Venha com a gente em 2012
31 de dezembro de 2011 / 09:51

O Fatos e Dados convidou um pequeno grupo de blogueiros para a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), realizada entre 6 e 10 de julho. A ideia era reunir outras visões do evento, que contou com o patrocínio da Petrobras. Participaram da iniciativa a escritora e ilustradora Ana Terra, o gestor cultural e escritor Felipe Arruda e a jornalista, tradutora e criadora do projeto Orelha do Livro Mariana Sanchez. Eles registraram suas impressões e experiências aqui e nos seus respectivos blogs. Além da maratona de cinco dias de atividades e mesas com escritores de diferentes estilos de todo o mundo, os convidados conheceram o espaço da Petrobras no evento. Confira!
Ana Terra – Blog Bastidores
Bastidores especial: valter hugo mãe
Bastidores de Paraty em dez clicks
Bastidores da Flip em dez clicks
Mariana Sanchez – Blog Orelha do Livro
Pontos de fuga e o amor incondicional de valter hugo mãe
Felipe Arruda – Edith
A experiência de uma festa literária
Organizar uma festa literária internacional como a de Paraty é um trabalho complexo. Seja pela extrema sensibilidade exigida na tarefa curatorial, seja pela forma de promover a integração da comunidade local com o evento, seja pelo rigoroso detalhamento operacional e logístico envolvido em qualquer empreitada de grande porte como essa.
Na FLIP, é possível ver o cuidado que esses aspectos recebem a cada edição. Com maior ou menor sucesso, passíveis de elogios e críticas, é incontestável o esforço realizado pela organização para dar conta de uma série de necessidades dos diferentes agentes envolvidos: o público, a população paratiana, os autores, os profissionais que trabalham para o evento, a imprensa, os patrocinadores.
O balanço, a mim, parece sempre positivo. Ainda que neste ano tenha sentido falta de mais autores nacionais – é grande a lista de importantes escritores brasileiros ainda não convidados – e que algumas escolhas no nível da produção possam reforçar o aspecto elitista do evento, a experiência de participar da FLIP foi, mais uma vez, enriquecedora e prazerosa. Elejo esses dois adjetivos por crer que, no caso da FLIP, são inseparáveis.
De um lado, a atenção concentrada nas sessões com os autores estimula uma reflexão de variados temas – da crítica literária à crônica da vida, da neurociência aos quadrinhos, das guerras aos passeios de bicicleta – e abre portas não só para a descoberta de novos escritores ou de novos livros, mas também para o desvelo de novos mundos internos e externos. As falas dos autores, em geral, trazem um estímulo duplo ao pensar e ao sentir. São comuns os momentos de comoção na plateia.
De outro lado, a cidade de Paraty, em si, oferece uma experiência acolhedora aos seus visitantes. A constante presença do rio e do mar inspira tranquilidade e abre uma zona de escape aos olhos. Ao sair das sessões nas tendas e se deparar com as águas que envolvem a cidade, é possível dar um respiro à mente, como se a carga intelectual dos debates encontrasse uma balsa para flutuar levemente sobre as marolas. Já nas ruas do centro histórico, o relevo de pedras amontoadas convida os passantes a um outro tempo do caminhar, mais vagaroso e contemplativo. Há sempre tempo para um encontro. Para uma conversa. Para a sagrada boemia – parente de primeiro grau da literatura – com os velhos amigos, com os novos amigos que lá se fazem, e para a epopéia gastronômica na qual se pode embarcar durante quatro dias.
Por trazer essa gama de ricas vivências intelectuais, emocionais, e o espírito de confraternidade, volto sempre da FLIP com a impressão de que a festa é uma experiência, em síntese, humanizadora. Creio que participamos deste tipo de evento para estarmos mais próximos daquilo que nos é caro, seja a literatura ou os encontros possíveis nas ruas estreitas, mas, em suma, da essência que procuramos em nós mesmos e nos outros, ainda que inconscientemente. De alguma forma, quando buscamos e aplaudimos as falas emocionadas dos autores, estamos lá também para nos emocionar.
