Arquivado em 12.07.2012

Preço do diesel será reajustado em 16 de julho

12 de julho de 2012 / 20:50

A Petrobras informa o reajuste de 6% no preço de venda do diesel nas refinarias, a vigorar a partir de 16 de julho de 2012.

O preço do diesel sobre o qual incide o reajuste anunciado não inclui os tributos federais PIS/COFINS e CIDE, e o tributo estadual ICMS. Estima-se que esse reajuste venha a representar um aumento aproximado de 4% sobre o preço final do combustível ao consumidor, que inclui ainda custo do biodiesel e margens de distribuição e revenda.

Esse reajuste foi definido levando em consideração a política de preços da Companhia, que busca alinhar o preço dos derivados aos valores praticados no mercado internacional em uma perspectiva de médio e longo prazo.

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Refinaria de Pasadena: esclarecimento à imprensa

/ 20:24

Com relação à matéria publicada no jornal O Estado de S. Paulo (12/7) sobre a Refinaria de Pasadena, a Petrobras esclarece que o assunto de aquisição da refinaria é antigo e de amplo conhecimento do mercado. Todas as informações abaixo foram detalhadas em comunicados ao Mercado.

Em novembro 2005, a Petrobras assinou um Memorando de Entendimento com a Astra Oil Company (“Astra”) com o objetivo de estabelecer uma operação conjunta de comercialização e refino nos EUA. Em setembro de 2006, a Companhia concluiu a aquisição através de sua subsidiária Petrobras America Inc. (PAI). O valor total pago de US$ 360 milhões inclui US$ 190 milhões por 50% das ações e ainda US$ 170 milhões pelos estoques da refinaria. (Comunicado divulgado em 16.11.2005)

Desentendimentos entre os sócios levaram a Astra a requerer o direito de vender seus 50% remanescentes à Petrobras. Em laudo arbitral de abril de 2009 esse direito foi confirmado sendo fixado o valor de US$ 296 milhões pela refinaria, acrescido de US$ 170 milhões por sua parcela no estoque, totalizando, US$ 466 milhões. (Comunicado divulgado em 16.04.2009)

A esse montante foram acrescidos, ainda, US$ 173 milhões, conforme sentença arbitral proferida, correspondentes a reembolso de parte de uma garantia bancária pelos sócios, juros, honorários e despesas processuais. Com isso, o total objeto da decisão alcançou US$ 639 milhões, registrados na nota explicativa 11.4 das Informações Trimestrais – ITR do terceiro trimestre de 2009, divulgadas ao mercado em 13/11/2009. (Comunicado divulgado em 12.03.2010)

Em 10 de março de 2010, a Corte Federal de Houston, Texas, EUA, confirmou Sentença Arbitral proferida em abril de 2009, a qual considerou que a PAI, seria a titular da refinaria de Pasadena e da sociedade de trading correlata (Trading Company). (Comunicado divulgado em 12.03.2010) 

A Petrobras, durante todo o processo arbitral, empenhou seus melhores esforços na defesa dos seus interesses e de seus acionistas, e obteve uma redução significativa no montante pleiteado pela Astra, que superava em muito o valor final do laudo.

Finalmente, em junho de 2012, um acordo extrajudicial, que prevê o término de todos os litígios – arbitragem e outras causas judiciais – acrescidos de juros e custos legais pertinentes totalizou US$ 820 milhões. Parte desse montante, US$ 750 milhões, já vinha sendo provisionado para pagamento nas demonstrações financeiras da Petrobras, restando o complemento de provisão de US$ 70 milhões, a ser reconhecido no resultado da Companhia no segundo trimestre de 2012. (Comunicado divulgado em 29.06.2012)

Cabe enfatizar que a integridade de todo o processo decisório foi atendida nas diversas operações acima que seguiram todos os procedimentos técnicos e instâncias de Governança Corporativa da Companhia, inclusive com emissão de relatório independente de instituição financeira de renome internacional (fairness opinion) quando tomada a decisão de 2006. O acordo acima mencionado tornou a refinaria um ativo negociável, ainda que não haja uma obrigatoriedade nem urgência em se desfazer da mesma.

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Atletas patrocinados pela Petrobras participam do Brazil Sports Show

/ 16:52

Começa nesta quinta-feira (12/07) no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, o Brazil Sports Show, maior salão esportivo da América Latina. Patrocinadora de atletas que participarão dos Jogos Olímpicos de Londres, a Petrobras está presente com uma área de 600 metros quadrados, na feira Universo Olímpico.

Lá, será lançada a campanha “A Petrobras acredita em quem acredita” (#euacredito), que incentiva a torcida a todos os esportistas brasileiros classificados para as Olimpíadas. Ao todo, o Programa Petrobras Esporte & Cidadania apoia 21 atletas que lutarão por medalhas nas modalidades boxe, esgrima, levantamento de peso, remo e taekwondo.

Uma das principais atrações do salão será a apresentação dos esportistas patrocinados pela Companhia. No Espaço Petrobras, o público poderá, ainda, experimentar as emoções de cada uma das modalidades em equipamentos simuladores.

