Novas refinarias: Carta ao jornalista Sardenberg
28 de junho de 2012 / 19:41 Esclarecimentos
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Em relação ao artigo do jornalista Carlos Alberto Sardenberg, entitulado “Custo Lula” e publicado nesta quinta-feira (28/06) no jornal O Globo, a Petrobras esclarece que as obras das novas refinarias cumprem rigorosa sistemática de gerenciamento de projetos, em consonância com os padrões da indústria mundial de petróleo. Problemas, que surjam porventura, são imediatamente contornados.
Os planos de ampliação do parque de refino da Petrobras datam de 2007, quando a Companhia divulgou a intenção de construir três novas refinarias, buscando o equilíbrio com o crescimento da produção de petróleo no país.
Caso não fossem construídas novas unidades, a Petrobras teria de importar, em 2020, 40% dos derivados consumidos no Brasil. No caso do diesel, por exemplo, sem o aumento da capacidade de refino brasileira, seria necessário importar, também em 2020, cerca de 1 milhão de barris por dia, frente a uma importação atual de aproximadamente 160 mil barris/dia.
As refinarias Premium I e II e o segundo trem do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) estão mantidos no atual Plano de Negócios da Petrobras.
Os investimentos previstos na ampliação do parque de refino evitarão que o Brasil se torne dependente da importação de grandes quantidades de derivados, o que comprometeria a autonomia e o ritmo de crescimento do país. Além disso, tal dependência representaria sério risco ao balanço financeiro da Petrobras, que passaria a exportar o excedente de petróleo produzido no país, ao mesmo tempo em que importaria produtos refinados em larga escala.
11 respostas para “Novas refinarias: Carta ao jornalista Sardenberg”
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3 de julho de 2012 às 22:53
O Sr. Sardenberg, faz parte de um grupo de jornalistas que sempre publicam notícias com uma visão negativa dos negócios realizados pela Petrobrás. Para essas pessoas a empresa deveria ser gerida de forma que obtivesse sempre o maior lucro possível, mesmo que isso contrarie os interesses do povo brasileiro, que são os seus verdadeiros donos.
Lembro que quando o Presidente Lula anunciou a construção das refinarias, foi duramente criticado por essa gente, que lembrava ser muito mais “lucrativo” investir na extração de petróleo, independente de estar o país no seu limite de refino.
Acredito que quem investe em ações da PETROBRAS deve estar ciente de que o lucro é uma das suas metas, mas não é a unica, nem a mais importante.
O Brasil precisa, na verdade, de outras companhias que tenham a mesma filosofia da PETROBRAS.
3 de julho de 2012 às 20:07
Essas tentativas do PIG de quebrar o Brasil, desvalorizando nossas empresas, nossos produtos, ainda vai acabar mal.
3 de julho de 2012 às 08:14
No início de 2010 Lula esteve no Maranhão lançando a pedra fundamental daquela que seria a maior refinaria da América Latina e ficaria pronta em 2014. Hoje sabe-se que tudo era tudo mentira, que se a Premium I for pra frente, o que ainda não se sabe, não fica pronta antes de 2020. Porém, devemos assumir que a Petrobras foi obrigada a sucumbir às pressões de seu maior acionista, o governo federal, e anunciar projetos sem fundamentos com vistas às eleições de outubro/2010. Entendo que a crítica de Sardenberg não é aos funcionários da Petrobras, mas sim ao sr. Lula, que apesar de muito preocupado com o bem estar da população tomou muitas atitudes equivocadas e anti-éticas. Felizmente agora temos Dilma e Graça, que acredito serem capazes de salvar a Petrobras das enrrascadas criadas por Lula.
2 de julho de 2012 às 19:49
O que não se pode questionar são as informações contidas nos documentos destinados às contratações que omo regra geral não permitem desenvolver execuções de empreendimentos sem que se faça necessário uma infinidadede de aditivos,gerados pelas inconcistências que carregam,dando às executantes a possibilidade de aplicação de preços de oportunidade,principalmente numa fase de demanda descomunal como a ocorrida recentemente,
adicionado ainda,um conjunto de ações que inclue a participação de uma fiscalização que,por não saber a qual “senhor” obedecer,não incorpora os interesses da empresa, contribuindo para oneram os investimentos inicialmente previstos.
1 de julho de 2012 às 09:46
A Petrobras é um Patrimônio Nacional.Se dependesse de FHC e dessa imprensa Privada(notícia boa é o que interessa ao Dono do Jornal)já teríam doado para os estrangeiros há muito tempo.
Se esquecem que a Petrobras é a maior pagadora de impostos do Brasil(mais de 50 bilhões)de impostos diretos,além de grande contribuição social para o país.É a empresa que mais investe no Brasil e mesmo assim teve um lucro de mais de 30 bilhões em 2011.