Com isso, o casamento entre a oferta intelectual e a descontração faz jus à designação de festa literária. Pessoalmente, sou do time que prefere valorizar os aspectos positivos das coisas do que se dedicar à crítica – ainda que ela mereça assento cativo em algumas pautas. Por isso, trago de volta da FLIP não só mais literatura e boas experiências com as pessoas e a cidade, mas uma sensação de frescor e alegria, como se, em Paraty, a felicidade estivesse na ponta da língua.

A cada ano novo que chega, as energias se recarregam e a gente pensa em tudo que mais quer para os próximos 365 dias. Harmonia, saúde, paz, sucesso, amor, conhecimento, família, dinheiro… Os desejos são muitos, mas quanto você pretende investir em cada um deles em 2011? Visite o hotsite e distribua sua energia por todos eles!
O último post da série que apresenta visões e impressões de convidados da Petrobras – uma das patrocinadoras da 29ª Bienal de São Paulo – sobre a mostra traz o depoimento da curadora do Portal Literal e da coleção Tramas Urbanas, Heloisa Buarque de Hollanda.
Em seu relato, a professora fala sobre a forte presença da palavra no evento, que começa com Jorge de Lima, com o título da Bienal, e o catálogo, que é perpassado por comentários poéticos. “É uma conversa da Bienal com a literatura porque o que está mostrado no catálogo é a Bienal, não é apenas uma imagem, quer dizer, há uma conversa, um subtexto literário o tempo todo, em todas as páginas do catálogo, o que é uma coisa engraçada, instigante, nova”, diz.
A curadora acrescenta que a intensidade da palavra pode ser vista em outros espaços, como na internet, que mostra uma quantidade enorme de práticas literárias e fluxos verbais e seus diversos usos, como o político. “Essa é uma marca contemporâneado muito forte. Humberto Eco já disse que se o século 20 foi o da imagem, o século 21 é o da palavra”. Para a professora, existem vários significados e abordagens da palavra, hoje, e todos eles estão presentes na Bienal.
Clique aqui para assistir ao trecho do vídeo com depoimento de Heloisa Buarque de Hollanda.
Leia também o depoimento do do coordenador do Núcleo Experimental do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Luiz Guilherme Vergara, do coordenador do Apalpe e autor do livro Guia Afetivo da Periferia, Marcus Faustini, e do grupo convidado.
O segundo post da série que apresenta as impressões de convidados patrocinados pela Petrobras sobre a 29ª Bienal de São Paulo traz a opinião do coordenador do Apalpe e autor do livro Guia Afetivo da Periferia, Marcus Faustini, que fala sobre o processo de recepção das obras de arte, no contexto do evento. A mostra, que termina neste domingo (12/12) também conta com patrocínio da Companhia.
“Um domingo de sol em São Paulo e uma grande diversidade de pessoas com sorrisos desejantes de futuro visitando e se relacionando com as obras. Esta é a forma que guardei na memória minha passagem pela Bienal. Como uma rede com várias entradas e saídas, a curadoria espalhou no galpão as obras e promoveu diversas possibilidades de recepção. Alguns podem dizer que este procedimento afeta a concentração como ideia central de recepção de uma obra. Acontece que, além da obra, a recepção veio para o centro também – e isto é bom!
A negociação entre as partes envolvidas na ação artística ganha vigor quando a recepção entra no jogo. E foi assim, entre várias recepções, que fiquei encantado com a obra do Mexicano Macotela que troca tempo com presidiários e transforma as trocas em expressão plástica. Por exemplo, enquanto o artista visita um familiar de um preso, este faz um mapa de afetos da cela com suas unhas. A obra é a expressão dessa negociação. Só mesmo quando temos diversidade de recepção, a negociação vira expressão.”
Conheça também a visão de Luiz Guilherme Vergara e de pessoas ligadas à arte e à cultura que vistaram a Bienal a convite da Petrobras.
