Arquivado em 05.09.2012

Oportunidades e desafios na área de Engenharia

5 de setembro de 2012 / 23:12

O diretor de Engenharia, Tecnologia e Materiais da Petrobras, José Antonio de Figueiredo, apresentou nesta noite (5/9) o detalhamento do Plano de Negócios e Gestão da Companhia para o período 2012-2016 no Clube de Engenharia do Rio de Janeiro.

Figueiredo reforçou a importância do volume de investimentos a ser realizado pela Petrobras. Ao todo serão US$ 236,5 bilhões no período 2012-2016, com foco nas atividades de Exploração e Produção. Destacou as metas estabelecidas e os diferenciais da Petrobras para atingi-las. A Companhia é líder mundial em produção em águas profundas. Nos últimos cinco anos, 63% das descobertas em grandes profundidades foram realizadas no Brasil.

O diretor reforçou que “poucos países no mundo têm uma carteira de projetos com tantas oportunidades. Temos que transformar esses projetos em realidade, gerando emprego e desenvolvimento sustentável para o país”. Figueiredo destacou a política de conteúdo local e observou a importância do ganho de competitividade da indústria brasileira de bens e serviços para o segmento de petróleo e gás.

Lembrou ainda que para que todos os investimentos previstos que possam ser realizados, a Companhia tem focado em ferramentas de gestão. “Nesse plano, acrescentamos a letra G, de gestão. Temos que fazer tudo com a melhor gestão, priorizando um bom planejamento, que é a primeira tarefa para a nossa equipe”, afirmou o diretor. Todos os projetos da Companhia têm sido acompanhados de perto através das curvas S de desempenho, que consistem no acompanhamento detalhado dos cronogramas físico e financeiro dos projetos, permitindo corrigir eventuais distorções.

O diretor citou os trabalhos realizados pela área de Engenharia nos últimos anos. Algumas dessas obras realizadas se destacaram pela inovação das tecnologias aplicadas. O deck mating da plataforma semissubmersível P-55, no Polo Naval do Rio Grande (RS) é um exemplo. “Foi uma operação inédita. O deckbox da plataforma, de 17 mil toneladas, foi içado a cerca de 47 metros para ser acoplado ao casco. Foi uma das maiores operações do tipo já realizada em todo o mundo”, destacou Figueiredo.

Entre os investimentos para o segmento de Exploração e Produção, foram desenvolvidos projetos de várias plataformas, além de outros ligados ao Programa de Modernização da Frota (Promef). Entre os projetos em desenvolvimento para os próximos anos está a construção, já iniciada, dos oito FPSOs replicantes para o pré-sal da Bacia de Santos. A produção em série de plataformas idênticas permitirá a padronização dos projetos e equipamentos e atendimento às métricas internacionais, além de maior rapidez no processo de construção e ganho de escala, com consequente otimização de prazos e custos. Também destaca-se a conversão dos quatro FPSOs para a área da Cessão Onerosa, que será realizada no Estaleiro Inhaúma, no Rio.

No segmento de Gás e Energia foram instalados cerca de 5 mil km de gasodutos. Destacam-se projetos em desenvolvimento para as plantas de fertilizantes, que serão instaladas em Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Espírito Santo. A Unidade de Fertilizantes Nitrogenados de Três Lagoas (UFN III) entrará em operação em 2014 e será a maior planta de fertilizantes nitrogenados da América Latina, com capacidade de produção de 1,2 milhão de toneladas/ano de uréia e 70 mil toneladas/ano de amônia.

Já para o segmento de Abastecimento, os investimentos estão concentrados na ampliação e modernização do parque de refino. Estão em andamento as obras do primeiro trem (primeira fase) do Comperj e da Refinaria Abreu e Lima, que elevarão a capacidade de refino da Petrobras em cerca de 400 mil barris por dia. As refinarias Premium I e Premium II estão em fase de elaboração de projeto de acordo com os padrões internacionais.

“Nosso desafio na Engenharia é cumprir o planejado no Plano de Negócios e Gestão da companhia, em termos de prazos, investimentos e conteúdo local, tendo o SMS como valor”, concluiu o diretor Figueiredo.

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Contratação: respostas à Folha de S. Paulo

/ 14:28

Leia a matéria “Contratações crescem em ritmo mais elevado do que a produção” publicada nesta quarta-feira (05/09) na Folha de S. Paulo e a respostas enviadas pela Petrobras ao veículo.

Pergunta: Gostaríamos de saber se a Petrobras vai comentar um estudo feito pelo CBIE que mostra o aumento do número de terceirizados da empresa desde 2002 até 2011 (171%) comparado ao aumento dos concursados (75%). O estudo aponta que essa diferença mostra o uso político da Petrobras nos últimos anos. O estudo diz ainda que a Petrobras usa muito mais empregados para fazer um barril que suas concorrentes. Enquanto a Exxon produz 54 barris por empregado a Petrobras produziria 32 barris/empregado.

Resposta: A Petrobras esclarece que não contrata funcionários terceirizados e sim empresas que prestam serviços para atendimento às demandas dos Planos de Negócios da Companhia. Esse número é flutuante e depende dos empreendimentos e projetos em andamento.

O aumento da demanda por mão de obra também acompanha o crescimento dos investimentos da Companhia. A Petrobras tem atualmente um plano de investimentos muito superior a seus pares, necessitando pessoal alocado aos diversos empreendimentos. O grande número de obras demandam a contratação de diversos serviços e, consequentemente, grande quantidade de empregados das empresas prestadoras de serviço atuando nas instalações da Companhia.  (...)