Estes mesmos jornalistas são aqueles que defendem juros altos para a taxa de Selic.Lembrando que se os juros caírem ainda mais, a economia para o país será de 30 bilhões anuais.Lembrando que o Governo gasta 15 bilhões com todo o Bolsa Família.
29 de junho de 2012 às 21:44
Portanto, o valor corrigido de forma reversa, projetaria um aumento de custos da ordem de 3,7 bilhões de dólares apenas para implementação das melhorias necessárias nas instalações industriais para atendimentos aos requisitos ambientais de emissão de enxofre (configuração diesel S5) e outros poluentes e particulados na atmosfera, não previstos inicialmente.
Desta forma, há de ser esperado explicações mais convincentes acerca da introdução de melhorias nas unidades (alteração de escopo contratual) para alcançar os índices admissíveis de emissão de poluentes e particulados na época de início operacional da refinaria, seja do enxofre ou outros poluentes de forma a atender as resoluções de organismos ambientais a nível global, Resolução CONAMA 315/02 de pleno conhecimento quando do primeiro EVTE (Estudo de Viabilidade Técnico Econômico).
Do que foi passado até o momento pela Estatal, podemos depreender que a questão do enxofre e outros poluentes não foi desconsiderada no primeiro EVTE, mas subavaliado.
O fato é que pelas informações disponibilizada pela Petrobras, não podemos concluir a configuração adotada como premissa básica no primeiro EVTE no que tange ao teor de enxofre no diesel para o primeiro EVTE, se 500 ppm, como utilizado atualmente nos grandes centros ou 1800 ppm, utilizado no interior do pais, condições essas, inaceitáveis na atual conjuntura ambiental.
Concluímos que, o valor orçado de 4 Bi, tinha como objetivo a mera aprovação daquele investimento, que, embora fosse de conhecimento público, não fora levado em consideração na orçamentação prévia no EVTE, naquele momento, dos recursos para construções de Unidades de tratamento de enxofre para produção de diesel com configuração S-50.
29 de junho de 2012 às 21:42
Através de simples metodologia de calculo, fica difícil encontar fundamentos para validar uma diferença substantiva nos valores orçados para a refinaria Abreu e Lima, passando de 4 para 17 bilhões de dólares.
Se propuséssemos admitir que o valor orçado de 17 bilhões para a construção da Refinaria Abreu e Lima estivesse correto mediante fundamentação baseada em um cálculo utilizando métodos de extrapolação reversa, partindo do modelo inicial de 200 mil barris a custo de 4 bilhões de dólares para 230 mil barris, considerando as variáveis: aumento da capacidade, taxa de câmbio e adoção de um novo sistema de tratamento de enxofre (obtenção do diesel configuração S5) e da diminuição de gases tóxicos, torna-se pouco provável o fechamento da equação, já que a quarta variável considera o desaquecimento da indústria de petróleo no cenário global, na contramão desde setembro de 2008 ate a presente data.
Segundo esta metodologia, teríamos:
Projeção atual => 17 bilhões de dólares.
Influência da capacidade de refino => 230/200 => 1,15
Valor ajustado para a capacidade de refino = 17/1,15 => 14,78 bilhões de dólares
Índice de valorização da moeda local atrelado a variação cambial, desde os meados de 2008 até o momento em torno de 11% (dólar a 2,3 contra os 2,06 de hoje) equivalente a 1,117.
O valor da Refinaria equivaleria a 13,3 bilhões de dólares
29 de junho de 2012 às 14:16
Sardenberg “esqueceu” de mencionar os investimentos da Vale na Companhia Siderúrgica do Atlântico, a CSA, construída em conjunto com a alemã ThyssenKrupp. Com 27% de participação, a Vale pretende expandir a usina, apesar dos reveses que levaram a ThyssenKrupp a colocar sua participação no empreendimento à venda. Parece que o negócio não foi tão ruim assim para a Vale… http://exame.abril.com.br/negocios/empresas/industria/noticias/vale-quer-parceiro-com-visao-para-expandir-a-csa
29 de junho de 2012 às 11:16
As Organizações Globo, fiéis à tradição,desde os anos 1950 de oposição figadal à Petrobras,mantém a técnica de fustigação à empresa , por extensão ao governo .Em passado recente, contava com aliados respeitáveis,como Roberto Campos, que cunhou o epíteto de “petrossáuro” à petrolífera.Vivo estivesse, dificilmente se uniria ao coro medíocre
entoado de anacrônicos estribilhos pelos herdeiros de seus discursos defasados.
29 de junho de 2012 às 09:20
Este cidadão tem a competencia de um serviçal do EUA,por isto nesta na Globo. Não merece resposta, os próprios comentários o ridicularizam.
29 de junho de 2012 às 08:01
Acredito ser uma perda de tempo dar qualquer destaque aos comentários de Sardenberg. A pergunta é, a serviço de quais interesses está esse “jornalista”?