A Petrobras, como uma das patrocinadoras da 29ª Bienal de São Paulo, propôs a um grupo de pessoas ligadas à arte e à cultura que visitasse a mostra e relatasse suas impressões nas redes sociais. Agora, patrocinados pela Companhia que percorreram o mesmo caminho registram, aqui, seus depoimentos.
O primeiro post é um relato do coordenador do Núcleo Experimental do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Luiz Guilherme Vergara. Confira:
Navegações e meditações sobre tempestades em um copo de mar
A partir de um instigante convite da Petrobras para registrar minha visita à 29ª Bienal de SP, dividi esta coleta de impressões entre as caminhadas pelo Parque Ibirapuera e os encontros com Almir Mavignier na sua exposição “Docugrafias”, no Museu Afro–Brasileiro, que também expõe no Espaço de Exposições Temporárias da Petrobrás.
Logo no primeiro texto de apresentação da proposta de experiência dessa Bienal eram celebrados os terreiros, largos, praças, templos e quintais – todos os lugares abertos ou fechados – onde se compartilham crenças, diversidades e infâncias. Do outro lado da parede de vidro estava o parque. Para um estrangeiro, como eu em São Paulo, o caminho pela marquise entre o Museu Afro–Brasileiro e a Bienal já realizava a utopia poética da bienal cruzando playgrounds de diversas tribos de jovens e ainda o seleto público da bienal, tudo com a mais natural simbiose. Este é o cenário de mares e muitos copos de homens navegando que alimentou o decorrer desses dias. Como concluir este texto, como voltar para “Ithaca”? A potência política da Bienal talvez esteja na crença no transbordamento poético que começa com um copo de mar – trocam–se as margens entre o lado de fora e o de dentro; confirma a regra da arte – querer ser exceção ou estado de vigília na negação da negatividade acomodada do mundo!
Picnic Arte e Árvore: deslocamentos
Nesta peregrinação revela–se uma curiosa cartografia de lugares, quem sabe laboratórios, de antecipação do futuro (lembro a Função Utópica da arte de Ernst Bloch) tudo se move pelo princípio esperança mesmo que haja tanto desencanto. Invocam–se terreiros, ainda sim, encontros, paradoxos e celebrações: “A pele do invisível”; “Dito, não dito, interdito”; “Eu sou a rua”; “O outro, o mesmo”; “Lembrança e esquecimento”; “Longe daqui, aqui mesmo.”
Caminhar na Bienal é percorrer uma grande poesia imaginária do infinito, compostas também por instalações ambientais de artistas que realmente concretizam visões daquilo que não é ainda completamente sabido. Albano Afonso: “O jardim, faço nele a volta ao infinito; Tatiana Trouvé: “350 pontos rumo ao infinito”; Claudio Iglesias: “um lugar para viver quando formos velhos”; Palle Nielsen: “ö modelo – um modelo para uma sociedade qualitativa”; David Claerbout: “Momento feliz em Argel”; Jimmie Durham: “Centro de Pesquisa da normalidade brasileira”; ou ainda a proposição ou meditações especiais de Milton Machado para uma “História do Futuro– Mundo Mais–que–Perfeito, ciclos de destruição, construção e vida”…
Veja os slides com a apresentação completa.
Em artigo publicado no Jornal do Brasil de domingo (18/7), Humberto Viana Guimarães, engenheiro civil e consultor, avalia que os investimentos previstos no Plano de Negócios 2010-2014 estão na direção certa. O autor aponta, “entre as tantas virtudes do Plano”, a hegemonia de investimentos no país contra 5% de recursos investidos no exterior. Ele destaca também que o investimento em refino é o grande desafio da Companhia. Leia aqui a íntegra.
Sobre o processo de capitalização da Petrobras, leia o artigo Há duas opções para a capitalização, do diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Companhia, Almir Guilherme Barbassa, publicado no jornal O Estado de S. Paulo nesta segunda-feira (10/5) .
“… a capitalização deixará a Petrobras com musculatura adequada para fazer frente aos investimentos necessários para seu crescimento, especialmente o desenvolvimento das reservas do pré-sal. Portanto, é uma operação que beneficia os seus acionistas”.