O Brazil Sports Show oferecerá mais de 80 atividades esportivas e 11 feiras especializadas em esportes em 20 mil metros quadrados. A previsão dos organizadores é receber mais de 80 mil visitantes e movimentar R$ 65 milhões durante os quatro dias de evento.

Serviço: Brazil Sports Show

Local: Parque do Ibirapuera – São Paulo

Data: de 12 a 15 de julho

Postos de venda e programação do salão: confira no site oficial do evento

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Pasadena: respostas à Agência Estado

/ 09:25

Leia a matéria “Petrobras pode ter perda milionária nos EUA” (versão  online), publicada no Estadão desta quinta-feira (12/07). Confira, abaixo, as respostas enviadas pela Petrobras à Agência Estado.

Pergunta: A refinaria foi comprada em 2005 por uma trading belga por US$ 42,5 milhões. No ano seguinte, metade da refinaria foi revendida à Petrobras por US$ 360 milhões. A Petrobras fechou no último dia 29 um acordo para concretizar a compra dos 50% restantes por US$ 820 milhões. Apenas estes valores somam um custo de US$ 1,18 bilhão da Petrobras com Pasadena. Uma refinaria com quase o dobro de capacidade (180 mil b/d) da de Pasadena (100 mil b/d) foi vendida no fim de abril por US$ 150 milhões à Delta Airlines. Diante desses fatos, gostaria de saber:

Por que fez sentido, em 2006, comercialmente, comprar participação na refinaria de Pasadena por um custo quase 17 maior do que havia sido gasto no ano anterior pela trading belga?

Resposta: Quando avaliamos a aquisição da refinaria, o cenário era de margens de refino crescentes, a demanda mundial também estava em crescimento e não havia previsões sobre a crise de 2008, com seus desdobramentos no segmento de refino. O valor de aquisição estava alinhado às transações no refino à época, conforme avaliação (fairness opinion) de instituição financeira de renome internacional.

Pergunta: Havia na época um projeto de investir na refinaria, que processa óleo leve, para que pudesse receber óleo de Marlim, pesado. Também havia planos de dobrar a capacidade da refinaria. Por que o investimento nunca foi feito?

Resposta: Porque o sócio não concordou em fazer o investimento no revamp para 200 mil barris por dia, que era a solução mais rentável para o modelo de negócio.

Pergunta: A Astra não concordou com os investimentos, por quê?

Resposta: A Petrobras não pode responder pela Astra.

Pergunta: Havia alguma falha no contrato?

Resposta: Nós não identificamos falha no contrato.

Pergunta: O que gerou a disputa judicial entre as sócias?

Resposta: A associação entre a Petrobras, uma empresa integrada em ativos de petróleo e gás, e o nosso sócio, uma empresa de trading, exigia um cenário de mercado sem turbulências para que houvesse uma convergência de interesses. Em um cenário de crise, a natureza das cias levou a distintos objetivos. Nosso sócio então requereu que a parte dele fosse adquirida (50%) e uma arbitragem internacional lhe conferiu este direito e fixou o valor a ser pago em 2009, o qual recentemente honramos em acordo.

Pergunta: O acordo anunciado no último dia 29 foi feito para encerrar dois processos que corriam em paralelo. Em um, a Petrobras pagou cerca de US$ 750 milhões. Em um segundo, que seria de cerca de US$ 400 milhões, a Petrobras pagou cerca de US$ 70 milhões. O montante foi gasto para encerrar a pendência judicial, embora a Petrobras já tivesse ganhado em primeira instância neste segundo processo. Por que a companhia decidiu pagar para encerrar um processo em que havia tido um resultado favorável?

Resposta: Não procede a informação de que algum processo renderia à Petrobras o recebimento de US$ 400 milhões. A Petrobras era a acionada no caso. Portanto, uma vitória em última instância na Justiça americana seria indiferente para a Companhia em termos de ressarcimento financeiro.

Pergunta:  Se a Petrobras obteve um resultado em 1a instância favorável, se o processo poderia render à companhia pagamento de US$ 400 milhões, e se o preço de mercado da refinaria está abaixo deste valor, por que não se levou o processo ao fim?

Resposta: O acordo citado encerra não somente uma ação judicial mas todos os litígios em questão – a arbitragem e a totalidade das causas judiciais. Em relação ao resultado favorável, este foi plenamente considerado na composição do valor do acordo.

Pergunta: Há alguma chance de a Petrobras ter retorno para os investimentos de US$ 1,18 bilhão feitos em Pasadena?

Resposta: A Petrobras tem como princípio trabalhar para agregar valor aos seus ativos, e para tanto analisa constantemente as oportunidades do mercado.

Pergunta: A Petrobras já conta com a possibilidade de prejuízo, caso a refinaria seja vendida?

Resposta: A Petrobras tem como princípio trabalhar para agregar valor aos seus ativos, e para tanto analisa constantemente as oportunidades do mercado.

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