Arquivado em 03.05.2012

Presidente da Petrobras destaca o potencial de negócios dos países africanos

3 de maio de 2012 / 23:44

“A África se constitui num excepcional mercado novo”. A afirmação da presidente da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, reafirma o interesse da Companhia na região. Durante o seminário “Investindo na África”, que contou com a participação do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, Graça destacou as similaridades geológicas entre os continentes e a relação de amizade entre Brasil e países africanos. De acordo com a presidente da Petrobras, “existe grande similaridade geológica entre as acumulações que temos no Brasil com as potenciais acumulações que se encontram hoje na África”.

Graça ressaltou que o continente tem obtido sucesso relevante em atividades na área de petróleo, como as importantes descobertas realizadas em Gana e Uganda. A Petrobras tem atividades em sete países africanos, com destaque para a atuação na Nigéria, e tem, ainda, um plano de investimentos em biocombustíveis em Moçambique. Atualmente, a Petrobras atua em exploração e produção offshore em Angola, Benin, Gabão, Líbia, Namíbia, Nigéria e Tanzânia. De acordo com o Plano de Negócios 2011-2015, serão investidos US$ 2,4 bilhões em projetos no continente neste período.

A presidente da Petrobras destacou as relações comerciais com a Nigéria, onde são produzidos atualmente 58 mil barris de óleo equivalente por dia (boed). “Nós fazemos importação de gás natural liquefeito (GNL) e temos tido uma relação excepcional com a Nigéria, que se mostra duradoura, com um futuro realmente próspero”, afirmou. Outro destaque é o investimento na produção de biocombustíveis em Moçambique. “A Petrobras Biocombustível, através das empresas Sena e da Guarani, subsidiária na qual temos participação, produz hoje 25% do açúcar daquele país”, disse Graça Foster. Ressaltou ainda a possibilidade de produção de etanol a partir no melaço, proveniente da produção do açúcar.

A presidente chamou atenção para a importância da definição de um marco regulatório para o setor, que é “essencial para que as companhias do segmento de energia possam continuar investindo na África”. Segundo a presidente, a Petrobras está disponível para colaborar. Outro tema abordado foi a capacitação de pessoal para as atividades do setor de petróleo e gás. Graça destacou que os investimentos em capacitação têm possibilitado à Petrobras continuar crescendo e descobrindo novas áreas no Brasil. Em alguns países africanos também existem questões relativas a conteúdo local. Nesse novo mercado, “capacitar pessoas é um desafio com vistas à prosperidade. E temos certeza que será possível superá-lo”, disse.

O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância do programa de desenvolvimento que os 54 países da África aprovaram recentemente, apostando no crescimento da produção, no trabalho e no crédito. “Os africanos elaboraram um programa inédito que tem como lema interligar, integrar e transformar o continente”, afirmou. Segundo Lula, “a União Africana mostra a seriedade daqueles que, diante da crise, não se desesperam. Ela propõe medidas para incentivar investimentos, aumentar o consumo interno e criar mais empregos. O momento é de ousadia, e não de passividade”. O ex-presidente destacou ainda que “a África tem tudo para conquistar sua autossuficiência energética, tem jazidas de petróleo e gás, pode tornar-se uma grande produtora de biocombustíveis e possui um espetacular potencial hídrico praticamente intocado”.

O Decano do Corpo Diplomático da Embaixada do Zimbábue, Thomas Bvuma, destacou que “existem muitas oportunidades de investimento na África em setores como mineração, agricultura, energia, infraestrutura” e que “empresas brasileiras já estão operando nesses setores”. No entanto, apresentou alguns desafios para o desenvolvimento local, entre eles a hesitação de empresas estrangeiras em investir na região, problemas de falta de capital e de transferência tecnológica.

O seminário “Investindo na África: oportunidades, desafios e instrumentos para cooperação econômica” aconteceu hoje, 3/5, no Rio de Janeiro, organizado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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Economia de R$ 12 milhões em energia de prédios

/ 16:21

Neste ano, a Petrobras tem a meta economizar R$ 12 milhões somente com a ampliação do Projeto de Gestão de Energia em prédios administrativos da Companhia situados em diferentes estados. O valor é 20% superior ao de 2011.

O projeto consiste em programas voltados para o uso de energia renovável, eficiência energética e automação predial, realizados nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Espírito Santo e Rio Grande do Norte.

A iniciativa é pioneira no País e permite mapear e monitorar em tempo real o consumo energético dos edifícios, aliando fontes sustentáveis de geração de energia com maior eficiência no sistema elétrico interno. O uso de energia renovável comprada de uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH), por exemplo, proporcionou economia de R$ 1,5 milhão, no ano passado, apenas em prédios do Rio de Janeiro.

Outro projeto recente ganha destaque no prédio da Universidade Petrobras, no Rio de Janeiro, onde um novo sistema termossolar desenvolvido com tecnologia avançada permite aquecer até 23 mil litros de água por dia para o restaurante instalado no local.

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