha natural, sendo 14 toneladas somente nos últimos meses, gerando, neste período, uma renda de R$ 58 mil para as comunidades locais. A produção é comercializada para empresas do Brasil e do exterior, enquanto outra parcela é destinada à subsistência e aos rituais indígenas.
As ações do Pacto das Águas estão direcionadas para as terras indígenas Erikbaktsa, Japuíra, Escondido, do povo Rikbaktsa, e Zoró e a Resex Guariba Roosevelt, abrangendo no seu conjunto uma área aproximada de um 880 mil hectares e uma população de 2.500 pessoas, todas habitantes da região Noroeste da Amazônia Matogrossense. O projeto envolve os municípios de Juína, Juara, Cotriguaçu, Colniza, Aripuanã e Rondolândia. Após ingressarem no projeto, os índios Zoró já são os maiores produtores de castanha de Mato Grosso, com uma produção média de 80 toneladas por ano.
O projeto está alinhado às diretrizes do governo federal, através da Política Nacional de Gestão Ambiental em Terras Indígenas e do Plano Nacional de Promoção das Cadeias de Produtos da Sociobiodiversidade, que tem o objetivo de desenvolver ações integradas para a promoção e o fortalecimento das cadeias de produtos da sociobiodiversidade, com agregação de valor e consolidação de mercados sustentáveis.
Entre as linhas de atuação do Programa Petrobras Ambiental, estão a conservação de florestas e a educação ambiental de povos indígenas. Além do Pacto das Águas, o Programa contemplou outros projetos como o Projeto Berço das Águas, no Mato Grosso, Tribo das Águas, no Ceará, e o projeto Fortalecendo Experiências Agroflorestais Indígenas no Acre. Desde que foi criado, em 2003, Programa Petrobras Ambiental já beneficiou dezenas de bacias e ecossistemas em diversos biomas, entre os quais Amazônia, Mata Atlântica, Caatinga, Cerrado e Pantanal. As ações já envolveram diretamente 3,6 milhões de pessoas e 5 mil espécies nativas foram estudadas. O Programa tem previsão de investir R$ 500 milhões no período de 2008 a 2012.
Além destes, a Petrobras patrocina desde 2009 o projeto Encauchados de Vegetais da Amazônia, por meio do Programa Desenvolvimento & Cidadania, que atende a cerca de 600 indígenas nos estados do Acre, Roraima, Amapá e Pará, além de seringueiros e visa ribeirinhos. O projeto visa a expandir o conhecimento de uma tecnologia para extração de látex. Esta tecnologia, chamada de “tecnologia social”, utiliza o látex nativo, as fibras e os corantes vegetais, colhidos através de um manejo comunitário, seletivo e de baixo impacto. O resultado é um novo e sustentável sistema produtivo. Com técnicas totalmente artesanais, os produtos gerados são de fontes renováveis e biodegradáveis.
A Transpetro recebeu, nesta sexta-feira (25/05), o primeiro navio construído no Nordeste para o Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) da subsidiária. O João Cândido, entregue pelo Estaleiro Atlântico Sul (EAS), partiu hoje para sua primeira operação, o transporte de petróleo produzido na Bacia de Campos para o Terminal Almirante Barroso (Tebar), em São Sebastião (SP).
A presidente da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, e o presidente da Transpetro, Sergio Machado, participaram da cerimônia, que contou também com a presença do presidente da Petrobras Distribuidora, José Lima de Andrade Neto e do governador de Pernambuco, Eduardo Campos.
“A indústria naval está saindo da fase de inércia. Agora vamos cumprir o terceiro pilar desse programa, porque os dois primeiros nós já cumprimos: fabricar navio no Brasil e atingir 65% de nacionalização. Temos que estar juntos para garantir produtividade, sustentabilidade e para colocar a indústria naval brasileira no cenário mundial”, disse o presidente da Transpetro.
Com 274 metros de comprimento e capacidade para transportar 1 milhão de barris de petróleo – quase a metade da produção diária nacional – o navio João Cândido atingiu um índice de conteúdo nacional de 70%, maior do que os 65% estipulados na primeira fase do Promef. É o primeiro navio do novo polo naval de Pernambuco, que terá, além do EAS, o estaleiro STX-Promar, também viabilizado pelas encomendas do Promef.
Navios do Promef
O João Cândido é o segundo navio do Promef a entrar em operação. O primeiro, Celso Furtado, foi entregue à Transpetro em novembro de 2011 pelo Estaleiro Mauá, no Rio de Janeiro. A próxima embarcação, a ser entregue em junho, é o navio de produtos Sergio Buarque de Holanda, também construído pelo Mauá, que concluiu com sucesso sua prova de mar no dia 16 de maio. Além do Sergio Buarque de Holanda, estão em fase de acabamento, no Estaleiro Mauá, os navios de produtos Rômulo Almeida e José Alencar.
O Promef já encomendou 49 navios, com investimentos de R$ 10,8 bilhões. A entrega do João Cândido é mais uma prova da vitalidade do Programa, que impulsionou a reconstrução da indústria naval brasileira, após uma crise de décadas. Os estaleiros brasileiros, que chegaram a ter menos de dois mil trabalhadores na virada do século, empregam hoje mais de 60 mil pessoas.
“O setor está saindo da inércia, mas a experiência desses primeiros anos mostrou que é necessário um choque de produtividade para que possamos chegar mais rapidamente aos níveis esperados de modernidade e competitividade. Só assim a nova indústria naval brasileira será sustentável”, falou Sergio Machado.