A Petrobras prevê investir US$ 236,5 bilhões conforme o seu Plano de Negócios 2012-2016, o que corresponde a uma média anual de US$ 47,3 bilhões. Assim, quando comparamos o investimento realizado em 2002, US$ 6,4 bilhões, com o previsto para 2012, US$ 47,3 bilhões, tem-se um crescimento de aproximadamente 639%.

Em 2001, a Petrobras retomou a realização de processos seletivos públicos, para recompor seu efetivo e atender suas novas demandas. Durante a década de 90 a Petrobras deixou de fazer processos seletivos sistemáticos, levando ao menor nível de efetivo em 2001, com 38.908 empregados.

Outro fenômeno que levou a Petrobras a ter que recompor seu efetivo é a idade média da força de trabalho. Atualmente, o total de empregados do Sistema Petrobras é de 81 mil pessoas, sendo 60% com mais de 40 anos de idade. Os empregados com mais de 20 anos de empresa representam 47% do efetivo.

Em 2001, a empresa decidiu retomar a realização dos processos seletivos e, desde então, mais de 37 mil novos empregados ingressaram na Companhia. A empresa realiza em média dois processos seletivos por ano.

A relação entre a produção de petróleo por empregado da Petrobras está em linha com o índice das principais empresas de petróleo no mundo, como mostram os dados do Petroleum Intelligence Weekly, um dos mais reconhecidos serviços de informações do setor de petróleo e gás.

É importante reforçar que a Petrobras foi a empresa que mais aumentou a produção no período de 2002 a 2011 (45,1%). A Exxon apresentou crescimento de 6,3%, sendo o segundo melhor resultados entre as empresas destacadas.

A Petrobras foi a empresa que mais aumentou as reservas no período de 2002 a 2011 (22%). A Exxon foi a segunda que apresentou maior crescimento: 14% em função da aquisição da XTO.

Entre os dados divulgados a Petrobras é a que projeta a maior meta de crescimento da produção até 2016.

A Petrobras tem uma posição privilegiada em comparação com as demais empresas, o que torna possível à Companhia aumentar suas reservas organicamente, diferentemente das demais empresas que precisam fazer aquisições como estratégia de manter sua relação reserva-produção, o que nem sempre é possível.

Primeira tabela: Reposição total de reservas

Segunda tabela: Reposição de reservas (sem aquisições)

Última tabela: Reposição de reservas com aquisições

DEMANDA DE 22/08:

Pergunta: Seria possível ver com a área responsável uma abertura maior do dados da Petroleum Intelligence Weekly sobre relação produção/empregados. Ou seja, qual ano consideraram, quantos empregados para qual produção. Ou me mandar pelo menos o link dessa tabela porque não estou achando.

Resposta: Os dados são baseados no PIW TOP 50 RANKINGS de 2010, divulgado em 2011. Trata-se de estudo sobre empresas de petróleo realizado anualmente pela Petroleum Intelligence Weekly (PIW). Este é o ranking mais recente disponível.

Para cálculo de produção por empregado foram utilizados os números de produção de barris de petróleo por dia em 2010 e consideradas as empresas citadas no estudo do CBIE.

Abaixo, segue a tabela com as informações solicitadas, com inclusão dos dados de reserva. Os números mostram, por exemplo, que a Petrobras tem a segunda maior reserva de petróleo entre as empresas mencionadas, o que demonstra as perspectivas de crescimento da Companhia. É importante ressaltar também que a Petrobras tem atualmente um dos maiores planos de investimentos do setor.

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Produção: Respostas à Folha de S. Paulo

/ 09:23

Leia a matéria “Ícone da Petrobras extrai mais água que óleo” (parte 1 e parte 2) publicada nesta quarta-feira (05/09) na Folha de S. Paulo e as respostas enviadas pela Petrobras ao jornal.

Pergunta: Recebi uma informação de que a P-50 estaria produzindo bem abaixo da sua capacidade, isso é verdade? Seguem algumas perguntas:

1) Quanto produz atualmente a P-50?

2) Por que?

3) Em qual campo está instalada?

4) Quando ela começou a produzir?

Resposta: A Petrobras informa que a plataforma P-50, localizada no campo de Albacora Leste, está operando atualmente com produção próxima da capacidade máxima da planta de processamento, que é de 180.000 barris por dia (óleo + água).

Como parte do processo natural de produção, os volumes produzidos de óleo e água variam ao longo do tempo, ficando a soma desses volumes limitada pela capacidade de projeto da plataforma.

Os poços da P-50, atualmente, apresentam produção líquida de óleo próxima de 70 mil barris por dia, com permanente ação visando identificação de oportunidades que levem ao aumento da fração líquida de óleo produzida.

DEMANDA DE 22/08:

Pergunta: Seria possível ver com a área responsável uma abertura maior do dados da Petroleum Intelligence Weekly sobre relação produção/empregados. Ou seja, qual ano consideraram, quantos empregados para qual produção. Ou me mandar pelo menos o link dessa tabela porque não estou achando.

Resposta: Os dados são baseados no PIW TOP 50 RANKINGS de 2010, divulgado em 2011. Trata-se de estudo sobre empresas de petróleo realizado anualmente pela Petroleum Intelligence Weekly (PIW). Este é o ranking mais recente disponível.

Para cálculo de produção por empregado foram utilizados os números de produção de barris de petróleo por dia em 2010 e consideradas as empresas citadas no estudo do CBIE.

Abaixo, segue a tabela com as informações solicitadas, com inclusão dos dados de reserva. Os números mostram, por exemplo, que a Petrobras tem a segunda maior reserva de petróleo entre as empresas mencionadas, o que demonstra as perspectivas de crescimento da Companhia. É importante ressaltar também que a Petrobras tem atualmente um dos maiores planos de investimentos do setor.

 

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